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PATRIMÔNIOS DE VALENÇA
Conheça o que ainda nos resta
Janete Pereira de Sousa Vomeri

Resumo:
artigo intitulado Patrimônios de Valença: conheça o que ainda nos resta, tem com objetivo apresentar os bens patrimoniais arquitetônicos culturais que ainda resta no município.

Valença é uma cidade, que remonta aos idos de 1557 e de lá para cá desenhou um perfil histórico e cultural singular das culturas oriundas, dos negros, dos índios: aimorés (gueréns e tapuias), tupinambás e dos brancos. Suas características culturais vistas em poucos exemplares, que teimam em ficar de pé ou ainda nas ruinas, que cismam em aparecer do patrimônio arquitetônico artístico e cultura presente, na zona urbana e raríssimos exemplares na zona rural, são a prova fiel da nossa História e Memória.
Isso apenas para citar os patrimônios arquitetônicos materiais. Partindo para os patrimônios imateriais, naturais, saberes, fazeres e ofícios, culturas (indenitárias, de matrizes africanas, populares) torna-se necessário a pesquisa e a análise de cada, canto, lugar, sujeito, objeto, modo, gênero, enfim sua especificidade e pluralidades, detalhes que desvelam e encimam nossa identidade e territorialidade.   
Os patrimônios de Valença - lista dos bens tombados pelo municípios estão na lei municipal 1888/2007 e no relatório V - inventario dos bens patrimoniais litoral sul, 1988, bem como os cinco tombados pelo IPAC -SIC (Sistema de Indicadores Culturais do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia )
Vamos então conhecer quais os patrimônios e um pouco do recorte histórico de cada um deles.
PATRIMÔNIOS ARQUITETÔNICOS MATERIAIS ARTÍSTICO E CULTURAIS
Os quatro primeiros bens citados estão tombados pela lei municipal 1888/2007, faz parte do diagnostico cultural do plano municipal de Cultura, lei complementar 006/2016 e inventariados pelo IPAC e tombo pelo IPAC –SIC.
CÂMARA MUNICIPAL DE VALENÇA. Inaugurada no mesmo dia que a vila de Valença do Sagrado Coração de Jesus tornou-se cidade, 10 de Novembro de 1849. Era a casa do Capitão-Mor Bernadino de Sena Madureira, recebeu importantes personalidades dentre elas o Imperador D Pedro II em 1860. Atual prédio do poder Legislativo faz parte dos bens patrimoniais públicos. Em Interdição pelo Ministério Público. Propriedade Pública (IPAC SIC)
ESTANCIA AZUL- construída em três fases, inicialmente apenas o térreo, com planta jesuíta, de início em 1816 e após acrescida com o primeiro andar. Com vários donos abrigou a fazenda do mesmo nome e que hoje dá nome ao bairro estancia azul. Seu primeiro dono Batista Pinho, depois Comendador Manoel da Cunha Lopes e Vasconcelos. Seu    Último dono Dr. Heitor Guedes de Melo. Hoje pertence a neta do então Dr Heitor Guedes. Abriga um rico acervo de peças e a história do médico. Propriedade Privada ( IPAC SIC)
MATRIZ DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS. Iniciada em 30 de setembro de 1801 e terminada em 1825. Pelas características arquitetônicas não apresenta torre, apenas uma semi torre. Na igreja aconteceu a formulação da primeira câmara de Valença e a formulação da ata de emancipação do povoado em Vila, além da eleição do primeiro Capitão mor de Valença; a igreja foi palco de vários casamentos e batizados e atualmente está interditada. Propriedade da Diocese de Amargosa. ( IPAC SIC)
FORUM GONCALO PORTO. Construído como casa da Família do eminente estadista Zacarias de Góes e Vasconcelos em 1807. Em 1947 foi desapropriada e doada ao estado pelo decreto municipal 148, para servir como fórum Zacarias de Góes e Vasconcelos, depois Fórum Rui Barbosa e em 1969 por decreto nº 21.485 de 14 de outubro, passou a chamar-se fórum Gonçalo Porto de Sousa. Em 1988 em estado de deterioração o forum funcionou na sala 1º de outubro do prédio da câmara e o prédio sofreu uma restauração drástica. Com a construção do fórum Gonçalo Porto de Sousa, no Bairro do Novo Horizonte, No antigo prédio passou funcionou o juizado de pequenas causas. Atualmente desativado. Propriedade do poder Judiciário. (IPAC SIC)
PATRIMÔNIOS ARQUITETÔNICOS COM TOMBO MUNICIPAL
Os patrimônios municipais citados abaixo são tombados apenas pela lei municipal 1888/2007 e listado no diagnóstico da lei complementar 006/2016, Plano de Cultura.
SOBRADOS DA PRAÇA DA REPUBLICA. Foram construídos em número de 09 pela empresa Portuguesa Regis e Ferreira, no final do século XIX com característica arquitetônica colonial. Abrigou residência do prefeito Elísio Pimentel Marques, escolas, escola de datilografia e lojas. No inventario do IPAC consta apenas 05. Hoje apenas resiste ao tempo 03. Propriedade Particular.
PRÉDIO DA RECREATIVA – construção iniciada em 1924 pela companhia Valença Industrial e terminada em 1929. Teve como engenheiro, o Frances Raul Malbuisson. Palco de festas de mascarados, dança da velhas e bailes de micaretas. Sindicato da Industria de Fiação e Tecelagem. De Planta Francesa. É uma mine réplica do palácio de Versalhes. Funciona o sindicato, lojas e restaurantes. Propriedade do Sindicato de Fiação e Tecelagem.
IGREJA DO AMPARO – Igreja iniciada em 1750, porém antes da bela nave, já existia no local uma capelinha onde realizava casamentos e batismos. Com ares e muito parecida com a igreja do Bomfim, contam que a pedido da esposa do comendador Madureira que a terminou e deixou com as duas torres. Foi terminada no final do século XIX. Com rico acervo Sacro de Capinam. Propriedade da Diocese de Amargosa. Apesar do cuidado da paroquia, a igreja sente os anos de construção e a ação do crescimento habitacional no seu entorno, destruindo o morro e colocando em perigo de desabamento.
IGREJA DO DESTERRO – datada de 1757, igreja com rico acervo sacro, inventariada pelo IPAC, sem tombo estadual. Localizada no distrito de Maricoabo. Propriedade da Diocese de Amargosa.
TEATRO MUNICIPAL DE VALENÇA- Datado de 1910, com construção do engenheiro Francisco de Lacerda e participação de Gonçalo Porto, teve seus dias de gloria e esplendor até meados dos anos 50. Conforme carta da Madre Rosário ali se viu grandes nomes das artes cênicas e plástica se apresentarem. Dentre as citações as manifestações populares, como alarde, mike five, abrigou orquestras e sarais nos seus salões. Propriedade Pública.
PRÉDIO DA DELEGACIA – datado de 1800 abrigou a primeira câmara, cadeia e júri público. Foi palco de grandes decisões, como aceitar e proclamar o governo de D Pedro de Alcântara contra a ordem lusitana. A câmara de conselho de Vereadores também contribuiu com os reforços para guarnição, alimento e homens autorizando a participação da vila de Valença nas forças a favor da independência da Bahia em 1823, além de mandar representantes para o conselho ultramarino em Cachoeira. Propriedade Pública.
CONJUNTO DE SOBRADOS NA AVENIDA COMENDADOR MADUREIRA, números 130, 136, 146 , Só resta dois que abriga um deposito de bebidas. Propriedade particular
RUINAS DA FABRICA TODOS OS SANTOS – localizada na fazenda Roda D’Água de propriedade do Sr Ramiro José Campelo de Queiroz, conhecida popularmente como “Fabrica de cima”. Foi um dos empreendimentos do século XIX, que colocou Valença no cenário Nacional, pois abrigou a primeira fábrica de Tecidos Finos de algodão do Brasil, iniciada em 1844 e seu funcionamento começou em 1847, sendo desativada em agosto de 1876.
FABRICA NOSSA SENHORA DO AMPARO – Companhia Valença Industrial atual Valença têxtil. Inaugurada em 1859 e visitada pelo imperador em janeiro de 1860. Atualmente em funcionamento. Localizada na avenida Marita Almeida. Nas parte de trás da fábrica temos a cachoeira do amparo e as ruinas da Eclusa de 1847, espécie de comportas construída com a finalidade de facilitar o acesso de barcos, embarcações náuticas e barcaças com matéria prima para a Fábrica Têxtil Todos os Santos.
IGREJA DE SÃO PEDRO DO TENTO – Igreja do Início do século XX, devotada ao padroeiro do Bairro do Tento. Proprietário Diocese de Amargosa.
SITIO HISTÓRICO DE MALPENDIPE – Ruinas da Igreja de São João Batista , área pertencente aos Duartes .Na localidade foi construída uma casa forte e nas proximidades havia um grande atracadouro . Na sua inauguração os índios aimorés atacaram a povoação e todos os colonos que estavam na missa inaugural foram mortos. Propriedade privada.
CENTRO DE CULTURA OLIVIA BARRADAS. Construção de mais de trinta ano com arquitetura contemporânea. Foi inaugurado pelo prefeito João Leonardo da Silva. Interditado. Propriedade do Estado.
SOBRADO DA RUA CONSELHEIRO FERRAZ – Ou sobrado de Licia Soares . Prédio do século XIX, arquitetura colonial, com bom estado de conservação e utilizado como residência. Na parte térrea foi dividido em salas para lojas e escritórios. Propriedade Particular.
FAZENDA DOS PINHOS – localizado na BA 01 - Valença –Taperoa – hoje apenas são encontradas as ruinas.
SOBRADO ANTIGO LOCALIZADO NA RUA DOIS DE JULHO, propriedade da família Cabral localizado ao lado da casa de Dr. Sinesio Cabral.
O PRÉDIO DA CONSELHEIRO ZACARIAS – localizado na praça 2 de julho, funcionou a escola conselheiro Zacarias de Góes e Vasconcelos datado de 1945. Prédio do Estado. Atualmente sem intervenção.
PRÉDIO DA SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULA – localizado na rua Conselheiro Cunha Lopes, nº100. Construído em 1900. A sociedade são Vicente de Paula foi fundado em Valença em 19 de julho de 1907. Segundo informações de Dr Mustafá Rosemberg, eram tantos as pessoas que foram salvas, no fatídico evento em 1942, a santa casa de misericórdia, o prédio da Câmara , a Recreativa e a o Prédio da sociedade são Vicente de Paula também recebeu muitos náufragos e os que estavam em bom estado ficaram para casas dos valencianos.
SOBRADO DA RUA COMENDADOR MADUREIRA, esquina com Marechal Floriano, prédio da vidraçaria Natan. Propriedade Particular, com arquitetura colonial do século XIX. Partes do sobrado já caiu e o que resta encontra-se em uso pela vidraçaria.
O CONJUNTO DE ESTALEIRO NAVAIS DE VALENÇA – localizado na orla da avenida Maçônica, na altura da policlínica e estaleiros do lado do tento vizinhos com o IFBA. Eram muitos ao longo das margens do una, porém com a vinda da escola de pesca o estaleiro Amparo foi desativado, os mestres acreditando na promessa da construção de um galpão aceitou a escola de pesca, criada com a finalidade de ensinar o oficio da pesca e da fabricação dos barcos, lanchas e saveiros a vela com técnicas únicas e seculares dos mestres de ofícios e saberes, coisa que não veio a se consolidar.
PRÉDIO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA, TURISMO E COMERCIO – replica do prédio da Câmara localizado na avenida Antônio Carlos Magalhães. Construído na Gestão de Ramiro Campelo. Propriedade Publica
IGREJA DE SARAPUI- IGREJA DE SANTANA DE SARAPUI - de 1860, um exemplar da arquitetura colonial do século XIX – propriedade da diocese de Amargosa .Estado de conservação: necessário intervenção e restauro.
Vale Salientar que é apenas um recorte factual do nosso patrimônio. Percebemos que é um tema que só toma proporções quando no período político. Porém os prédios antigos não são coisas velhas são legados deixados pelos nossos pais como diz a tradução etimológica da e palavra patrimônio advém de patrimonium, uma junção de “patri”, termo designador de “pai”, com “monium”, que exprime “recebido”, para referir-se à “herança”.
Mas, precisamos também chamar a atenção para outros bens não elencados, porém tão quanto, patrimônios como o sentido da palavra nos beneficia.
O SITIO HISTÓRICO DA IGREJA DE SANTO ANTÔNIO DOS PRAZERES- Datado de 1720 - localizado na BA 01 Valença -Nazaré. Próximo do rio jaguaripe. A igreja de arquitetura colonial e como a maioria das igrejas e povoações do período foram atacados por índios aimorés-guerens e todos os colonos mortos. Propriedade privada.
PRÉDIO DO BURGO – localizado na Avenida Antônio Carlos Magalhaes, na altura da Praça Barão do rio Branco, conhecida popularmente como praça João Cardoso, atualmente abriga lojas e igrejas, segundo Heloisa Sarmento e Arlindo Paes, nos seus manuscritos não publicados, cita que o prédio foi construído para abrigar a estação ferroviária, construção de 1900, apenas inaugurada, mas por interesse de famílias proeminentes, donos de uma empresa de muares, intercedeu por vias políticas e deixamos de receber a ferrovia, que chegou até Nazaré. Propriedade Privada
CASA DO ENGENHEIRO RAUL MALBUISSON -   localizada na Rua Juvêncio de Resende esquina com a rua Raul Malbuissom. Datada do início do século XX. Abriga escritórios de Advocacia. Propriedade Privada.
IGREJA DE SÃO FIDELIS – LOCALIZADA NA BA 542, Valença –entroncamento, a igreja é datada de 1730 quando o Franciscano Bernadino de Milano, intercede pelos índios, no aldeamento do Amparo e os transfere para uma região rural e com menos incidência de colonizadores, portadores de doenças como gripe, varíola e catapora que se disseminou entre os indígenas e matou muitos. A criação da aldeia de São Fidelis foi também um espaço de colônia agrícola.
VILA OPERARIA – primeiro bairro projetado de Valença com moldes estrutura das vilas industriais europeias. Construído pela companhia Valença para a residência dos operários, com o tempo as casas foram sendo adquiridas pelos operários e hoje resta apenas alguns exemplares das casas originais. Datada de 1919 com dois momentos de construção. Primeira etapa 1919 e segunda etapa 1923. Estrutura em ruas numeradas, que davam para a praça central e uma escola. Propriedade particular.
IGREJA DE SANTO ANTONIO DOS PITANGA – Igreja datada de final do século XIX, conforme as memorias do estado da Bahia contando sobre a urbanização e aspectos sociais e históricos a igreja de Santo Antônio do Pitanga já existia em 1893. Na última reforma perdeu 90% das características arquitetônicas da época   Propriedade diocese de Amargosa.
FORNO DA MAVACIL – datado do século XIX, localizado margem direita do rio uma. Feito em tijolos e olaria. Propriedade privada.
Portanto, saber o que fazer diante do patrimônio é compreender que é fundamental a sua manutenção e sustentabilidade através de ações de planos de salvaguarda. Como também, conhecer, educar e mediar através de ações que permitam o avanço na abordagem e no conhecimento da memória, da história e do patrimônio, bem como das condições de movimentação de saberes, fazeres, ofícios. Convém ressaltar que é necessário preservar e propor a “educação patrimonial” nas escolas como componente curricular e conhecimento da identidade territorial.
Acompanhe a coluna e conheça peculiaridades destes bens patrimoniais arquitetônicos e também quais os bens imateriais, bens naturais dentre outros assuntos que trataremos, aqui.
Referencias
FONSECA, Arlindo Paes e Sarmento, Heloisa. Valença e suas Histórias. Manuscrito não publicado, Valença –Bahia,1997.
D. PEDRO II, Diário de Viagem ao Norte do Brasil, rio de Janeiro, ( edição centenária), 1959.
Memória do estado da Bahia
OLIVEIRA, Waldir Freitas. A Industrial cidade de Valença ( Um surto da industrialização na Bahia do século XIX). UFBa. Salvador –Bahia, 1985.
OLIVEIRA, Edgard Otacílio da Silva. Valença dos Primórdios a Contemporaneidade. 2ª ed. Editora Face. Valença –Bahia, 2009.
VALENÇA –Bahia. Lei 1888 de 22 de maio de 2007.
VARGAS, Tulio, O Diário dos Vasconcelos, Instituto Historiográfico do Paraná, 1985.
V VOLUME do inventario de bens arquitetônicos e culturais do litoral Sul.IPAC, SUPLANTEC, 1988



Biografia:
Janete Pereira de Sousa Vomeri, brasileira, casada, Pedagoga Escola/Empresa, Especialista em Metodologia e Didática no Ensino Superior, Licenciada em História, psicopedagoga Institucional e Clinica, pesquisadora da História Local, Professora do IESTE e Pró Educar e Professora Efetiva do Fundamental II - Cairu -Bahia
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