|
Deixe que toquem os bumbos,
que bebam nos bulbos das orquídeas,
que separem escamas para colares aquáticos,
que façam a cama na varanda,
se encharquem de vaga-lumes...
Depois que o vendaval passar
lá estarão os casebres dos pescadores,
o corcoveio da baleia,
menos as pegadas na areia,
os poemas escritos em rabiscos,
menos ainda lá estará
alguma coisa que diga
o que se passa verdadeiramente;
só restará, de repente,
teu olhar suspenso no espaço,
eu creio, eu acho...
|