| Ode àquela que é nobre |
| Aquiles Rapassi |
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Pois que vou à terra distante
Meu amor em verso chora
Essa insistência errante
Logo que me ponho fora
Afirmo, porém
Amada minha tão dengosa
Demasiado te quero bem
Por entre tua carne tão fogosa
Súbito por desejo
De teus beijos saborosos
Pelo Divino almejo
Lambuzar-me em teus lábios libidinosos
E esse planalto que me rouba
E essa saudade de espinheiro
Por ti minha voz rouca
Eis aqui teu mineteiro
Leva em teu coração
Doce inocente lembrança
De tão insana sedução
Ao reencontro e nossa aliança
Assim ao peito estufar a paixão
De eterna a nossa confiança
Sonoro será o galardão
Ao meu toque serás criança.
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Biografia: aquiles.rapassi@gmail.com |
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