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O PAÇO MUNICIPAL DE VALENÇA PEDE SOCORRO
FRANCISCO CARLOS DE AGUIAR NETO

Por Prof. Francisco Neto

Historiador UNEB

Prezados amigos, infelizmente vemos hoje a nossa herança Histórico Patrimonial se deteriorar enfrente a nossos alhos e nada fazemos para impedir. Não podemos deixar o prédio do Paço Municipal atual Câmara de Vereadores de Valença se acabar. Só para termos a noção da Importância histórica deste imóvel vamos conhecer um pouco da historia e peculiaridades   do Prédio secular que Valença ainda possui.

Histórico do Prédio da Câmara

O Paço Municipal foi a residencia de propriedade do Capitão Mor Bernardino Sena Madureira Nascido em 1769 e faleceu em novembro de 1852. Pacificador dos índios aimorés, fundador da Cidade de Valença, construiu a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, e sua residência de estilo arquitetônico que até hoje serve de exemplo a estudos de estilo.

O Paço municipal de Valença é um belo palacete construído em 1849, pelo Capitão-Mor Bernardino de Sena Madureira.

Sua construção é feita em parede autoportantes, alvenaria mista de pedra e tijolos ornato. A casa, embora não tenha relevos frontais, apresenta um jardim lateral e cômodo para os quatro lados, denunciando hábitos mais ligados á natureza. Sua planta se estrutura em função de grandes hall central, disposição também encontrada na prefeitura de Camamu, neste caso, sem iluminação zenital. A sala de jantar, em forma de galeria de arcos envidraçados, surge no início do século XIX em solares como o Marback (Salvador) e Vitória (em Cachoeira), na chácara Pocina e no sobrado à rua Conselheiro Saraiva, 47 em Santo Amaro da Purificação. Esta disposição foi também incorporada a edifícios anteriores, como a casa do Barão Rio Real (Salvador) e o sobrado à rua da Matriz em Santo Amaro.

Visita mui ilustre

Em 22 de Janeiro de 1860 esta casa recebeu a visita do Imperador D. Pedro II e sua esposa, ficando hospedado no Paço Municipal de onde saíram para visitar a Igreja de Nossa Senhora do Amparo e a Fabrica "Todos os Santos" que dava a Valença o Titulo de Cidade Industrial.

Descrição técnica e detalhada da casa:

Edifício de relevante interesse arquitetônico, desenvolvido em dois pisos, mais sótão, que aproveita o vão da cobertura de duas águas. Lanternim, em caixilharia envidraçada, proporciona iluminação zenital para um grande “hall” central, em torno do qual se articulam vários cômodos do edifício. O frontispício( fachada central do prédio) possui sete portas, no térreo, sendo a central mais alta , superpostas por sete janelas rasgadas, com balcões em lioz e grades de ferro forjado. Sobre as cornijas, frontão curvilíneas, rasgadas por duas janelas em guilhotina, todas em arcos ogivais. As fachadas laterais têm o mesmo tratamento. A posterior apresenta traçado neoclássico com frontão triangular e vãos em arco abatido ou verga reta. Jarrões marcam as esquinas da platibanda que circunda o telhado do edifício. O seu interior mantém forros e pisos originais e escadarias central em três lançes. O edifício conserva retratos a óleo e mobiliário original, doados por seus filhos. No Jardim lateral dois leões de louca, uma fonte com dois delfins entrelaçados e um pequeno banco com recosto decorado de azulejos brancos, azuis e carmins.



Dados cronológicos

1799- Por carta régia de 23 de janeiro, a povoação do Una é transformada em Vila de Nova Valença do Sagrado Coração de Jesus, instalada a 10 de julho, pelo ouvidor de Ilhéus, Balthazar da Silva Lisboa, que sugerira a criação da Vila por localizar-se próxima aos cortes de madeira.
1849 – Foi elevada a Cidade, com o nome de Industrial Cidade de Valença.
1849 – Data sobre a porta principal, assinada a construção do imóvel pelo Capitão-Mor Bernardino de Sena Madureira.
1852 – Após sua morte a propriedade passa para seus filhos: Bernardino de Sena Madureira, Casimiro de Sena Madureira e Izidro de Sena Madureira.
1860 – Em 22 de janeiro, D. Pedro II e a Imperatriz D. Tereza Cristina Maria visitam a casa de Bernardino Sena Madureira, no salão encontrava-se retrato de D. Pedro II, quadro pintado em 1859 .
1878 - O imóvel foi doado ao governo da Bahia.
1888 – O Paço da Câmara é considerado o melhor do Estado, sendo somente inferior ao de Salvador.
Restaurações realizadas

1879 – Embora não exista registro, o edifício, passou por uma grande reforma quando foi transformado em Paço Municipal.
1913 – Notícias de consertos radicais do Paço municipal.
1931- foi remodelado em parte.
1975 – Pintura geral do prédio.


Caros cidadãos Valencianos e amantes do Patrimônio Histórico Cultural, vamos então cobrar da Presidência da Câmara de Vereadores e demais autoridades que protejam o Patrimônio Histórico Cultural Brasileiro uma reforma urgente no Paço Municipal que nos enche de orgulho e coloca Valença dentro da Historia do Brasil

Conhecer e valorizar nosso passado é o primeiro passo para que tenhamos um presente conciso e um futuro promissor !

RESTAURAÇÃO JÁ DO   PAÇO MUNICIPAL !!!

FONTES:

http://bernardinosenamadureira.blogspot.com.br/

http://www.cmvalenca.ba.gov.br/memorial/historico_predio.asp


Biografia:
Nascido na ilha da gamboa do morro, distrito da cidade historica de Cairu,graudou-se em Historia pela UNEB, é Graduando em Filosofia pela Faculdade Batista Brasileira-Salvador-BA;pós graduou-se em Psicopedagogia pela FACE,é Mestrando em Educação e Contemporaneidade UNEB; Mestrando em Teologia e Educação Comunitaria pelas Faculdades EsT-São Leopoldo-RS e Bacharelando em Direito pela FAINOR-Vit.Conquista. Professor Universitario e Funcionario Publico Estadual.Atualmente está como Diretor de PóLO DA FACE-Faculdade de Ciencias Educacionais em Jaguaquara-Ba,na Região Sudoeste da Bahia e é Diretor Geral do IESTE-Instituto de Educação Social e Tecnologico.Desenvolve projetos Sociais adotando o esporte como uma forma de Educação "Projeto Respeito Acima de Tudo"-aulas de artes marciais(Karatê) e filosofia Oriental.Teve suas poesias escolhidas no premio literário Valdeck Almeida e publicadada no livro Ontologias Poeticas que fora lançado na 20ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo em Agosto de 2008 e publicou o livro "A história da Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Valença.Tem poesias publicadas no Livro Ontologia Cidade em 2009.Em 2010 publicou o livro "Vivendo e Lembrando:História, filosofia e Poesias pela editora Ieste" e Escreve para a revista especializada em História com tiragem Nacional "Leituras da História".É membro permanente da AVELA-Academia Valenciana de Letras,Educação e Artes,ocupando a cadeira Imortal do Poeta Satírico Gregório de Matos.
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