Resumo: Sinopse
A mina de mistérios é a primeira história narrada pela mãe de Anastácia. Anastácia é a personagem principal. E bem, começamos a ir ao nosso primeiro encontro com a imaginação. Temos a ilustre a apresentação do cenário e os incríveis personagens, estes que por sua vez irão arrebatar a muitos. As gostosuras da ficção passam aleatoriamente em dois cenários, uma sensação dupla de mistérios. Um deles é a casinha de tabas velhas entre montanhas, e o outro é um cenário mais do que imaginário. Sendo a primeira parte deste conto, se dá na descoberta de fogosos personagens como: o cachorro CARETA. O homem da mata verde, o velho da gruta, e por destaque a garota encapuzada será destaque da primeira parte do conto. Anastácia é apenas uma garotinha de 8 anos, como apaixonada por histórias de medo e terror, ouvirá da mamãe em cada noite a luz de lampião uma historinha para dormir.
|
|
A MINA DE MISTÉRIOS PARTE I
Era um dia de inverno e com muito vento. Em uma pequena casinha de tabas velhas, perto de duas montanhas que tingia a vista de quem olhasse. Ali moravam algumas pessoas. Com aquele ar de sertão e um cheiro gostoso de mato, pela manhã brincava uma pequena garotinha. Era Anastácia, que perambulava pelos recantos de uma velha cerca de pau podre e junto dela seu cachorrinho que então era batizado de Careta.
Anastácia tinha apenas 8 anos, mas tinha tamanha curiosidade em conhecer todas as historinhas de medo e terror. Amava escutar pequenos contos que sua mãe lhe contara durante a noite. Ainda que a luz de lampião, as historinhas contadas lhe abria no semblante um lindo sorriso. Sapeca e deslumbrante de criança.
Com o balançar do vento lá fora, a menina já estava deitada com Careta, esperando sua mãe deitar ao seu lado e ligar a luz do fogoso lampião. Após se acomodar a criança preparava os vossos ouvidinhos para escutar os fascínios que sua mãe lhe havia prometido: “A mina de Mistérios”
___feche os olhos Anastácia!
A lua estava bonita, barulhos se ouviam do outro lado das montanhas, até pareciam relâmpagos. Uma garotinha ingênua saíra encapuzada naquela mesma noite. A menina desceu por meio as pedras e logo ouviu um rugir naquela mata. Parou. Não sabia do que se tratava aquele barulho, mas em seguida um cachorro latiu e um tiro disparou.
A tal garota encapuzada correu, correu.... Até cansar. Depois se sentou em uma rocha que bem de longe se avistava um encantado foco de luzes. Ficou perplexa com os luzeiros. Um caçador, aquele que atirara na mata descia rumo às pedras onde lá embaixo se encontraria com a tal menina encapuzada.
___o que fazes há esta hora por aqui menina? Perguntou o caçador com um olhar de assobrado.
___estou vendo aquele foco de luzes! Falou abafadamente.
Como não havia nem uma luz, temendo o caçador tornou a perguntar:__tu vives?
___claro! Seu caçador. Só estou à procura de minha agenda de couraça, que há horas procura por ela.
Trovejou, a menina desceu a margem, rumo aquele foco de tantas luzes embaralhadas, e o homem da mata voltou a desbravar a natureza. Em uma encosta montanhosa e escura havia uma gruta. Lá morava um velhaco. Cuidava de uma mina recantada perto de um doce ribeirão de águas azuis. Aquele lugar sombrio e quieto era um lugar de espíritos, de tal maneira que quem chagasse perto, se perdia, ou era ofuscado pela magia.
Amanheceu... Logo a mãe de Anastácia gritou:___acorda menina!! Venha já apreciar os bolinhos de polvilho que fiz. Era mais um dia, Anastácia esperava ansiosa chagada à noite para descobrir as aventuras e mistérios da mina.
|