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Luar Sereno
Giulio Romeo

Quando o sol se esconde no horizonte, entre nuvens vermelhas e anuncia que a noite está chegando com os seus mistérios e brilhos, aponta no céu um luar sereno, repleto de silêncio e esperança.
A Lua dá oportunidade para as criaturas noturnas tomarem forma e preencherem o vazio das praias, das alamedas, das praças, dos lagos, dos telhados, dos museus, dos teatros e também dos sonhos.
É o momento certo para escutarmos e vermos o azimute das estruturações.
Olhando o céu temos um luar sereno, um lindo e claro semblante cor de prata, um raio de cristal, um sonho monocromático, um jeito de confundirmos o real com o irreal e também nos assustarmos com as sombras e as constituições morfológicas e plasmadas do plano astral.
As formas surreais são simplesmente fantásticas, a falta de imaginação diurna, se ilumina em pensamentos noturnos e que também se transformam em momentos únicos, parecidos com lendas e mitos relatados para nós, quando éramos crianças.
Nossos devaneios se confundem com a nossa realidade, os nossos sentidos ficam mais aguçados, os nossos sentimentos mais atentos, os nossos olhos mais abertos com as nossas retinas mais dilatadas, as nossas percepções mais reais e a nossa adrenalina mais ativa e eficaz.
Tudo isso porque é noite, é o período de descanso do ser ativo e também o período de atividade dos seres de outra dimensão. É quando os Índios sugerem mais religiosidade, mais respeito, mais concentração, mais paz e ternura.
Conheço um caraíba que foi batizado com esse sugestivo nome: “Luar Sereno“, tal foi a sua surpresa em tê-lo, quanto o orgulho em ser escolhido para usá-lo, pois a noite lhe é sagrada e com seus tons cintilantes, consegue refletir os traços de luz que o nosso lindo e esplendoroso satélite consegue emanar em sua alma e transformá-lo então, num ser consciente, lúcido e equilibrado.
Por fim, o Luar Sereno, quer dizer, noite calma, tranquila, com meiguice, sossego e com a Lua olhando para nós com paciência, calma e serenidade.
Agora lhe proponho um pouco de reflexão:
- Porque não usamos também parte da noite, quando ainda temos algum gás, para criarmos algo, escrever alguma coisa ou sermos bondosos pelo menos uma vez no dia?
- Porque não olhamos a lua da janela e pensamos que, para termos um lindo dia precisamos passar por uma noite também linda?
- Porque não passamos “um pouco a limpo” o nosso dia iluminado pelo sol e refletimos o que de positivo fizemos e o que de bom plantamos?
- Porque não amamos os nossos, ao invés de agarrarmos o nosso egoísmo travestindo-o em cansaço?
- Porque não nos doamos um pouco mais à realidade e aos fatos?
- Porque não dançamos ao som de um bolero as incertezas do amanhã?
- Porque não culpamos às nossas deficiências a lacuna que deixamos em nossa vida?
- Porque não usamos os nossos argumentos em favor de quem nos prezam e de quem nos é tão caro?
- E por último, por que não vemos a noite como o lado mais romântico, mais sensual e mais sonhador de nossa vida, e também, por que não agimos como os Índios, que fazem da noite o espelho do espírito e o reflexo da eternidade?
Daqui em diante, olhe a noite não só como o período de repouso, mas também como um momento sublime, de análise, de otimismo, de fé, de bondade e do descanso da alma.
Não importa as fases da Lua e sim o "Luar Sereno" que elas transmitem!



Biografia:
Professor de Ciências da Religião, Teólogo, Filósofo e Pesquisador de Ciências ocultas. Procuro a verdade e quero compartilhar meus estudos sobre o comportamento filosófico e religioso de povos e comunidades, que tem a fé, como sustentáculo de sua existência tridimensional.
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