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A Morte de(o) (meu) amor
Matheus Gomes Alves

A lua na janela brilha,
o frio no coração resvala,
o vento da noite anuncia;
o lirismo do desejo declara.

Os olhos são serrados pela calma,
o brilho é despertado pelo ócio,
os paralelismos são as janelas d'alma,
a solidão dos românticos negócio.

Vejo um vulto viril,
que'a sombra do mistério afaga.
Meu coração - infante juvenil,
entrega-se à entidade mascarada.

És tu, Álvares?
És tu, meu Castro ÁLVAres?
És tu, minha vida?
Sou eu minha morte?
Toca-me com tua lira
Beija-me com teus cortes.

A entidade retira sua máscara,
que se desfaz em vermes.
A fronte - alva avermelhada,
devora-me com duas piscinas celestes.

A pureza da maçã,
naqueles olhos, era presente.
A castidade - das víboras irmã,
deseja-me intensamente.

És tu, Álvares?
És tu, meu Castro ÁLVAres?
És tu, minha vida?
Sou eu minha morte?
Toca-me com tua lira
Beija-me com teus cortes.

Arfo em desejos insanos,
dos concubinos - celeste profano.
Oh, Grande Deus dos Românticos!
Preencha-me com seus encantos.

Quero ser teu,
e da doçura dos 20 anos gozar.
Seja também meu,
quero do 'mal-do-século' te curar.

As estocadas são constantes,
o amor é intenso.
Álvares, com sua rosa delirante,
possui meu corpo detento.

Os gritos são altos,
primitivos, em prosa.
O gozo dá saltos
ao céu das pétalas nervosas.

Tu és Álvares,
o rei dos desgraçados,
daqueles do amor renegados,
o amante desse vil errante.

Deixa-me errar,
contudo me deixa errar contigo.
Se da vida nada posso esperar,
leva-me aos céus, querido.

A lua na janela dorme,
o sol vil renasce,
meu odiado amor absorve,
a certeza da separação me adoece. .

Não! Não me deixes.
Leve para sempre esses versos,
a modernidade te matou,
esses malditos perversos.

Álvares se joga à terra,
seu corpo permanece nessa esfera,
apenas seu amor - teimosa quimera,
aos céus se refrigera.


Biografia:
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