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Arqueologia Pop – VAN
Caliel Alves dos Santos

Resumo:
Conheça uma obra que o mangaká Ricardo mango publicou no início da carreira.

Eu conheci esse mangá nas páginas da Anime Dô. Sim, sempre ela. A seção de cartas era a mais divertida, mas a seção de fanzines era a mais legal de todas. Quando li sobre VAN, fiquei fascinado. Era uma mangá online, gratuito e totalmente colorido. Para alguns puristas, devido ao seu traço singular e a colorização, nem seria considerado mangá. Mas sim, eu o considero um mangá legítimo.
     O prólogo da obra apresenta um mundo fantástico e medieval. Me parece que a obra adotou uma fórmula menos “shonen de lutas” e se voltará para uma alta fantasia, com muita aventura. Com uma narração bem fluída e empolgante. No início, vemos dois exércitos inimigos se aproximarem do Istmo da Morte — istmo é uma faixa curta de terra que liga dois continentes. No alto de uma colina, um pintor representa a cena.
     A coisa fica bem sinestésica, pois, a pintura e as partituras de música acabam nos fazendo interconectar os sentidos. Tudo é muito colorido e vivo, nossos sentidos ficam superexcitados. Para surpresa de ambos os exércitos, um tsunami impede o início da batalha. As tropas desistiram de lutar. Um dos lados, considerou um milagre, o outro, verificou que aquilo tinha sido ocasionado por um terceiro.
     Esse prólogo deixa muita coisa a ser explorada. Quem seria o pintor e como ele conseguiu alterar a realidade através de sua arte? O que seria o tomo encontrado por um dos generais, o Arscronomicom e, porque ele o deixou para trás? O capítulo cumpriu bem a sua função introdutória. É muito bonito de ler, tem uma arte divertida e atrativa. O autor também fez um bom trabalho de pesquisa com os personagens e o quesito arte abordado. A capa do capítulo me lembra o Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.
     Entendo os poderes do pintor/mago como uma metáfora do poder transformador da arte de que todo artista e artesão possui. Mango é um artista de mão cheia, e tem muito a oferecer em termos de arte. O mangá foi descontinuado no segundo capítulo, mas o prólogo e os capítulos iniciais estão livres para leitura online. A qualidade do traço se mantêm, assim como a colorização.
     No prólogo, na página que fecha o capítulo, vemos o livro mágico, o Arscronomicom. O autor incluiu um gif, mano, é genial isso aí! Pura magia. O Arscronomicom é bem misterioso. A palavra ars vem do latim, e quer dizer arte; o cronomicom em latim é cronômico. Esse sufixo é usado para indicar livro, a exemplo do Necronomicom lovecraftiano. No fim do mangá, o autor explica alguns motes da obra.
     Mango é o pseudônimo do mineiro Ricardo D. Sá, atual Ricardo Mango, autor do mangá Smell Like Shonen Spirit. Em um dos seus perfis em seus antigos blogs, ele se definia como músico, desenhista e bailarino, está explicado tamanha sensibilidade para escrever VAN. Foi uma das experiências mais agradáveis que eu já tive lendo um mangá.
Entrei em contato com o autor, mas ele não respondeu.
     Sobre a continuidade da obra? Rapaz, se ela continuar inativa, isso é um crime. Entrei em contato com o autor, mas ele não deu nenhuma resposta, pena. Ele é um autor premiado até no Japão, eu gostaria de ter o ouvido. O autor será entrevistado no Canal Narrativando, e já teve um de seus mangás dublados. É um mangaká que merece muito sucesso, além de talentoso, é também produtivo.
     A obra tem tudo para fazer sucesso, inova na sua arte, narrativa e publicação. Eu acho que um bom volume poderia desenvolver a trama do Arscronomicom. O título poderia muito bem desenvolver uma história curta, que envolvesse mais mistérios e aventura do que grandes sagas intermináveis e repetitivas. Seria até um diferencial e combinaria com a série. A obra está disponível em português e inglês, boa leitura.


Título: VAN
Ano de publicação: 2013.
Autor: Mango.
Sinopse: dois exércitos estão atravessando o Istmo da Morte, local onde quatro grandes estátuas primordiais vigiam em silêncio o mistério da vida. No topo de uma colina, um velho pintor registra a cena. E de modo mágico, sua pintura começa a interferir na realidade, impedindo o combate. No entanto, sobram perguntas: quem seria esse pintor? Qual magia ele usou para impedir o confronto? Como irão descobrir a sua interferência?

Cap. 1 – 00 (Prólogo) - Overture, nº de pág. 20.
Onde ler: http://vancomic.blogspot.com/

Para ler o one-shot de Smell Like Shonen Spirit:
https://medibang.com/book/te2008311409438560002177650/

Perfis do autor
http://manguinha.deviantart.com/
http://facebook.com/mango.ricardo
https://www.instagram.com/ricardomango/


Biografia:
Caliel Alves nasceu em Araçás/BA. Desde jovem se aventurou no mundo dos quadrinhos e mangás. Adora animes e coleciona quadrinhos nacionais de autores independentes. Começou escrevendo poemas e crônicas no Ensino Médio. Já escreveu contos, noveletas, resenhas e artigos publicados em plataformas na internet e em algumas revistas literárias. Desde 2019 vem participando de várias antologias como Leyendas mexicanas (Dark Books) e Insólito (Cavalo Café). Publicou o livro de poemas Poesias crocantes em e-book na Amazon.
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