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A HISTÓRIA DAS CIDADES VII
O EFEITO DA MODERNIZAÇÃO URBANA
DAVID DE AZEVEDO CONCEICAO

Muito tem se falado sobre a modernidade, que por si só vem ditando os rumos da sociedade. A modernidade está ligada diretamente ao período no qual vivemos, a cultura, a economia e a sociedade vigente no mundo. Modernidade está relacionada a tudo que se passa a nossa volta, todos os acontecimentos, os padrões impostos pela sociedade, tanto em termos de comportamento, como, aos padrões arquitetônicos e estruturais seguidos pela economia e sociedade. Esses padrões são caracterizados e moldados pelas necessidades dos grupos sociais, a tomar como exemplo um shopping center, são grandes centros de consumo e capitalismo, onde se concentram toda uma gama de artifícios projetados exclusivamente para satisfazer e dar prazer a seus usuários. Segundo Campos:

[...] nos países desenvolvidos[...] a mudança ocorre na média em que determinadas inovações tecnológicas, amadurecem, nos países não desenvolvidos ramos inteiros da produção são implantados, de uma só vez, submetendo a estrutura econômica a choques muito mais profundos. (CAMPOS, 1992)

No período seguinte a segunda guerra mundial, ocorreram diversas mudanças referente as características das nossas relações sociais, instituições do estado, construções culturais, e várias outras configurações no decorrer no período que se denominou “moderno”.

Uma das principais forças que alavancou as transformações das paisagens sociais modernas, foi a chamada, globalização. Essa dinâmica se intensificou na década de 70 e ganhou velocidade na década de 80 com o advento de novas tecnologias, como o ramo da comunicação. A globalização causou um “encurtamento” de espaços, que consiste na mundialização do espaço geográfico por meio da interligação econômica, social, cultural e política em âmbito planetário. Contudo, esse processo ocorre em diferentes escalas, beneficiando principalmente as grandes nações, onde ganham espaço no mercado consumidor, por meio das suas empresas transnacionais.
Essa “aproximação das distâncias” causadas por esse processo, causou várias mudanças nas relações humanas de diversas formas, incluindo a grande quantidade de informações transmitidas de diversos locais no mundo, influenciando assim, nas dinâmicas culturais. A globalização, junto com todas as mudanças ocorridas no período “moderno” e no modo de produção capitalista, transformou a sociedade, tendo como principal característica, o consumo.

“De maneira distinta do consumo, que é basicamente uma característica e uma ocupação dos seres humanos como indivíduos, o consumismo é um atributo da sociedade”. (BAUMAN, 2008, p. 41)

A palavra modernidade “diz respeito ao estado de organização ou de configuração do espaço” (Lima, 2013). Já Berman (1986), designa a modernidade como sendo um conjunto de experiências vitais, ou seja, a modernidade é essencial para a vida humana, “experiência de tempo e espaço, de si mesmo e dos outros, das possibilidades e perigos da vida – que é compartilhada por homens e mulheres em todo o mundo”, (Berman, 1986).

Diante disso, podemos afirmar que modernidade está ligada diretamente ao novo e moderno, Segundo Bauman (2001), vivemos no que é conhecido por “modernidade pesada”, uma modernidade de quanto maior melhor, uma modernidade sem fronteiras. É nesse contexto que no século XX a vida moderna vem se alimentando de um “turbilhão” de novas descobertas, novas tecnologias; a mudança do velho para o novo construindo novos ambientes; mudança no rumo da telecomunicação; sistemas de comunicação em massa, tudo isso, segundo Berman (1986), vão alimentando “os processos sociais que dão origem a esse turbilhão, mantendo-o num perpétuo estado de vir-á-ser, vem a se chamar-se de ‘modernização”.

Podemos afirmar que a modernidade foi um dos principais fatores que impulsionaram a vida humana, as cidades são por excelência um espaço onde a modernidade atua de forma concreta. Relacionada a esse desenvolvimento das cidades, entra a industrialização, a mecanização, impulsionada pelo desenvolvimento das novas tecnologias. Segundo Santos:

Os mesmos números que revelam um processo de metropolização prestam-se a outra interpretação desde que demos uma prioridade ao processo de macro urbanização. Levando-se em conta uma desagregação maior da população urbana segundo o tamanho dos aglomerados, pode levar nos levar a conclusão de que, paralelamente ao crescimento cumulativo das maiores cidades do país estaria havendo um fenômeno de desmetropolização, definida como a repartição com outros grandes núcleos de novos contingentes da população urbana. Não se trata aqui da reprodução do fenômeno da desurbanização, encontrado em países de primeiro mundo [...] (SANTOS, 1993).

O processo de modernização na cidade de Mossoró veio se configurando com passar do tempo, a partir dos novos empreendimentos construídos por toda a cidade, tão como, novas áreas de lazer como a praça da convivência, praça da criança que é caracterizada como um espaço público, porém privado, pois é necessário comprar a entrada e pagar pelo uso dos brinquedos. O centro de Mossoró foi se expandindo com a introdução de novos estabelecimentos comerciais.
Com o advento da modernidade foram sendo construídos novos condomínios verticais assim como condomínios horizontais de grande porte, novas filiais de supermercados foram se espalhando e o shopping center surgiu em meio a esse processo de evolução da cidade. Um novo centro de compras localizado na parte periférica da cidade, antes considerada desvalorizada, mas com a chegada do hoje Partage Shopping Mossoró se tornou uma das áreas mais buscadas para a implantação de novos empreendimentos, por conseguinte vieram os condomínios horizontais e outros centros de compras como o Atacadão e o Maxxi Atacado para a região.


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