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Quieto, te vejo passar levada pelas mãos do ar,
combina com música esse teu andar,
move-se como a folha do último outono,
desce ao chão com se desperta do antigo sono...
Quieto, na quietude desse instante miraculoso,
te vejo seguir, confiante, pelos caminhos tortuosos,
a geometria de tua gesticulação combina com o mar,
perfeita, és a onda que todo surfista sonha alcançar...
Quieto, sem ousar uma palavra sequer ao teu voo,
na plenitude desse momento um poema feliz escoo
pelo funil do tempo, que mede as batidas do meu coração,
mais ainda feliz quando me vês e estendes a mão...
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