Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Teias Invisíveis
Bia Nahas

Você vai andando distraidamente

e nem percebe simplemente

na sua frente

Uma grande armadilha transparente.



Como fios de náilon, mais fortes que aço, inteligentemente,

Eles aparecem uma ameaça a você, o sobrevivente,

Quando uma depressão prende inevitavelmente

numa teia de aranha pronta para atacar você, o combatente.



Com o seu ferrão, a aranha suga a energia,

inibindo o prazer, a energia e a alegria

Por ser uma doença que no cérebro, quimicamente, interfere,

mas também com a falta de (auto)empatia se fortalece.



A aranha se aproxima e vai te envolvendo

com teias invisíveis se percebendo

Como alguém que não reconhece seu sentimento

Porque seu auto conceito está imerso no julgamento.



A depressão e a excessiva culpa fazem dessa teia

ser como uma grandiosa cadeia

em que a sensação de inutilidade, inadequação

e de insegurança invadem a energia criativa do coração.



As aranhas externa e internamente

se movimentam no sujeito dolorosamente

não conseguindo reconhecer suas necessidades

Porque não se vê como parte da humanidade.



Até o momento que a teia aumenta

o desejo de morrer que aparenta

ser o modo mais fácil já que a empatia

parece tão impossível numa cidade tão fria!?



Oh céus! A solidão é pesarosa,

quando esconde uma revolta silenciosa!

A angústia parece não ter um lugar,

Pois ela é vista como culpa a se carregar...



A depressão e a culpa são como grandes aranhas que assombram,

se aproximam, te picam e arranham,

como se fosse o culpado da angústia que estranha

a real causa ser a necessidade não atendida que a acompanha.



As teias de aranha são formadas

pelo estado de necessidades não identificadas nem expressadas

Porque o julgamento e a falta de prazer

são aprisionamentos que inibem a fala do ser.



É aquela fala que só sabe se expressar de um jeito

extremamente presa ao mesmo auto conceito,

mas que com outro modo de aprender, se perceber e se expressar,

com o poder da empatia, é capaz dessa mesma fala transformar...


Biografia:
Oi, gente! Sou a Bia. Tenho 22 anos. Moro em São Paulo capital. Estou fazendo faculdade de psicologia. Cada poema é muito especial e único, pois expresso alguma inquietação social ou pessoal. Faço encomendas de poesias. Quem quiser me conhecer, será um prazer. Mande um e-mail que eu respondo. Email para contato: nahasbeatriz@gmail.com Meu blog pessoal de poesias: www.rumoaminhamente.blogspot.com.br Twitter: @Bia__Nahas
Número de vezes que este texto foi lido: 65805


Outros títulos do mesmo autor

Poesias Primeira Cartinha a Você Bia Nahas
Poesias A Fada e o Gnomo Bia Nahas
Poesias Sinal de Vida Bia Nahas
Poesias Dois Ambulantes Bia Nahas
Poesias Desejo a nós Bia Nahas
Poesias Uma Cama Gritou (+18) Bia Nahas
Poesias Era Fácil Bia Nahas
Poesias Fecho os Olhos Bia Nahas
Poesias Um Calor Bia Nahas
Poesias Faz Falta Bia Nahas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última

Publicações de número 41 até 50 de um total de 345.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
O Desafio do Brincar na Atualidade - Daiane schmitt 66892 Visitas
Hoje - Waly Salomão (in memorian) 66885 Visitas
O BOLO DE GIRASSÓIS - ELLEN RAQUEL LIMA SANTANA 66884 Visitas
A caixinha de jóias - Condorcet Aranha 66861 Visitas
Jazz (ou Música e Tomates) - Sérgio Vale 66860 Visitas
A calça preta - Condorcet Aranha 66853 Visitas
A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO ESCOLAR - ADRIANA CARVALHO DOS SANTOS 66849 Visitas
A ELA - Machado de Assis 66830 Visitas
Namorados - Luiz Edmundo Alves 66813 Visitas
INCLUSÃO DA LIBRAS NO CURRÍCULO DO ENSINO FUNDAMENTAL - Michela Aparecida Biltge 66808 Visitas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última