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MARIA ELIZA E A BORBOLETA VERMELHA E AMARELA
Saulo Piva Romero

HOUVE UM TEMPO EM QUE A PEQUENA MARIA ELIZA PASSAVA AS TARDES SENTADA NA CERCA DA PORTEIRA DA FAZENDA DA SUA TIA ONDE COSTUMAVA PASSAR AS FÉRIAS DE FINAL DE ANO.
CERTA TARDE ESTAVA ELE SENTAVA EM CIMA DA CERCA DA PORTEIRA DA FAZENDA QUANDO DE REPENTE POUSOU AO SEU LADO UMA LINDA BORBOLETA VERMELHA E AMARELA.
A BORBOLETINHA ESTAVA OFEGANTE E COM O SEU CORAÇÃOZINHO DISPARADO.
TUDO ISSO, PORQUE ELA ESTAVA FUGINDO DAS GARRAS DOS CAÇADORES DE BORBOLETAS QUE NÃO LHE DAVAM SOSSEGO E TEIMAVAM EM CAÇÁ-LA.
MARIA ELIZA VENDO A POBRE BORBOLETINHA JÁ QUASE SEM AR PEGOU SUA CESTINHA QUE HAVIA PREPARADO CASO SENTISSE FOME DURANTE O SEU PASSEIO PELOS QUATRO CANTOS DA FAZENDA, RETIROU UMA GARRAFINHA DE ÁGUA E FOI MOLHANDO A BOQUINHA DA BORBOLETA QUE AOS POUQUINHOS FOI MELHORANDO E LOGO FICOU BOA POR COMPLETO.
MARIA ELIZA COMEÇOU A ACARICIAR A BORBOLETINHA VERMELHA E AMARELA E ELA COMO RETRIBUIÇÃO AO CARINHO DA MENINA VOOU IMEDIATAMENTE E POUSOU NUM DOS DEDOS DA MÃO DELA.
DAÍ POR DIANTE, MARIA ELISA E A BORBOLETA VERMELHA E AMARELA COMEÇARAM UMA LINDA E ETERNA AMIZADE.
MARIA ELIZA DEU-LHE O NOME DE GRETA PARA A CHARMOSA BORBOLETA.
ENTÃO, TODAS AS TARDES, AS DUAS SE ENCONTRAVAM PARA CONTAR HISTÓRIAS UMA PARA A OUTRA E ASSIM GRETA SE TORNOU A MELHOR AMIGA DA MENINA MARIA ELISA.
CERTA TARDE, GRETA COMEÇOU A CONTAR UM POUCO DA HISTÓRIA DA SUA FAMÍLIA PARA A PEQUENA MARIA ELISA.
ENTÃO, MARIA ELISA SE DESLIGAVA DO MUNDO REAL E EMBARCAVA NUMA ENCANTADORA VIAGEM AO MUNDO MARAVILHOSO DAS BORBOLETAS.
ELA NEM PISCAVA OS OLHOS, ENQUANTO GRETA NARRAVA AS DIVERSAS HISTÓRIAS DA VIDA DA SUA FAMÍLIA. MARIA ELISA FICAVA ENCANTADA COM AS LINDAS AVENTURAS VIVIDAS POR GRETA E SUA FAMÍLIA.
A BORBOLETA POUSADA NO DEDO DA MÃO DA MENINA ABRIU UM PEQUENO LIVRINHO E COMEÇOU A NARRAR AS AVENTURAS DAS BORBOLETAS AO REDOR DO MUNDO.
- A HISTÓRIA DA MINHA FAMÍLIA COMEÇOU NA ÉPOCA DO MENINO JESUS. UM DIA O MENINO SANTO SAIU BEM CEDO PARA APANHAR ÁGUA NOS VERDES CAMPOS DE NAZARÉ, QUANDO A PRIMAVERA AINDA DAVA OS SEUS PRIMEIROS SINAIS E OS CAMPOS SE COBRIAM COM MUITAS FLORES.
ENTÃO, O MENINO JESUS PAROU NO MEIO DO CAMPO E FICOU POR UM LONGO TEMPO ADMIRANDO O BELÍSSIMO COLORIDO DAS FLORES.
QUANDO DE REPENTE A BRISA DA MANHÃ PRIMAVERIL SOPROU MAIS FORTE CARREGANDO MUITAS FLORZINHAS QUE SE DESPETALARAM E CAÍRAM EM VÁRIOS CANTOS DO CAMPO.
NESSE MOMENTO, OS OLHINHOS DO MENINO JESUS ENCHERAM-SE DE LÁGRIMAS.
O MENINO SANTO NA INOCÊNCIA QUE TODA CRIANÇA TEM GUARDADA DENTRO DO CORAÇÃO, PENSAVA QUE AS FLORZINHAS MURCHARIAM E NUNCA MAIS ENFEITARIAM OS VERDES CAMPOS DE NAZARÉ.
ENTÃO, O SANTO MENINO ABAIXOU-SE E COM DELICADEZA FOI COLHENDO AS PÉTALAS QUE ESTAVAM CAÍDAS NO SOLO E DEPOIS FOI SOPRANDO-AS BEM DE LEVE PARA O ALTO.
AO SOPRO DO MENINO JESUS, AS PÉTALAS SE TRANSFORMARAM EM AVELUDADAS E COLORIDAS BORBOLETINHAS QUE COM AS SUAS ASAS VOARAM A BAILAR ENTRE AS FLORES E BEIJANDO-LHES.
ASSIM, NASCERAM AS BORBOLETAS NO MUNDO DE MEU DEUS.
QUANDO GRETA, A BORBOLETA VERMELHA E AMARELA TERMINOU DE CONTAR A HISTÓRIA DE COMO AS BORBOLETAS HAVIAM SURGIDO NO MUNDO, MARIA ELIZA COM OS OLHOS EMBASADOS DE TANTAS LÁGRIMAS QUE TEIMAVAM EM ROLAR NO SEU ROSTINHO E COM A VOZ AINDA PRESA NA SUA GARGANTA, ELA OLHOU PARA A PEQUENINA BORBOLETA VERMELHA E AMARELA E DISSE:
- MINHA AMIGA, BORBOLETINHA VERMELHA E AMARELA QUE EU CHAMO CARINHOSAMENTE DE GRETA. VOCÊ TROUXE PARA MIM UMA NOVA VIDA EM TEMPOS DE PRIMAVERA FAZENDO COM QUE EU ME SINTA COMO ESSAS MILHARES DE FLORES MULTICOLORIDAS DESSES VERDES CAMPOS, SERENA, TRANQUILA E EM PAZ.
ASSIM, A PEQUENA MARIA ELIZA DESCEU DA CERCA DA PORTEIRA EM QUE ESTAVA SENTADA E GRETA, A BORBOLETA VERMELHA E AMARELA, FICOU PARADA NO AR AO SEU LADO, BATENDO AS SUAS LINDAS ASINHAS.
ENTÃO, MARIA ELIZA PEGOU UMA ROSA VERMELHA QUE ESTAVA CAÍDA NO SOLO E A PRENDEU NOS SEUS LONGOS CABELOS E A DOCE BORBOLETA VERMELHA VOOU E POUSOU NA ROSA VERMELHA. ENTÃO, MARIA ELISA SEGUIU COM A BORBOLETA VERMELHA E AMARELA ATÉ A ENTRADA DA FAZENDA QUANDO GRETA SE DESPEDIU DELA E PARTIU EM BUSCA DE VOOS MAIS ALTOS.


Biografia:
Saulo Piva Romero, professor de Língua Portuguesa e Poeta, 46 anos. Nasceu em São Paulo no dia 9 de março de 1972. Começou a escrever poesias aos 18 anos. É formado em Letras pelas Faculdades Associadas do Ipiranga com Licenciatura Plena em Língua Portuguesa, Inglesa e Literatura.Em 2000 publicou seu primeiro livro Vida, amor e esperança.
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