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Síndrome de Maria Bethânia
Rafael da Silva Claro


Em 2011, a cantora Maria Bethânia mostrou, nas mais decentes das hipóteses, descolamento com a realidade e ingenuidade ao solicitar, inicialmente, depois de muito cálculo, R$ 1.798.600 para criar um blog de poesias. O valor foi aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC) para ser captado através da Lei Rouanet. Lógico que quem conhece a mecânica de criação de um blog, sacou a mecânica da sangria de recursos via Lei Rouanet. Após a descoberta do truque e reclamação os cálculos foram refeitos. Com desconto, o valor caiu para R$ 1.356.858. OK, mesmo com desconto ficou fora da realidade. O projeto se chamava “O mundo precisa de poesia”. Concordo, o mundo precisa, também, de poesia. Mas tá caro!

Essa patologia psicológica recebeu o nome da cantora, porque ela demonstrou profundo desconhecimento da realidade tecnológica, bem como, extrema confiança no “vai que cola”. Não colou. Qualquer criança sabe construir um blog de graça. A irmã do Caetano Veloso prometia reunir cópias de poemas de Fernando Pessoa, Manuel Bandeira etc. Pelo menos ela não nos ameaçou com obras de sua autoria.

Ainda hoje, políticos estão alienados, se perguntando: Como os youtubers conseguem fazer frente à TV aberta sem dinheiro público? CPI’s, investigações da PF já foram acionadas, sites como o Terça Livre são intimidados quando não se encontra nada.

Televisão, rádio, jornais e revistas vêm perdendo audiência, assinantes e encerrando as atividades, porque tem uma galera “metendo o pé na porta”, entrando sem pedir licença e falando o que realmente pensa, sem dizer “amém” para chefes, sem pagar pedágio para grupelhos de pressão, sem sinalizar virtudes para falsos representantes de grupos minoritários ou entidades de classe, sem passar pano para agradar patotas ideológicas e, principalmente, sem rabo preso com marcas anunciantes.

Essa turma atrai audiência com seu nome e dizendo o que realmente pensa; jamais, escondidos atrás do nome do veículo e tendo que falar o que o chefe do grupo midiático determinou. Os antigos empregados de grandes grupos de imprensa, depois de menosprezarem o YouTube, acabaram migrando para a internet. Muitos trouxeram a audiência junto, descobrindo que o publico era fiel a ele e não à emissora.

Ao contrário do que pensam, isso custa pouco: basta ligar o celular e oferecer um bom conteúdo com algum carisma.


Biografia:
Ensino secundário completo. Trabalhei em várias empresas, fora da literatura. Tenho um blog, onde publico meus textos: “Gazeta Explosiva” Blogger
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