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Ah...o quanto te amei,
o quanto teu nome chamei
por ti, febril e alucinado,
o amor, esse desvairado,
a me cortar o coração em pedaços,
me expus em praça púbica,
nu, sem uma única túnica
a me cobrir, lágrimas como restos de mar,
as flores mais belas mandei comprar,
à lua que passeia sem promessas
pedi, à pressas,
um doce luar,
curvei-me à dor do amor,
compreendi, sentindo,
que quem ama não sai mentindo
pela vida, aceita, da paixão, a comida,
a porção de intenso ardor,
e, só por te amares,
eis-me aqui, vivo,
a morrer de amor...
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