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Silêncio das raízes
Há um tempo que não se mede em relógio,
em que a árvore cresce sem pedir licença
e o rio segue, sem saber para onde vai.
A natureza não tem pressa,
mas tudo nela acontece no momento certo.
A folha que cai
ensina mais do que mil discursos.
Nós, que corremos tanto,
esquecemos de ouvir o vento,
de entender o aviso das nuvens,
de conversar com o chão que sustenta.
Será que ainda lembramos
como é viver em equilíbrio,
como é existir —
sem precisar dominar?
O mundo respira, mesmo sem aplausos.
Mas até quando?
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