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O SONHO DO CAÇADOR
Saulo Piva Romero

HOUVE UM TEMPO EM QUE A LUA SE CANSOU DE FICAR PARADA NO CÉU ILUMINANDO A TERRA. ELA ESTAVA INQUIETA E INFELIZ DE NÃO PODER SE MOVER ALÉM DAS FRONTEIRAS DO CÉU AO ANOITECER. A LUA ERA TAMBÉM MUITO CURIOSA E ISSO FAZIA COM QUE ELA SONHASSE EM CONHECER MAIS DE PERTO COMO ERA DAS PESSOAS QUE HABITAVAM NA TERRA.
ELA SEMPRE TENTAVA VISITAR A TERRA, MAS INFELIZMENTE SEMPRE ACONTECIA ALGO QUE A IMPEDIA DE REALIZAR O SEU SONHO, POIS, QUANDO ELA CHEGAVA PERTO DA TERRA, A ESCURIDÃO JÁ SE FAZIA PRESENTE, E POR ESTAR MAIS AFASTADA DO CÉU ELA FICAVA QUASE NA PENUMBRA FAZENDO COM QUE EXERGASSE SOMENTE O QUE A ILUMINAÇÃO JÁ DESGASTADA PERMITISSE.
MAS, A LUA ERA TEIMOSA E NÃO SE CONFORMAVA EM SABER NOTÍCIAS DO MUNDO TERRESTRE ATRAVÉS DO QUE O SOL LHE DIZIA.
ENTÃO, A LUA SE ENCHEU DE CORAGEM E FOI SE ENCONTRAR COM A NUVEM QUE ERA A SUA MELHOR AMIGA.
ASSIM A LUA SE ACONSELHOU COM A NUVEM SOBRE COMO ELA PODERIA CHEGAR A TERRA SEM QUE NINGUÉM SUSPEITASSE QUE ELA FOSSE REALMENTE A LUA QUE ILUMINAVA TODAS AS NOITES DA TERRA.
ENTÃO, A NUVEM DISSE PARA A LUA DESCER NA TERRRA DISFARÇADA COMO MULHER.
A LUA FICOU FELIZ COM A BRILHANTE IDEIA DA AMIGA NUVEM. ASSIM A LUA E A NUVEM DESCERAM NA TERRA DURANTE O DIA SE TRANSFORMARAM EM DUAS MOCINHAS BELÍSSIMAS.
A LUA, AGORA ERA UMA INDIAZINHA COM LONGOS CABELHOS CASTANHOS QUE CHAGAVA ATÉ O CHÃO E USAVA UMA TIARA EM FORMA DE MEIA- LUA SOBRE A CABEÇA E TINHA PENDURADO NO PESCOÇO UM LINDO COLAR PRATEADO E EM SUAS MÃOS SEGURAVA UM DIAMANTE ILUMINADO NA FORMA DE UMA ROSA.
A NUVEM FICOU SENDO A IRMÃ DA LUA ENQUANTO DURASSE A AVENTURA DAS DUAS PELA TERRA.
ASSIM QUE ELAS PISARAM NA TERRA, PERCORRERAM A FLORESTA PARA EXPLORÁ-LÁ O QUE PARA AS DUAS PARECIA UMA AVENTURA EMOCIONANTE.
ELAS CAMINHAVAM TRANQUILAMENTE PELA FLORESTA, A LUA E A NUVEM FORAM ENTRANDO CADA VEZ MAIS NA DIREÇÃO DO CORAÇÃO DA FLORESTA, POIS, NÃO SABIAM DOS PERIGOS QUE PODERIAM ENCONTRAR PELA FRENTE.
A LUA E A NUVEM ESTAVAM SE SENTINDO MUITO BEM NA CONDIÇÃO DE MULHERES, POIS, A BELEZA DAS DUAS ENCHIA DE LUZ AQUELA SOMBRIA ESCURIDÃO.
AS INDIAZINHAS CONVERSAVAM ANIMADAMENTE ENQUANTO ADMIRAVAM A BELEZA DA CLAREIA QUE SE ABRIA NO MEIO DO CORAÇÃO DA FLORESTA QUE NEM PERCEBERAM A PRESENÇA DE UM TIGRE FAMINTO QUE SE APROXIMAVA DELAS A PASSOS LARGOS.
ELAS SÓ TIVERAM TEMPO DE OUVÍ-LO RUGINDO E IMEDIATAMENTE COMEÇARAM A CORRER, POIS, O TIGRE ESTAVA COM OS OLHOS BRILHANDO DE TANTA VONTADE DE SACIAR A SUA FOME.
AS INDIAZINHAS LUA E NUVEM JÁ ESTAVAM CANSADAS E OFEGANTES DE TANTO FUGIR DA IRA DO TIGRE QUE JÁ ESTAVA PRESTES A ABOCANHÁ-LAS,
MAS, NO MEIO DA ESCURIDÃO APARECEU UM CAÇADOR E ABATEU O TIGRE COM DUAS FLECHADAS CERTEIRAS.
ASSIM O TIGRE DÁ O SEU ÚLTIMO RUGIDO E TOMBA NO SOLO.
O CAÇADOR NEM PERCEBEU A PRESENÇA DAS DUAS INDIAZINHAS QUE ESTAVAM ASSUSTADAS E ABATIDAS.
QUANDO O CAÇADOR FOI PEGAR O TIGRE ABATIDO PARA LEVÁ-LO ATÉ A SUA TRIBO PARA SERVIÍ-LO COMO ALIMENTO, ASSIM FOI QUE ELE PERCEBEU A PRESENÇA DAS MOCINHAS AO SEU LADO.
A LUA E A NUVEM FUGIRAM ATERRORIZADAS QUE NEM SE DERAM CONTA QUE O TIGRE HAVIA MORRIDO
O CAÇADOR SEGUIA AS INDIAZINHAS E QUANDO AS ALCANÇOU E VIU A BELEZA DA LUA FICOU ENCANTADO.
AS DUAS AGRADERAM O CAÇADOR POR TER SALVADO AS SUAS VIDAS ACERTANDO O TIGRE E DEPOIS DESAPARECERAM COMO FOLHAS AO VENTO.
ELAS SUBIRAM MAIS QUE DEPRESSA AO CÉU DEIXANDO O CAÇADOR CONFUSO E INTRIGADO COM O REPENTINO DESAPARECIMENTO DAS DUAS BELÍSSIMAS INDIAZINHAS.
ASSIM O TEMPO PASSOU E O CAÇADOR TEVE UM SONHO NO QUAL REVIVEU A CAÇADA DO TIGRE COM MUITOS DETALHES.  NO SONHO A LUA E A NUVEM SE APROXIMARAM DELA E AGRADERAM POR ELE TER SALVADO A VIDA DELAS NOVAMENTE.
A NUVEM RESOLVEU SE AFASTAR DA AMIGA, POIS, HAVIA PERCEBIDO QUE A LUA E O CAÇADOR ESTAVAM APAIXONADOS.
ENTÃO A LUA SE APROXIMOU E SE APRESENTOU COMO YACÍ, O AGRADECEU POR SALVÁ-LA, PARABENIZOU-O POR SUA BRAVURA E DEU-LHE UMA PLANTA QUE, SEGUNDO ELA, SE CHAMAVA MATE, E QUE, SE FOSSE TORRADA, PODERIA SER USADA PARA FAZER UMA INFUSÃO QUE AFUGENTAVA A SOLIDÃO.  ASSSIM AO DESPERRTAR, O CAÇADOR PENSOU QUE HAVIA SIDO APENAS UM SONHO, MAS, PARA O SEU ESPANTO ENCONTROU A PLANTA DESCRITA PELA LUA NAS SUAS TERRAS.
ENTÃO, ELE LEMBROU A RECEITA DO PREPARO DO CHÁ E, DEPOIS DE DESPEJAR ÁGUA QUENTE NELA, PROVOU SEU SABOR.  ELE FICOU ENCANTADO COM O DELICIOSO SABOR DAQUELA BEBIDA.
ASSIM O CAÇADOR QUIS COMPARTILHAR O CHÁ MATE COM A LUA, POR QUEM HAVIA SE APAIXONADO Á PRIMEIRA VISTA, ENTÃO AO ANOITECER ELE PREPARAVA A BEBIDA DE MATE E QUANDO A SUA AMADA LUA SURGIA BELÍSSIMA NO CÉU ESTRELADO, O CAÇADOR LEVANTAVA UMA TAÇA DE MATE PARA BRINDAR O GRANDE AMOR QUE SENTIA POR ELA.
 


Biografia:
Saulo Piva Romero, professor de Língua Portuguesa e Poeta, 49 anos. Nasceu em São Paulo no dia 9 de março de 1972. Começou a escrever poesias aos 18 anos. É formado em Letras pelas Faculdades Associadas do Ipiranga com Licenciatura Plena em Língua Portuguesa, Inglesa e Literatura.Em 2000 publicou seu primeiro livro Vida, amor e esperança.
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