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Chuva e lágrimas
Matilde Diesel Borille

É-me difícil ver
nascer do poema dor,
teus olhos inundando os meus,
pois que não há mais amor.
É-me difícil ser
gota de orvalho sobre a flor,
em súbita lentidão na hora do amor
voltar ao ventre do silêncio.
É-me difícil permitir
que o poema se diga por si
- ausente do meu ser -,
sendo que é feito por mim.
Na verdade, é-me difícil,
em “A Lágrima”,
arco-íris no céu,
sentir-me,
poeta que há pouco chorou.


Biografia:

Este texto é administrado por: MATILDE DIESEL BORILLE
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