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Ódio do bem
Rafael da Silva Claro

Ruas, avenidas e estradas vazias; lojas, quiosques e shoppings fechados; e restaurantes, baladas e barzinhos trancados. Essa espécie de universo paralelo, ou uma distopia escrita por George Orwell, pode piorar.

Tudo indicava que aquele não era um dia normal. Logo de cara, eu sou brindado com a imagem do presidente num helicóptero militar, como um “Rambo contra o terrível Coronavírus”; depois, o cara aparece a pleno galope, como Dom Pedro I às margens do Ipiranga, montado num cavalo. Realmente, eu não havia lavado o rosto direito, mas o mais surreal ainda estava por vir.

Joice Hasselmann, principal acusadora de haver o “Gabinete do ódio”, “Milícia digital” e “robôs” foi descoberta, vejam só, sendo a rainha dessas práticas. Ela segue, corretamente, os ensinamentos de Lênin: “Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”. A casa caiu.

Os Black blocs (Antifas) voltaram. Espancando, colocando-te fogo, quebrando e ameaçando, dessa vez com o beneplácito da imprensa e da dita intelectualidade. Esses, que “passaram o pano” para a turma de preto, fingiram que aquele ato era antifascismo e que os disfarces eram máscaras para evitar o vírus chinês. A aglomeração, neste caso, é ignorada. A gangue autointitulada Antifa (contra o fascismo imaginário), contraditoriamente, lança mão de métodos autoritários e luta (sem saber) por mais Estado. Ou seja, não sabe o significado de fascismo.

Corintianos e palmeirenses, de torcidas organizadas, antes, se matavam; agora, passando por abstinência de sangue, fingem marchar “Pela Democracia”. Os, antes demonizados, com razão, pela imprensa, vândalos do futebol, tornaram-se os democratas de ocasião. No programa Roda Viva, um jornalista, que deveria ter um olhar acurado sobre os fatos, disse que os torcedores de futebol estão politizados. Quem “abraçou” essa dissimulação, o faz por inépcia ou ausência de bom caráter, mas, claro, inebriado com o discurso.

“Arbeit match frei”, em português: O trabalho liberta. Esta linda mensagem estava escrita nos portões da morte. Precisamente, na entrada dos campos de extermínio, como em Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No livro 1984: “guerra é paz”, “liberdade é escravidão” e “ignorância é força”. Em tempos da vigilância do politicamente correto, impondo uma novilíngua, dizem: truculência, ameaça e morte são democracia e violência e controle estatal são antifascismo. Ah tá!

“Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”
Desconhecido




Biografia:
Ensino secundário completo. Trabalhei em várias empresas, fora da literatura. Tenho um blog, onde publico meus textos: “Gazeta Explosiva” Blogger
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