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Antegozo é penetrar nos teus olhos melosos, safados, maviosos... -Não mais me fite!
Deixe ao resto o resto!
O resto... e que meu pudor não o cite!
Gozo é sentir a quentura dos segundos
que antecedem à melosidade desses olhos penetrados,
desmaiados, arfantes...-Ei-los, enfim!
E o resto restante -posso?- adentrados!
Tensão esticada...
Lesão em cada...
Não! Calada!
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Qual! Nem patativa nem rouxinol!
É galo mesmo! Acorda!
Amordaça esses olhos inchados,
que o sol já bate à porta.
Por desjejum toma lá minha preguiça,
à duras penas de ouvido atento.
Se ficas, destrona-a da cama suada,
nossa Passárgada... malevolência de balançado alento.
Tensão saciada.
Razão resgatada.
E... mais nada!
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