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O silêncio não é ausência, é o peso do que não foi dito,
Uma folha em branco onde o universo se faz infinito.
Não busco o adorno, o brilho ou o que é passageiro,
Prefiro o caminho do bruto, do real e do inteiro.
A vida se despe de máscaras, de palcos e de ritos,
Para ouvir o que vibra entre os nossos conflitos.
Não é sobre a imagem que o olho alcança e consome,
Mas a sede constante que habita o âmago do homem.
A verdade é raiz que perfura o solo da mente,
Uma força latente que pulsa, que queima e que sente.
Sem filtros, sem cortes, apenas a crua existência,
Extraindo do tempo a sua mais pura paciência.
Ser mestre de si é vencer o ruído externo,
E encontrar, no vazio, o que há de mais eterno.
Pois o prêmio real não se molda em metal ou troféu,
Mas na paz de quem toca a terra... sem perder o seu céu.
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