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Os Negros e a Abolição no Brasil Colonial
FRANCISCO CARLOS DE AGUIAR NETO

Resumo:
Ressalta a escravidão Negra no Brasil e suas peeculiaridades

Como estamos no mês de Maio e se lembra do 13 de Maio como a data da Abolição da Escravatura pela historia Oficial, para não dizer oficiosa, não poderíamos de falar um pouco sobre essa triste passagem histórica que muito nos envergonha nos dias atuais

Entre os séculos XVI e XIX centenas de milhares de negros e escravos vindos de varias partes da África. Segundo o etnólogo Pierre Verger existiram dois ciclos de trafico Negreiro no Brasil: O ciclo da Guiné no século XVI que consistia o aprisionamento e vinda dos negros do Oeste da África ao norte do Equador(Senegal, Guiné e Gambia) e o Ciclo da Angola e Congo em 1850 sendo extraditados mais de 600 mil escravos para trabalhar nos engenhos de cana de Açúcar no litoral Brasileiro e especificamente no Recôncavo da Bahia

Fato curioso é que nós pensamos que os colonizadores invadiam a África para lá aprisionar os negros e traze-los como escravos para o Brasil, mas a historiografia mundial destoa um pouco desta historia positivista, onde alguns historiadores afirmam que os próprios negros de nações inimigas eram pagos pelos colonizadores brancos para capturar os inimigos de suas nações e vende-los como escravos ao Espanhóis, Portugueses e outras nações escravagistas. Assim a nação Nagô aprisionavam integrantes da nação Malê, os Malês aprisionavam os Bantos, estes prendiam e vendiam os Ilês, aussás, jêjes e assim por diante. Desta forma se livravam de um suposto inimigo e ainda ganhava alguns Zimb’s ,que era a moeda local, que consistia em uma concha do Mar, que sabendo disto, os Portugueses descobriram que na praia do Morro de São Paulo Bahia existia muito dessa conchas do mar, então vinham com grandes navios para recolher tais conchas que se transformava em dinheiro para comprar negros na África, inflacionando assim a economia africana. Fato interessante é que com essa modalidade de comercio negreiro os colonizadores faziam tendas no litoral e ficavam a salvos na beira da praia apenas aguardando as nações negras se digladiarem e venderem seus inimigos aprisionados na guerra incentivada pelos colonizadores.

Outro ponto interessante é que antes mesmo de serem embarcados para o Brasil ao contrario do que se pensa esses pobres negros escravizados, que não eram considerados como gente ,pelos colonizadores da época e afirmavam que estes não tinham almas, os mesmos eram deixando em quarentenas na beira da praia. Essa quarentena ao contrario do que o nome sugere levava muito mais do que quarenta dias, podendo se estender até por quatro ,cinco meses com o objetivo de incrustar na mente dos negros aprisionados a fé cristã, onde a Cia de Jesus faziam a catequese desses “desalmados”. Mas essa quarentena tinha um real motivo, com os negros já catequizados e com fé nos Deuses católicos , diminuía o risco de sublevações na viagem para o Brasil que durava mais de 4 meses em mar aberto, ficando mais fácil controla-los na viagem penosa até o novo Mundo

Varias nações existiam na África como os Males, Nagôs ,iles, aussás, Jejes, onde esse ultimo faziam os trabalhos mais aprimorados, trabalhando com artesanato e por isso tinham mais valor no mercado e os das demais nações eram recrutados para o trabalho braçal na estiva e no campo da lavoura.

Segundo Silva Campos o trafico escravo no Morro de São Paulo, pertencente a Cairu Bahia era muito grande e por ficar próximo de Salvador que não tinha jurisdição vamos assim dizer sobre o Morro de São Paulo e longe da sede e fiscalização da Capitania a qual pertencia São Jorge dos Ilhéus é que se criou uma imagem de uma Zona Franca , sem lei, onde corsários ,piratas e contrabandistas poderiam fazer o que bem entendesse. Contudo após a invasão Holandesa em 1624, onde os navios da esquadra de Jhon Van Dort dormiram na enseada do Morro de São Paulo ,entre o Morro e a Gamboa do Morro depois chamado de Alambique é que foi mandado construir a Fortaleza que primeiro chamou-se forte Conceição em 1630 e depois apelidado pelos índios locais de Fortaleza do Tapirandu ,que significa Feijão de Anta, visto que havia muito desses animais na ilha e que foram exterminados pelos colonizadores Portugueses.

Era comum muitos negros morrerem do que se chamava de Banzo, que consistia em uma grande tristeza, onde ficava acamado, melancólico e vinha a falecer. O que na atualidade chamamos de Depressão por estar aprisionado, longe de sua família de sua terra natal, a própria tristeza existencial.

Com a abolição em Oficial em 1888, que nada mais foi que uma estratégia que forçou a família real Brasileira a abolir a escravidão por força da pressão da Inglaterra que queria vender seus produtos industrializados ao mundo e precisava de consumidores a escravidão e preconceito ficou velado no Brasil por muito tempo até os dias atuais, onde todos afirmam não ter preconceito, mas o pratica através de piadinhas sarcásticas não só com os negros mais as classes desprivilegiadas e cometem a escravidão quando expõe pessoas no trabalho no campo e na cidade a condições de vida sub-humanas. Enfim neste mês de Maio onde as fontes positivistas afirma o fim da escravidão no dia 13 de Maio nada temos a comemorar e sim lamentarmos desse triste episódio da historia do Brasil.

Até o próximo artigo pessoal!


Biografia:
Nascido na ilha da gamboa do morro, distrito da cidade historica de Cairu,graudou-se em Historia pela UNEB, é Graduando em Filosofia pela Faculdade Batista Brasileira-Salvador-BA;pós graduou-se em Psicopedagogia pela FACE,é Mestrando em Educação e Contemporaneidade UNEB; Mestrando em Teologia e Educação Comunitaria pelas Faculdades EsT-São Leopoldo-RS e Bacharelando em Direito pela FAINOR-Vit.Conquista. Professor Universitario e Funcionario Publico Estadual.Atualmente está como Diretor de PóLO DA FACE-Faculdade de Ciencias Educacionais em Jaguaquara-Ba,na Região Sudoeste da Bahia e é Diretor Geral do IESTE-Instituto de Educação Social e Tecnologico.Desenvolve projetos Sociais adotando o esporte como uma forma de Educação "Projeto Respeito Acima de Tudo"-aulas de artes marciais(Karatê) e filosofia Oriental.Teve suas poesias escolhidas no premio literário Valdeck Almeida e publicadada no livro Ontologias Poeticas que fora lançado na 20ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo em Agosto de 2008 e publicou o livro "A história da Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Valença.Tem poesias publicadas no Livro Ontologia Cidade em 2009.Em 2010 publicou o livro "Vivendo e Lembrando:História, filosofia e Poesias pela editora Ieste" e Escreve para a revista especializada em História com tiragem Nacional "Leituras da História".É membro permanente da AVELA-Academia Valenciana de Letras,Educação e Artes,ocupando a cadeira Imortal do Poeta Satírico Gregório de Matos.
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