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D.I.D.
Erick de Oliveira

— Olha Roberto eu tenho pensado seriamente sobre essa convivência entre nós dois e não aguento mais te suportar, já estou de saco cheio de você pegando minha comida na geladeira, usando o banheiro de porta aberta, deixando o fio dental na pia do banheiro como se fosse a coisa mais linda do mundo, quebrando praticamente todas minhas canecas graças a “mão boba” que você diz ter. — Patrick um homem de 32 anos com estatura média, está andando de um lado para outro com as mãos nos bolsos de sua jaqueta grossa e branca de neve. — Além de que foi um sacrifício convencer o general da Zona a colocar mais uma cama no meu quarto, tive que fazer uma semana inteira de serviços dobrados porque você! — Patrick fala a última palavra com um tom alto de raiva e aponta seu dedo indicador bem no peito de Roberto que está apenas parado ouvindo as reclamações de seu colega de quarto — Você se recusou a ir falar com ele!

— Eu estava com dor de barriga naquele dia mano.... Como você esperava que eu fosse lá falar com o general? — Roberto também tinha 32 anos e tinha a mesma estatura que Patrick.

— Eu também estava com dor de barriga e daí? Mesmo assim eu fui lá falar com ele por quê? Porque alguém aqui teve que dormir no chão por três semanas após designarem você como meu colega de quarto!

— Prometo tentar evitar deixar o fio dental na pia agora. E precisamos de canecas de plástico para acabar com o problema da minha mão fraca, pelo menos eu não vou mais quebrar canecas.

— Queria eu que fosse simples assim, cada movimento que você faz anda me irritando. — Patrick olha para o lado como forma de tomar um pouco de ar e aliviar sua raiva, o sol estava se pondo escondido dentre uma vasta paisagem de nuvens, o céu estava alaranjado e o mar logo abaixo estava refletindo aquela paisagem bela e de cegar os olhos. Mas ele se sentiu triste vendo aquilo, a Zona que eles ficavam precisava estar constantemente em temperaturas baixas e isso impedia qualquer resquício de calor de entrar ali dentro. Isso dava uma sensação esquisita para todos que viviam dentro da redoma pois lá fora estava um sol quente, belo e com altas temperaturas. Ali dentro um frio de arrepiar as espinhas, baixas temperaturas, dificuldade de se esquentar e uma neve que caía lentamente até o chão.

— E eu queria aquele sol ali de fora, essa estação de neve daqui de dentro não é nada agradável.

— Se você estivesse ali fora provavelmente ia querer se refrescar na água e tentaria nadar contra a correnteza te levando mais para o meio do mar e morrendo afogado ou comido por tubarões. E eu adoraria ver isso.

— Você guarda muito rancor para alguém que você conhece a tanto tempo como eu.

— Eu conheço você a muito tempo? O brilho do sol queimou teu cérebro? Te conheço a um mês só e já foi mais que suficiente para querer te jogar daqui de cima para ver sua cabeça explodir lá embaixo.

— Se me conhecesse melhor aposto que gostaria de mim pois eu tenho muitas qualidades, sei fazer comida muito bem, meu café fica espetacular, consigo fazer muitas tarefas ao mesmo tempo, gosto de desenhar e eu desenho muito bem.

— Por que não vi nada disso ainda então em Senhor espetacular? Tudo que vi foi você fazendo o básico pela Zona e depois sentando a bunda em qualquer lugar fazendo muitos nadas.

— Se eu pudesse, nem mesmo faria os testes e serviços pela Zona. Aquilo me dá muita dor e medo, eu não gosto de ser cobaia.

— Novidade gênio, ninguém aqui gosta de ser cobaia. Principalmente todos que já viveram lá fora. — Patrick aponta para o horizonte onde anteriormente um sol alaranjado estava ali para aquecer o coração dos humanos daquela redoma.

— Aqui dentro você tem a Paula pelo menos, lá fora você só gastava seu dinheiro com coisas e momentos sem valor sentimental algum.
Patrick olha para Roberto com um fogo nos olhos e se perguntava, como ele sabia de tudo aquilo? Era algum tipo de perseguição? Sem conseguir encontrar a resposta por si mesmo e com um pouco de medo dessa novidade, ele ignora e sai pisando forte reprimindo sua raiva daquele momento.
Ele andou em passos largos na direção do seu quarto, Roberto estava logo atrás dele andando calmamente.

Patrick se lembra que o general da Zona YH854GG0 já havia lhe alertado sobre o sentimento de raiva do ser humano e a forma como isso pode ser prejudicial assim como todos os outros sentimentos negativos que nós temos. Cada um desses sentimentos reprimidos ou não, podem trazer consequências físicas ou mentais para a pessoa, sendo capaz até mesmo de criar vícios ou personalidades para sanar o efeito negativo em si mesmo. Sua cabeça começa a clarear e ele começa a entender um pouco o que era sua vida e o que estava acontecendo com ele.

Ele chega no seu quarto e senta na cama, Roberto chega logo em seguida e olha para aquele homem com um receio muito grande.

— Está tudo bem Patrick? Falei algo que não devia? — Patrick respira profundamente olhando para o chão, suas mãos estão em seu rosto como se estivesse tentando segurar seus intensos pensamentos.

— Preciso ver um médico, isso deve ser o efeito dos testes não é possível. Eu devo estar ficando doido.


Biografia:
Erick de Oliveira, 23. Aspirante a autor, nerd, gosta de star wars, animes, mangás, Senjougahara, livros de ficção, Fate, séries entre outras coisas de nerd possíveis.
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