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O Fiel da balança.
PAULO PEREIRA CLÁUDIO

O fiel da balança.

Ontem ela chegou. E como ela chegou bem! Mansa e serena...após poucos minutos, a cidade de Mineiros se via com a alma lavada mais uma vez, depois de tantos dias de secura.

Em tom de brincadeira com os amigos, durante o trabalho, chegamos a propor um trocadilho: “são as águas de maio fechando o verão’’, dado que, geralmente, são as águas de final março que fecham o verão. Fato esse afirmado pelo eterno poeta Tom Jobim, em sua bela canção chamada: águas de março.

O fato é que ela veio. Me refiro a deliciosa chuva que caiu no dia de ontem e início do dia de hoje.

Todos esperavam ansiosos por esse mágico momento, principalmente os representantes do setor agropecuário, que já contabilizam prejuízos. Foram quase trinta dias de escassez de chuva em grande parte do país.

Um dos principais termômetros corroborador dessa cifra, foi o número de chamadas atendidas e registradas pelo Corpo de Bombeiros, no sentido de extinguir ou controlar focos de incêndio, elevando-se, consideravelmente em relação ao mesmo período do ano anterior.

Diante desses dados, conclui-se que o ser humano mesmo após milhares de anos de evolução, ainda insiste em exercitar um de seus mais primitivos instintos: atear fogo.

Convêm esclarecer, que foi justamente quando os ancestrais humanos dominaram esse importantíssimo fenômeno da natureza, e o empregaram em prol do progresso da humanidade, é o que possibilita que este texto possa ser lido por tantos quantos assim o queiram fazer, através da rede mundial de computadores.

Quanto ao exercício do primitivo instinto, citado linhas retro, há que se ponderar: assiste-lhes razão (interrogação)

Por uma lado o fazem com razão, vez que Mineiros e tantas outras cidades apresentam um sem números de lotes e loteamentos inteiros que não cumprem sua função social constitucional. São verdadeiras “florestas” que podem abrigar toda sorte de infortúnios. De malfeitores atrozes a bichos e insetos extremamente nocivos à saúde humana.

Por outro lado, não. Isso porque não é concebível que se pratique queimadas a pretexto de promover limpeza de áreas poluídas pela vegetação daninha ou outra forma qualquer de poluição. O correto seria que todos os proprietários de imóveis baldios não deixassem que estes chegassem a tal ponto, contribuindo, desse modo, para uma cidade mais bonita, mais segura, e, sobretudo mais higiênica.
Quem pratica queimadas comete crime, previsto na Legislação Ambiental.

Para que possamos exercitar nosso direito fundamental ao ambiente ecologicamente equilibrado, de forma democrática, é preciso que exijamos nossos direitos bem como cumpramos com nossos deveres. Do contrário, a balança não se equilibra.

Paulo Pereira Cláudio
Bombeiros Militar do Estado de Goiás – 6ª CIBM.


Biografia:
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Outros títulos do mesmo autor

Crônicas O Fiel da balança. PAULO PEREIRA CLÁUDIO


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