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Balas Perdidas
Bia Nahas

Entre barracas e calhas,
Entre casas e matas,
O pobre sobrevive a migalhas
Correndo de tantas perdidas balas.

Balas de fogo pela violência,
Pela exploração e impaciência
De policiais, pela elite e pelos governantes
Que arriscam a vida de tantas pessoas com vidas alarmantes.

Todos correm noite e dia
Das balas perdidas que assolam a rotina
Nas contas em que são difíceis de pagar,
Nos ônibus que são difíceis de respirar,
Nas escolas que são difíceis de estudar,
Nos trabalhos que são difíceis de arranjar
E na sociedade que é difícil de se ingressar.

Esse poema é um pedido
Para que o governo repense o seu egoísmo
Dando privilégios a uns e a outros sacrifícios,
Dando tudo a uns e a outros um pouquinho.

Não se pensa em uma distribuição de renda mais justa
E em melhores políticas públicas
Porque a representação política do pobre é quase nula
Enquanto do rico é uma grande fartura.

Esse poema é um protesto contra a injustiça
Que acometem milhares de vidas
Que estão com a mente extremamente cansada
De ser tão injusticada, estigmatizada e sobrecarregada.

Esse poema é um alerta
Da favela que manifesta
Um tipo de negligência do governo
E de alguns da sociedade com uma visão carregada de preconceito.

Esse poema é um lembrete
De que somos humanos e viventes.
A arma de fogo deve ser guardada e destruída
Porque estamos cansados de viver correndo da bala perdida!


Biografia:
Oi, gente! Sou a Bia. Tenho 22 anos. Moro em São Paulo capital. Estou fazendo faculdade de psicologia. Cada poema é muito especial e único, pois expresso alguma inquietação social ou pessoal. Faço encomendas de poesias. Quem quiser me conhecer, será um prazer. Mande um e-mail que eu respondo. Email para contato: nahasbeatriz@gmail.com Meu blog pessoal de poesias: www.rumoaminhamente.blogspot.com.br Twitter: @Bia__Nahas
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