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A ti, Medéia
Luís Eduardo Fernandes Vieira

dos campos arredios e obscuros de minh’alma escuto os ecos de minha repreensão. Suportando as dores, que há tanto acompanham martirizando-me pela perda. Jazem dentro de mim como um cemitério de mármore, duas almas inocentes presas ainda num corpo frio e lânguido. Que com a lamina enferrujada de minha espada em desuso, a vida extingui. A terceira alma tocou-me a fronte, a bruxa antes de morrer deixou marcado pra sempre meu destino. Foram seus votos de felicidades. Aspirou qualquer motivo de satisfação e prolongou minha agonia, como se dissesse: seja feliz para sempre. Morreu olhando-me. E, olhando-a morrer senti alivio.
Percebi, então, que mesmo depois de morta continuaria viva. E meu horror estava apenas começando. Meu crime havia sido julgado, mas, as testemunhas não foram ouvidas e as vitimas não compareceram. Bruxa, assassina, ladra. Só um pensamento me invadia, que mais somos? Incorporações tardias desta.

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