| NARCÍSEA |
| Robério Pereira Barreto |
|
Envolta na teia cristalina da lua
Caminhas pela noite iluminada,
Levando na bagagem mente
As saudades da gente.
Na aresta da avenida infinita
Há figuras desenhadas a pincel
Na tela da escuridão vibrante.
Coberta pelo globo de néon
Mimetiza-se na escultura fria
De luzes a confundir os passantes
A fitarem lhe de olhos vibrantes.
Perdida na vasta beleza de si
Como Narciso, passeia a esmo
Admirando-se no devir.
20 de abril de 2008. 22h32min
Robério Pereira Barreto
|
Biografia: Professor, EscritoR, Poeta, minicontista e haicaísta |
| Número de vezes que este texto foi lido: 65745 |
Outros títulos do mesmo autor
Publicações de número 91 até 95 de um total de 95.
|