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ALCENIR LATSCH

Resumo:
Como é horripilante a solidão e quão desesperado ficamos diante dela



Ontem mais do que nunca me lembrei de você e sofri, amarguei a tua ausência a cada momento.
Olhei-me no espelho e pela primeira vez reparei vestígios de cabelos brancos, reparei rugas que ainda não julgava existissem, reparei nos meus olhos outrora brilhantes um que de melancolia de tristeza, reparei nos meus lábios e os senti ressequidas desamparadas.
Meu Deus! Como as lembranças machucam como me sufoca a solidão, eu descobri que venho me enganando a quanto tempo me metendo nessa roda viva, mas hoje que olhei em redor separei que estou completamente só e o pior, é que essa solidão brota de dentro de mim e se espalha como tentáculo no ambiente em que vivo, essa solidão toma forma assustadora e vem espantando todos os que tentam se aproximar de mim. Nunca pude imaginar que me sentiria velho aos 28 anos, não uma velhice física, mas sim uma velhice mental, sinto como se minha mente fosse um sótão de uma casa velha onde se acumulam coisas, lembranças de uma época passada, retratos de pessoas que um dia sumiram mais que já se foram.A poeira parece cobrir tudo e já o cupim apareceu para destruir todas as lembranças do passado esse cupim é a minha falta de vontade de viver de procurar alguém para redecorar esse sótão de recordações. Parece ouvir a tua voz a sussurrar palavras de ânimo, esse teu sussurrar parece vir de longe, muito longe, tu pareces tranqüila parece que já a dor que te levou não mais te aflige sinto uma saudade imensa, uma vontade louca de te abraçar, deitar junto de teu seio a minha cabeça confusa e chorar, um chorar imenso de quem está só. Perdi-te e perdi a mim mesmo num dia qualquer que faço questão de não lembrar, separamo-nos justamente quando tudo dava certo para nós. Louco que somos em ter ciúmes quem ama os tem, sei disso, mais é duro saber que não podemos lutar contra todos os rivais, fosse esse rival como eu, e eu o teria vencido, mas não fui vencido por um rival mais forte que todos os outros justos “ o destino” destino esse que te levou dos meus braços ainda marcada pela suavidade de meus beijos ainda com o cheiro de nosso amor. Fui vencido reconheço, mas não derrotado, de hora pelo menos reconheço minha fraqueza, mas um dia eu poderei enfrentar-te o destino , então eu a arrebatarei de teus braços para os meus e nem mesmo a morte poderá mais se impor ao nosso amor, pois ela só tem poder sobre os corpos jamais sobre os sentimentos.


Biografia:
Nascido em Petrópolis em 1955 ,curto escrever para passar para o papel o que me vai na alma .Para mim os personagens alguns reais outro criados são filhos que coloco no mundo.
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