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Olá turma!
A idade vai chegando e a gente fica muito surpreso por embarcar em uma tórrida
paixão, como adolescente na idade...bem adulta...
Aqueles valores todos, precauções, conselhos e alertas caem por terra e seguimos o
ritmo do amor, literalmente embarcamos na canoa do amor, para nós insubmergível,
para os outros, uma canoa furada.
A minha pergunta que gostaria muito de responder é: Por que nos tornamos tão idiotas
e inconsequentes em troca do prazer e da alegria que a sensação de amar nos dá?
Seria isso, um tipo de portal que nos abre o universo e embarcamos em um tipo de
viagem paradisíaca onde reencontramos o paraíso perdido pelo conhecimento?
Ou seria um momento de carência, que preenche nossa imagem abatida pelo corpo
que falta a beleza da juventude nas suas formas sensuais, mesmo sendo assim alguém
ama minhas gordurinhas e minhas muxibinhas.
E os filhos, invertemos os papeis, são eles que nos monitoram agora, aonde vamos e
quando voltamos, temos de reviver aqueles momentos da adolescência para encontrar
o amor...
Mas na nossa reflexão vemos isso como um questionamento de Shakespeare:
“Meu amor é uma febre, que ainda anseia
Por tudo o que prolonga a minha doença,
Nutrindo-se do quanto o mal ateia
Para aplacar a sua fome intensa.
Minha razão, o médico do amor,
Reclama que as receitas não lhe acato
E me deixa de vez; sinto no horror
Que desejo é mortal, se falta o trato.
Fico sem cura, se a Razão tão cara
Se vai, e um louco frenesi me invade;
Penso e falo qual louco que declara
Coisas ao léu, ausentes da verdade:
Jurei que eras brilhante e achei-te pura
E és negra como o inferno e a noite escura.
Enfim amar é viver, podemos fazer tudo sem amar, ter tudo igual sem amar, só por ter,
porém só quem ama tem de fato tudo, pois a alma encontra a vida.
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