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O homem ama
a carne que o inflama,
na horizontalidade da cama
busca a supressão dos sentidos,
nada como um peixe no aquário de vidro,
mesmo que saiba que esteja sendo visto...
O homem culpa o outro
pelo seu gesto louco
de passividade oprimida,
culpa o lavrador
pela falta de comida,
culpa a noite pela falta de luz,
culpa o abismo
por não ter quem o conduz...
O homem, ainda imperfeito,
pensa ter a máquina perfeita
dentro do seu peito...
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