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O que mais esmaga,
não é o peso exterior,
nem a poderosa atração do
MAGMA,
é o reverso da medalha.
O louco tropel de pensamentos,
despencando em cascata.
e ver quão desengonçada,
macilenta e frágil,
penosamente
a senilidade avança.
Não... Não avança,
estanca, seca, desmancha,
num desintegrar de átomos,
dentro do grande nada.
O negro negativo de um fantasma.
Como uma pobre mulher outrora linda,
hoje de seios flácidos,
seca, Magra,
a espinha curvada pelo peso de confusas
lembranças.
E o olho cósmico,
VIGILANTE,
fiscal sem alma,
suspenso sobre o abismo,
comanda as Parcas,
E CLOTOS, LÁQUESIS E ÁTROPOS,
acabam com a farsa,
da aparente juventude,
na matéria esclerosada.
Guilherme Percello
São Paulo, 07 de Outubro de 1986
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