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Seus problemas acabaram
Rafael da Silva Claro



No desespero para vencer as eleições, candidatos perdem a vergonha e mentem descaradamente. Prometem obras inexequíveis, seja por falta de recursos, falta de lógica ou inocuidade.

Quem não se lembra de Celso Pitta e seu Fura-Fila. A promessa, com o nome do célebre subterfúgio usado por apressadinhos, era uma falácia eleitoreira, anunciada como “a solução para todos os seus problemas”. Na verdade, o Fura-Fila tratava-se de um veículo leve sobre pneus (VLP) que, na gestão Pitta, não saiu do papel e da propaganda.

Paulo Maluf vaticinou: “Se Pitta não for um bom prefeito nunca mais vote em mim”. Celso Pitta foi péssimo e o paulistano nunca mais elegeu o “Doutor Paulo” prefeito, como ele pediu.

Fernando Haddad, em 2012, inventou um futurístico “Arco do Futuro”. A criação era um anel viário urbano que ligaria as principais vias da cidade. A magia e tecnologia das peças publicitárias davam a impressão que o petista controlava a cidade, e o tal arco revolucionaria o deslocamento urbano. Como a campanha tratava-se de um embuste, Haddad venceu e o Arco do Futuro virou um fura-fila.

Este ano, espantosamente Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) passaram para o segundo turno. Ou, em pura demonstração de bairrismo, isso é sacanagem de carioca ou o paulistano não aprendeu a votar no menos pior.

Guilherme Boulos é iníquo para São Paulo à frente do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e será inócuo caso invada a Prefeitura. Para atrapalhar a vida dos outros ele é eficiente, invadindo e depredando prédios e fechando ruas, avenidas e rodovias com pneus incinerados e barricadas. A mesma eficácia não terá quando precisar autorizar uma reintegração de posse ou uma ação enérgica da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O Abominável Bruno das Covas tem como qualidade o sobrenome do avô. É só. O que marcou sua administração foi, no início da pandemia, abrir várias covas (de cadáveres), comprar muitos caixões, soldar portas de estabelecimentos comerciais e ordenar um inexplicável rodízio a fim de, acreditem, evitar aglomerações.

Apesar do conjunto da, digamos, obra, Covas deve ganhar. Boulos metamorfoseou-se numa roupagem moderada. O Boulos Paz e Amor é o estratagema marqueteiro para engrupir o paulistano. O “voto útil” irá interromper o que já foi longe demais.


Biografia:
Ensino secundário completo. Trabalhei em várias empresas, fora da literatura. Tenho um blog, onde publico meus textos: “Gazeta Explosiva” Blogger
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