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A HISTÓRIA DA IGREJA DO AMPARO DE VALENÇA-BA
francisco carlos de aguiar neto

Resumo:
Conta a historia da Igreja Nossa Senhora do Amparo, ressaltando os Indios Aymorés Tapuias da região

Fala-se muito na história da igreja do Amparo e da Festa do Amparo de Valença,mas para melhor entendermos temos que recorrer a alguns fatos e aspectos históricos da desarticulada e cheias de meandros história do Brasil

Nos domínios das terras que hoje chamamos de cidade de Valença, existiam duas nações indígenas que andavam sempre em pé de guerra, a Tupi e a nação Tapuia, onde os primeiros eram compostos dos índios Tupiniquins que eram mais dóceis e os Tupinambás que eram mais arredios e a outra nação chamada de Tapuia eram compostas dos índios Aymorés/Botocudos/Gueréns
Tais índios foram pacificados em 1750 pelos Padres Italianos comandados pelo Frei Bernardino de Milão , onde foi organizado uma capela na aldeia Una , atual região do Amparo, vivendo lá cerca de 450 índios Geréns
Em 1754 na região do povoado Una ,depois povoado do Amparo nasce a capela muito modesta de Nossa Senhora do Amparo, onde neste momento os índios Gueréns foram deslocados a uma légua para a aldeia de São Fidelis devido as quizilas com os moradores português no Amparo. Segudno Padre Joaquim Pereira da freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Cairu, já possuía em 1557 , um capela, cinqüenta casas e 450 almas(Habitantes)
É nesse cenário que surge a capela simples, formado de Caixa da Nave da igreja frontal, capela Mor e sacristia, sem a torres laterais sendo terminada somente no ano de 1780
Quando Valença é elevada a Vila Nova Valença do Sagrado Coração de Jesus em 1799, então seria elevado a Padroeiro de nossa terra O sagrado Coração de Jesus que seria o titulo da Igreja da Matriz, constuida em 1801, pelo fato da determinação da igreja que o Santo da Freguesia é que seria o padroeiro da Vila ou Cidade, contudo isto não aconteceu em Valença pela fé já enraizada no povo de Valença que continuou a considerar e adorar Nossa Senhora do Amparo como padroeira de Valença e depois dos Operários.

Todavia em 1813 o padre Sebastião Santa Barbara diz que a capela de Nossa Senhora do Amparo “está decentemente ornada e com necessário para a decente celebração do santo oficio da missa”.Tal capela foi reformada pelo capitão Mor Bernardino de Sena e Madureira, proprietário da mansão que ainda hoje funciona a Câmara Municipal de Valença, que colocou relógio importado da Europa na torre esquerda que badalava de uma e uma hora, podendo ser ouvido por toda Valença. Sendo visitada a igreja pelo Imperador D.Pedro II que afirmou “muito bem situada, igrejinha reparada com pintura por Bernardino Madureira.Vê -se daí(da igreja) o Farol do Morro de São Paulo e a vila de Cairu bem longe” e fez ainda uma critica a igreja do Amparo afirmando:” A igrejinha é bonita assim não fosse o teto tão baixo, foi a primeira igreja da Vila de Valença e o vigário já se viu cercado pelo Gentio.

Após a restauração feita pelo capitão Mor a Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Valença ficou assim constituída (fonte IPAC): Planta retangular, com caixa e nave, capela Mor, duas sacristias e dois corredores laterais, telhado com duas águas,fachada mais larga que alta, dividia em três partes por pilastras coríntias, portanto Romanas, Corpo central coroado por frontão recortado e revestido por azulejos brancos e torres laterais uma de cada lado terminadas por cúpulas, em meia laranja, revestidas por azulejos azuis e brancos europeus. Tendo cinco portas superpostas frontalmente por igual numero de janelas que vazam a fachada.O interior é muito rico em detalhes, com cinco altares neoclássicos em talha branca e dourada.Possuindo diversas imagens como as de Nossa Senhora do Amparo, Santa Efigencia,São Joaquim,Nossa Senhora desatadora dos Nós, São Roque, Nossa Senhora da Conceição,Nossa Senhora da Boa Morte, alem de varias telas em óleo de autores desconhecidos como a do Batismo de Jesus,O anjo do Senhor que anuncia o Espirito Santo a Maria,pinturas dos apóstolos João, Mateus,marcos e Lucas simbolizando os quatro evangelios canônicos.

Valença com tantos contos e histórias, essa é uma pequena parte de nossa grande historia no cenário Brasileiro.


Biografia:
Nascido na ilha da gamboa do morro, distrito da cidade historica de Cairu,graudou-se em Historia pela UNEB, é Graduando em Filosofia pela Faculdade Batista Brasileira-Salvador-BA;pós graduou-se em Psicopedagogia pela FACE,é Mestrando em Educação e Contemporaneidade UNEB; Mestrando em Teologia e Educação Comunitaria pelas Faculdades EsT-São Leopoldo-RS e Bacharelando em Direito pela FAINOR-Vit.Conquista. Professor Universitario e Funcionario Publico Estadual.Atualmente está como Diretor de PóLO DA FACE-Faculdade de Ciencias Educacionais em Jaguaquara-Ba,na Região Sudoeste da Bahia e é Diretor Geral do IESTE-Instituto de Educação Social e Tecnologico.Desenvolve projetos Sociais adotando o esporte como uma forma de Educação "Projeto Respeito Acima de Tudo"-aulas de artes marciais(Karatê) e filosofia Oriental.Teve suas poesias escolhidas no premio literário Valdeck Almeida e publicadada no livro Ontologias Poeticas que fora lançado na 20ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo em Agosto de 2008 e publicou o livro "A história da Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Valença.Tem poesias publicadas no Livro Ontologia Cidade em 2009.Em 2010 publicou o livro "Vivendo e Lembrando:História, filosofia e Poesias pela editora Ieste" e Escreve para a revista especializada em História com tiragem Nacional "Leituras da História".É membro permanente da AVELA-Academia Valenciana de Letras,Educação e Artes,ocupando a cadeira Imortal do Poeta Satírico Gregório de Matos.
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