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ESTRADA DE AÇO 14 NOVEL LIVRE 12 ANOS
DE PAULO FOG E IONE AZ
paulo azambuja

Resumo:
BOM

Lúcia come aquele mingau de farinha milho, alguns mosquitos sobrevoam o lugar, habitando ali com ela.
       Bebe goles vagarosamente de água que já esta naquela moringa há 2 dias.
       A libélula entra pela janela, passando as grades.
       - Não pode ser.
       Logo o lugar é tomado de forte luz e surge diante dela a grande rainha dos magos.
       - Rainha dos magos.
       - Fique tranquila, deixe-me ve-la.
       A mulher rodeia Lúcia, trazendo as mãos um cetro e um vidro com azeite, ela realiza alguns ritos pequenos e as marcas no corpo de Lúcia desaparecem.
       - Senhora, o que vou fazer?
       - Acalme-se, em nervos não poderá tomar qualquer decisão.
       - Me desculpe.
       - Agora pegue.
       A mulher lhe dá 2 saquinhos de cor azul e amarelo.
       - O que são?
       - Raízes e concentrados de ervas e pós.
       - Obrigado.
       - Agora, fique bem tranquila, procure dormir, nenhum mau te acometerá, te prometo.
       - Aquela cadela.
       - Pare, saiba, ela vai ter o que merece, tudo a seu tempo.
       - E Silas?
       - Fique tranquila, o garoto logo estará junto de vocês.
       - Preciso saber só mais uma coisa.
       - Eu sei, já lhe digo, sim, ele esta sob efeito forte de um feitiço.
       - Sabia.
       - Será você quem vai reverter e traze-lo de volta.
       - Obrigada.
       - Agora vá, descanse, vou ficar um pouco aqui contigo.
       Lúcia bebe mais alguns goles de água e logo cai em sono, seus cabelos são acariciados pela mulher.
       Duquel sai do castelo á cavalo, uma carroça segue depois com alguns soldados e Esmeralda.
       - O que houve de tão importante para que nos tirasse da cama.
       - Fiquem quietos, quer que ela venha lhe explicar?
       - Não. Esmeralda olha para os soldados, agora o silêncio ali impera, seguindo para o acampamento dos operários.
       Reginaldo entra em outra carroça seguindo para o mesmo lugar, mais Esmeralda sente a presença dele e faz um rito ali, uma roda da carroça que o leva quebra, eles tem de parar e realizar o conserto.
       - Droga.
       No mesmo instante, uma forte dor de barriga acomete a todos ali e Reginaldo recorre as moitas para se aliviar, do intestino.
       - Mais que droga.
                                    06052019.......................


                 Lúcia acorda e sente seu corpo leve refeito de todas as máculas causadas pelas ações violentas de Duquel.
        Robervan surge diante dela.
       - Olhe, você de novo.
       - Fique calma, acho que você esta bem melhor que antes.
       - Mais mago, trazer a rainha até aqui.
       - Ela fez questão de vir.
       - Mais sabes, as coisas ficarão muito ruins por aqui.
       - Sim Lúcia, mais agora se alimente pois tua liberdade já vem.
       - O que quer dizer?
       - Vamos, coma. Robervan entrega para ela um pequeno certo com várias frutas, Lúcia inicia ai a degustação, logo o apetite lhe toma o corpo e em poucos minutos ela devora todo o cesto.
       - Nossa, nem eu imaginava estar com tanta fome.
       - É a fome do ser, intelecto e estás a repor todas as suas energias.
       - Sabes, não sei melhor, já não possuo mais tanta certeza quanto........
       - Derrotar aos outros?
       - Sim.
       - Vai conseguir, Lúcia, os deuses estão contigo, somente persevere, tenha força já lhe disse e agora vou além.
       - O quê?
       - Ainda, hoje, antes que a noite chegue, serás solta.
       - Impossível, a não ser que venha uma frota, esquadrão, uma ordem de feitiçeiros inteira.
       - Se esqueceu da rainha.
       - Me desculpe.
       Robervan sorri para Lúcia, aos poucos ele se esvai como que um pó.
       - Adeus.
       - Até.
       A serviçal segue até o quarto onde será preparado o corpo do garoto, logo outros 3 vem a ela.
       - Temos de fazer algo bem rápido e limpo.
       - Não entendo ainda por que deixaram o pobre garoto, o corpo dele, jogado ao canto.
       - Fale baixo ou melhor, nem fale, sabe o que acontece caso chegue aos ouvidos dos principais.
       - Me desculpe.
       - Agora vamos, rápido. Eles andam rapidamente a primeira a chegar logo grita.
       - O que foi?   Ali todos espantados ao ver a cena, Silas sentado na mesa, pede água e algo para comer.
       Reginaldo retorna ao castelo e se intera do acontecido com Silas.
       Lúcia coloca o cesto e outros objetos que lhe deram escondidos atrás de blocos da parede.
       Ouve passos e logo a porta é aberta, Reginaldo ali frente a ela.
       - O que foi?
       - Estás livre.
       - O quê?
       - O que ouviu, fique contente, seu amiguinho esta vivo.
       - Silas, ele esta vivo, verdade?
       Ela fica em extrema felicidade, o rei tenta abraça-la e ela aproveita o momento e joga na boca dele uma pílula.
       Reginaldo cai ali e inicia uma série de espasmos e movimentos bruscos com seu corpo, a cela é tomada por 6 soldados.
       - Deixem-no por favor, eu estou no comando, logo ele ficará bem.
       O rei vomita um liquido viscozo verde.
       - Reginaldo.
       - Prima, o que houve?
       - Agora sim, meu primo de volta.
       - O que diz, ficou louca e para inicio por que estamos neste lugar?
       - Graças, já tenho meu primo torrão de volta.
       Lúcia o abraça com ajuda dos soldados ele é levantado.
       Duquel chega frente a uma muralha de blocos.
       - Quando acharam isso?
       - Cerca de dois dias senhora.
       - Alguém avançou?
       - Não, estamos aguardando as ordens senhora ministra.
       - Minhas ordens. Ela fica satisfeita com aquilo e até ensaia um riso maquiavélico.
                                                    08052019............

                     

               Duquel adentra as muralhas, em meio a vegetação e alguns animais ela começa a descobrir as ruinas do que há muito foram o riquissimo reino Azul.
       - Tragam a fotografa.
       - Sim ministra.
       Julieta chega ali cerca de uns 20 minutos depois, já traz as mãos sua máquina que ja fora feita algumas fotos no caminho até ali.
       - Demorou muito.
       - Me desculpe, é que........
       - Tá, tá, vai logo, tire fotos de tudo isso aqui.
       - Sim ministra.
       - Quero tudo bem esmiuçado.
       - E o rei?
       - O que foi, acha que estou a fazer algo por conta?
       - Não ministra, mais o rei, eu acho.....
       - Escute bem, aqui e em qualquer lugar que estiver trabalhando, você não tem de achar nada, somente exerça seu trabalho, sua função ou será que terei de providenciar um novo profissional?
       - Me desculpe, farei o que tenho de fazer.
       - Melhor assim. Duquel se afasta, Julieta continua seu trabalho, o general do exército vem a ministra.
       - Senhora.
       - O que foi general?
       - Acabamos de receber um recado do castelo.
       - O que foi dessa vez?
       O homem entrega um papel a ela que lê atentamente e vocífera.
       - Impossível, coomo pode haver acontecido?
       - Senhora.
       - O quê?
       - Devemos continuar?
       - Por hora deixe tudo como está, reforçe em soldados aqui.
       - Sim.
       - Daqui há pouco retornaremos ao castelo.
       - Sim ministra.
       Lúcia recupera quase toda suas forças, Robervan a auxilia em alguns certames mágicos, Silas já come sozinho, sendo cuidado por algumas criadas e supervisionando bem de perto por Reginaldo.
       - Obrigado rei.
       - Pare com isso, logo este posto será seu.
       - Sabe, ás vezes penso que você fica muito bem nele.
       - Pare de graça.
       - Sério.
       Lúcia entra ali em vestes brancas trazendo consigo um grosso livro de magia.
       - Lúcia.
       - Meu primo defunto.
       - Por favor, não fale mais nisso.
       - Tudo por conta daquela bruaca.
       - Não vai mais chama-la de cadela?
       - É um insulto aos animais.
       - Também acho.
       - Mais, deixe-me ve-lo.
       - Ah prima.
       - Dessa vez te deixo me chamar assim.
       - Obrigado.
       - Pelo quê?
       - Por não desistir de mim.
       Ela abraça o garoto, o rei tenta esconder as lágrimas que rolam e acaba por abraça-los também.
       Duquel parte para o castelo junto de 4 soldados, general e Esmeralda.
       - Mais por que tenho de ir?
       - Acredite general, me será de grande ajuda.
       - Se é assim.   Faltando uns 800 metros para chegar as muralhas, 2 fileiras de soldados bloqueiam á estrada.
       - O que é isso?
       - Primeira ministra, ordens do rei.
       - Que brincadeira é ssa?
       Um soldado solta um fogo de artificio, logo ouve-se rápido galopes.
       - O que é isso?
       A fileira é aberta e o rei surge montado.
       - Reginaldo.
       - O que foi ministra?
       - Pare com este espetáculo.
       - Guardas acompanhem esta senhora e quem for de aculunho dela.
       Duquel olha com raiva para aquilo, logo eles são rodeados por soldados e o general olha para o rei.
       - Então general, ainda serve a este reino?
       - Sim meu rei.
       - Então faça seu trabalho.
       O general da ordem para que escoltem Duquel.
       - O que esta fazendo velho louco, eu sou a ministra desse reino.
       Ele não a olha nos olhos, Duquel segue ali rodeada de soldados, Esmeralda tenta fugir mais é bloqueada pela rainha dos magos.
       - Desde quando me tornei suspeita?
       - Desde que tentaste contra a vida de Silas.
                                         10052019..............





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