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Quem há de resgatar o encanto perdido,
o olhar por sobre, do bosque, o muro,
quem há de incendiar com o brilho
esse nosso atual escuro?
Numa esquina qualquer esbarrar com alguém,
sorrir timidamente e perguntar o nome,
depois, numa pergunta, ir muito mais além,
quer tomar um café, um suco, está com fome?
Quem há de descascar o silêncio
com palavras de unhas macias,
de espalhar perfume no vento
como abelha que o mel cria?
Assim, de supetão, não me lembro,
pode ser Maria, o Álvaro, o Agenor,
se não for agora pode ser em setembro,
o encanto pode voltar quando existe amor...
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