Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Às cinco
jbcampos

Às cinco

Às cinco da manhã ainda estou a escrever, na manha de aprender ao som de viver o agora, somente agora, minha eterna aurora. Ao som do leve gotejar lá fora o meu espírito cresce em prazer desnatural.
Cada pingo é respingo em minh’alma, como o apóstrofe a temperar o verso normal.
O quê?
Ah… A apóstrofe…
É o gênero gerando a língua.
E esse quê, como é que fica?
Na realidade devido a minha idade, acho que quis dizer apóstrofo, sou mesmo um frouxo apóstolo da língua que não míngua minha estrofe nem extingue minha sorte, apesar de o norte me guiar à morte pela qual viverei a vida.
Ah… Essa enebriante chuva me deixa preguiçoso, leve, sonolento, portanto, lamento e não vou pesquisar se o crase do início se inicia com acento. Você pode me perdoar por essa nostalgia antes do alvorecer do dia pleonástico, fantástico referto de alegria.
Medito, atento à chuva mansa; sem vento, à monge de convento.
De novo... Crase antes do feminino… Tenha modo, meu velho, não é gênero, é modo!
Como é bela a vida de natureza adquirida, minha querida, assim pode rimar, querida, convento com vento ao lento da vida, sem o ribombar estroante do majestático vento; desculpe a minha ousadia ao raiar de chuvoso dia, caso estroante antes não havia, acabo de o inventar nessa minha alegria sem par.
Apesar de muito ter amado, porém, amargado sua ausência e despedida. Você se foi há tempo, mas a mim me restou ainda um sopro de vida, a chuva mansa, nesta eternidade às cinco horas, tempo que parece jamais passar, como se mil anos fosse durar.
Embora, a chuva passe; amanhã voltará a chover, e o seu recordar me fará reviver a vida, umedecida pelo nosso eterno amor.

Aprendiz da arte de levar a vida de natureza morta com pinceladas levemente fortes.

Aliás, esse negócio de crase enche o saco mesmo, hein...

jbcampos


Biografia:
Aposentado
Número de vezes que este texto foi lido: 65808


Outros títulos do mesmo autor

Poesias Chico jbcampos
Poesias seu perfume jbcampos
Poesias quando o sino dobra o destino jbcampos
Poesias ouro negro jbcampos
Poesias pingo de amor jbcampos
Poesias mãe jbcampos
Poesias relicário jbcampos
Poesias O poder da palavra jbcampos
Poesias simbiótica poética jbcampos
Poesias O ancião jbcampos

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última

Publicações de número 41 até 50 de um total de 860.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO ESCOLAR - ADRIANA CARVALHO DOS SANTOS 66843 Visitas
Viver! - Machado de Assis 66835 Visitas
Os Dias - Luiz Edmundo Alves 66835 Visitas
A caixinha de jóias - Condorcet Aranha 66833 Visitas
A calça preta - Condorcet Aranha 66828 Visitas
Hoje - Waly Salomão (in memorian) 66804 Visitas
INCLUSÃO DA LIBRAS NO CURRÍCULO DO ENSINO FUNDAMENTAL - Michela Aparecida Biltge 66802 Visitas
Conversa com Dindo - Jonas de Barros Vasconcelos 66770 Visitas
Jazz (ou Música e Tomates) - Sérgio Vale 66770 Visitas
A ELA - Machado de Assis 66745 Visitas

Páginas: Primeira Anterior Próxima Última