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ALMANAQUE RODÉSIA
PULP FICTION À BRASILEIRA
Wilson Luques Costa

Resumo:
Um poeta periférico e marginalizado faz um pequeno painel de uma cidade imaginária onde habitam poetas, escritores, jornalistas e artistas canonizados pela mídia.



Como se sabe, São Paulo, que é também conhecida como Sampa, é a cidade dos poetas transgressores.

Não vou negar a vocês que também me sinto um poeta transgressor.

Embora a aplicação de poeta a mim não seja muito válida entre meus contemporâneos.

Isso não significa dizer que eu não seja um poeta, além do mais, paulistano.

Não vou negar também que sou um poeta que vive criticando os meus pares.

Passo os dias em meu Facebook, poetas agora têm Facebooks, ou em meu Instagram, poetas agora têm também Instagrans, xeretando a vida de outros poetas.

O meu sonho é sair numa dessas antologias geracionais.

Passo o dia curtindo poemas e textos que não gosto só para ver se algum poeta possa me escolher para a próxima antologia de poetas.

Na verdade, eu nem sei se sou um poeta, ou melhor, um bom poeta.

Sei que poetas escrevem poemas e pronto e pelo jeito eu devo escrever algum poema bom, porque recebo mensagens pelo correio, Facebook e Whatsapp, com os seguintes dizeres: “ao poeta W. com os sinceros votos de boa poesia.”

Agora mesmo, estou dando uma curtida num poema.

Para falar a verdade, detestei o poema do poeta vencedor do mais recente e importante prêmio de literatura brasileira.

Pelo jeito, ele ainda não visualizou.

Será que ele vai visualizar¿

Será que ele vai visitar o meu Instagram e me convidar para o próximo ciclo de debates da Rua Rodésia¿

Só de pensar, eu já sinto um frio na espinha.

Na verdade, eu já cansei dessa história que na literatura existe panelinha.

Agora eu pergunto: aonde tudo isso pode me levar¿

Por que querer sair em antologias de poetas¿

É essa pergunta que me faço.

Sento no meu próprio divã e tento compreender esse lado narcísico que se instaurou em algum momento em mim, como uma vistara se instalou no verso de algum poeta .

Por que não ser um magarefe ou um consertador de sapatos, também conhecido como sapateiro¿

Ou quiçá um babá de panda, cheirador de axilas ou um tagger do Netflix¿

Quem me disse em algum dia que eu seria um poeta¿

Quem foi esse perfeito imbecil que me deu esse destino de desprezo das musas¿


Hoje, Ateliê Educativo no MAM.
Não vou. Não fui convidado.


Amanhã, Festa de Aniversário dos poetas undergrounds. Não vou. Não fui convidado.


Sarau comemorativo dos dez anos de poesia do poeta pós-moderno R.B. Eliot. No seu CV consta formação em Linguística Medieval com especialização em Barcelona, além de participações em diversas antologias no Brasil e Exterior.

Participou da antologia de poetas “Quando éramos seis e agora estamos sós”.

Participou do Conselho Editorial da Revista “Se não nos premiamos quem vai nos premiar¿”

Tem contos, poesia e teatro no prelo.

NÃO VOU. NÃO FUI CONVIDADO.


Encontro dos poetas utópicos contra a distopia. Poetas convidados: C. Valéry (Formação em Linguística pela USP com Pós-doutorado sanduíche em Harvard); D. Eliot II (Formação em poesia Concreta Medieval com Especialização em Madri e Paris I, II, III e IV).

Não vou. Não fui convidado.


CURSO ON LINE COM O POETA E TRADUTOR J. H. KAVÁFIS.

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NÃO VOU. NÃO FUI CONVIDADO.


Encontro dos poetas utópicos.
O tema a ser debatido será A distopia num mundo distópico.
Haverá leitura de poemas pós-modernos com participação do Doutor Lógos Sinfrônico Ousía (Honóris Causa em Areté Helênica pela Universidade Livre de Telaviv).

NÃO VOU. NÃO FUI CONVIDADO.


Recebo um convite para participar do Colóquio Internacional sobre Poesia Latino Americana.
Depois fico sabendo que meu nome foi tirado de uma lista de devedores do SPC.
No princípio fiquei feliz pelo reconhecimento.
Mas quando soube que eu não era convidado como poeta, fiquei depressivo e fui dormir.
Agora estou um pouco melhor.
Tomei um chá de boldo, porque esse episódio mexeu com o meu fígado.
O meu amigo que é um iatrós formado pela USP diagnosticou esse mal estar como O MAL ESTAR DE RODÉSIA.


ALMANAQUE RODÉSIA

Rodésia é uma cidade imaginária dentro da cidade de São Paulo.

Rodésia, pode-se dizer, é uma cidade platônica.

O termo platônico vem do filósofo grego, discípulo de Sócrates, Platão.

Platão nasceu no ano 427 a.C. e veio a falecer no ano 347 a.C.

Não me perguntem, como alguns alunos incautos, por que o ano 427 a.C vem antes de 347 a.C.

A cidade de Rodésia possui nos finais de semana uma população bastante expressiva.

Para lá afluem poetas, teatrólogos, contistas, romancistas e jornalistas de todos os matizes.

A cidade de Rodésia é também líder exportadora de cachaça, maconha e marijuana.

Seu prato típico é falar mal de outros poetas na ausência desses poetas.

Rodésia é também a maior produtora de livros de boa e má qualidade.

A cidadania rodesiana é adquirida nos colóquios com o simples expediente do elogio gratuito e dos tapinhas nas costas invariavelmente regados de cachaça e cerveja.

Na cidade de Rodésia são também escolhidos os próximos vencedores do PRÊMIO CÁGADO DO ANO.

É preciso ainda informar que Rodésia é limitada ao sul, ao norte, ao leste e oeste pelo boteco dos cachaceiros sem poesia.

Rodésia tem também o maior número de ganhadores de Jabutis, Prêmio São Paulo de Literatura e APCA por ano.

Possui também o maior número de jurados desses mesmos prêmios.

Uma característica bem peculiar de Rodésia é desconhecer os habitantes das cidades vizinhas.

O fato de um não rodesiano ter pisado em solo rodesiano não lhe dá o direito pleno de cidadania.

Os rodesianos assemelham-se muito à corte de Dom João VI que em 1808 aportou no Brasil fugindo do Bloqueio Continental.

Em Rodésia os rodesianos criaram a sua própria imprensa régia, o seu zoológico e a sua burocracia administrativa.

No carnaval, Rodésia fica quase vazia.
Poetas, jornalistas, cronistas, cachaceiros e outros escritores viajam para o exterior.
Alguns rodesianos ficam ali mesmo na Vila Madalena.

Os rodesianos, nesse período, abandonam a poesia e formam um bloco familiar que desfila pelas ruas de Pinheiros e adjacências.

O tema do Carnaval na Cidade de Rodésia desse ano será: “Freud explica, Joyce, vê se descomplica.”


O índice de natalidade de Rodésia é bem expressivo.

Todo ano e todo mês nascem escritores, poetas, cronistas, jornalistas, cachaceiros e muitos maconheiros poetas e poetas maconheiros.

Um fato que chama atenção em Rodésia e que tem cultivado a curiosidade dos não rodesianos é o nascimento malthusiano de poetas por metro quadrado.

Nascem poetas congênitos, poetas especiais, poetas biônicos, poetas políticos e políticos poetas.

Não muito longe de Rodésia, há algumas cidades que possuem um PIB muito similar ao de Rodésia.

Além do PIB, essas cidades costumam ter um modus vivendi similar ao povo de Rodésia.

Esses povos primitivos têm a sua economia de subsistência fundada na literatura, melhor, na má literatura.

Lá também habitam muitos poetas, cronistas, jornalistas e escritores de todas as espécies.

Aliás, maus poetas, maus cronistas, maus jornalistas, maus escritores.

Por isso, não é incomum terem também as suas imprensas régias, seus zoológicos e a sua própria burocracia.

Essas cidades formam no interior de suas fronteiras um cinturão poético contra qualquer tipo de abalo “císmico”.

Não obstante manterem relações com outras cidades como Rodésia, essas cidades procuram aumentar a sua produção de Cágados e Jabutis com o beneplácito de seus próprios jurados.

Por esse motivo, não ser incomum também a produção pletórica e na mesma proporção de julgadores e prêmios similares.

Destacam-se nesses povos as relações diplomáticas entre seus pares com tais elogios exacerbados.

“Belíssimo texto”

“Genial”

“Grande poeta”

“Desse jeito vai abocanhar mais um jabuti”

Esses povos cantantes e “escritantes” costumam ler seus poemas, convenhamos, chatos e enfadonhos, aos outros poetas e “escritantes”.

Tudo isso faz criar um senso de demagogia só mesmo suportável aos rodesianos.

Esses povos que se alimentam de cágados e jabutis costumam também beber muita cerveja de boa e má qualidade.

Por exemplo: bebem Malta, Bavaria, Rio Claro, Samba, Mãe preta, Frevo, Cintra e Cristal, além de suas péssimas poesias.

A Academia Rodesiana de Letras é composta de vinte titulares e vinte substitutos.

A ARL possui também sócios correspondentes que visitam uma vez por ano a cidade de Rodésia.

A eleição é feita à base de muita cerveja, conversa furada, cachaça, pastel de péssima qualidade e maconha.

Não se sabe muito bem o ano de sua fundação.

Começou de forma tímida e foi se ampliando.

Houve também dissidentes, por conta das refregas poéticas.
Ex rodesianos costumam falar mal da ARL, como esse que vos fala.

O sócio fundador da ARL é um tal de M. de Araque.

Dizem as más línguas que De Araque, como era conhecido entre os seus, estava bêbado no dia de sua fundação.

Mas o certo é que ARL vem crescendo e adquirindo uma boa reputação entre seus pares.


PERFIL DE UM POETA RODESIANO

O poeta Dylan H. nasceu em Rodésia em 01.01.1956.

Já nasceu poeta, contista, cronista e escritor.

Exerce o Jornalismo.

Escreveu mais de trinta livros.

Participou em mais de 100 antologias no Brasil e no exterior.

É mestre, doutor e pós-doutor em Linguística Aplicada.

É também artista plástico.

Integra a banda de Rock Only Blues Only.

Venceu vários prêmios, fora os que ainda vai ganhar.

Dylan H. é um poeta e escritor com um faro incrível.

Sua poesia é marcada por estruturas vicárias e sazonais.

Faz assonâncias alternadas no primeiro e último dístico.

Sofreu a influência dos cânones antecessores.

Ultimamente Dylan H. tem colaborado com jornais e revistas.

Seus contos têm uma influência nórdica e beat.

Curiosidade: Bebe como uma anta.

É preciso informar que os perfis dos poetas, escritores, jornalistas, contistas e cronistas da ARL são iguais, porque todos os sócios titulares, substitutos e correspondentes são ótimos poetas, escritores, jornalistas, contistas e cronistas.

Por isso, o expediente do cola e copia ser muito eficaz para a prática dos perfis e biografias.


Num Bar de Rodésia

Ela estava sentada num bar na cidade de Rodésia, quando ele apareceu.
Ela bebia cerveja e não estava nada interessada em poesia.
Principalmente na sua poesia.
Mas ele chegou, encostou e lhe fez aquela ridícula pergunta: você gosta de poesia¿
Ela, apesar de já ter lido alguma coisa de Camões, só para dispensá-lo, respondeu: não, não gosto de poesia, aliás eu detesto poesia, aliás eu nem sei o que é poesia, aliás eu nunca vi um poeta na minha vida.
Por isso saia daqui!
Chamou o garçom, escreveu um poema e o deixou em cima da mesa para algum maluco que não gostava de poesia como ela não ler.
Dias depois, ficou sabendo que aquele poeta se tratava de J. Dylan, vencedor do Primeiro Concurso Rodesiano de Poesia.
Acabara de saber que jamais seria uma poeta rodesiana.

Os rodesianos orgulham-se de seus filhos poetas.

São em sua grande maioria poetas marginais.

Bem entendido: poetas que vivem à margem e longe de outras cidades.

O epicentro dos poetas rodesianos é a própria Rodésia.

Para os rodesianos, se o mundo acabasse hoje e sobrasse Rodésia o mundo recomeçaria com poesia marginal, cachaça, pastel de carne, queijo e muita conversa.

Evidentemente sobre os poetas rodesianos.
Quanto ao esporte, Rodésia destaca-se pelo levantamento de copo e arremesso de bituca.

Rodésia possui o maior índice de fumantes de tabaco e maconha do Planeta e também de bebedores de caipirinha e cerveja.

As mulheres de Rodésia são feministas, mas a sua literatura gira sempre em torno das mulheres abandonadas pelos maridos machistas não rodesianos.

Em Rodésia há várias livrarias.

Lá você poderá encontrar todos os livros dos poetas rodesianos.

Por isso, Rodésia se destaca pela cultura.

Seu índice de intelectualidade é elevado em comparação às cidades não rodesianas.

Rodésia é um mar de alto astral e alegria.

Rodésia só fica triste, quando um poeta rodesiano não ganha um Jabuti ou Prêmio São Paulo de Literatura.

Mas isso é quase impossível de acontecer em Rodésia.

Isso porque os poetas rodesianos são julgados pelo próprio júri rodesiano.

Quanto ao trabalho, pode-se dizer que a população rodesiana vive de Oficinas Literárias e palestras.

Os poetas rodesianos fazem palestras sobre O que é poesia¿

Para que serve a poesia¿

Será que a poesia vai acabar¿

Os poetas rodesianos viajam também para outras cidades e países para difundir a poesia e literatura rodesianas.

A tecnologia rodesiana é bastante avançada.
Possuem televisores de última geração, onde assistem aos jogos de Corinthians, Flamengo, Santos, Palmeiras e São Paulo. Há muitos smartphones. Os rodesianos se comunicam por Whatsapp, Facebook e Instagram.

Os rodesianos destacam-se no poker e no palitinho, principalmente quando estão cachaçados. O jogo da poesia é também muito praticado. Quase todos os dias inventam um verso, um terceto, um quarteto ou um verso livre.

Se um poeta alienígena aparece em Rodésia, a cidade toda fica logo sabendo.
Logo, com seus faros poéticos, vão investigar e saber se tal poeta alienígena saiu em determinadas revistas, ou se foi publicado pela CULT, Cia das Letras, Editora 34, Iluminuras etc.

Irão pesquisar também se se formou na USP, PUCSP, principalmente USP, ou se teve uma pequena passagem por lá, sobretudo e notadamente via ingresso vestibular.

O fato de um não Rodesiano ter uma formação ulterior ou passagem por esses grandes centros, já é motivo para tirar-lhe a cidadania rodesiana ou criar-lhe um muro de Berlin rodesiano.   

Na política, Rodésia se destaca pela posição marxista. Quase todos os rodesianos, todos burgueses, já leram trechos de O Capital. Em Rodésia, há trotskistas, leninistas, chavistas, maduristas, menos bolsonaristas. Se há um agente de direita infiltrado em Rodésia, esse agente será logo expulso, mesmo sendo um grande poeta sonetista. Aliás, o soneto seria um ato falho arcaico que denotaria um conservadorismo abominado por toda a Rodésia.



AGENDA CULTURAL DE RODÉSIA

DIA 31: LEITURA DE POESIA
DIA 01: LEITURA DE VERSOS
DIA 02: LEITURA DE DÍSTICOS
DIA 03: LEITURA DE TERCETOS
DIA 04: LEITURA DE QUARTETOS
DIA O5: REDONDILHAS
DIA 06: HAIKAI
DIA O7: A POESIA
DIA 08: LEITURA DE POESIA
DIA 09: LEITURA DE VERSOS
DIA 10: LEITURA DE DÍSTICOS
DIA 11: LEITURA DE TERCETOS


Relação de alguns poetas rodesianos

Bukoviski Slatern
Claudy Menon
Thelonius Versary
Billie Beat
Dylan & Dylan
Marcel Freit


No termômetro 32 graus Celsius, mas a sensação térmica parece 40.

Estou situado, conforme informa o Wikipédia na maior cidade da América Latina: "São Paulo é um município brasileiro, capital do estado homônimo e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul.

É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano, da lusofonia e de todo o hemisfério sul.

São Paulo é a cidade brasileira mais influente no cenário global, sendo, em 2016, a 11ª cidade mais globalizada do planeta, recebendo a classificação de cidade global alfa, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).

O lema da cidade, presente em seu brasão oficial é: “ Non ducor, duco”, frase latina que significa "Não sou conduzido, conduzo".

Continuo xeretando o almanaque rodesiano.

O meu sonho é sair numas dessas antologias da cidade de Rodésia e constar como verbete desse pequeno almanaque.

De fato, eu poderia ser um magarefe ou um consertador de sapatos, mais conhecido como sapateiro, mas quis ser poeta.

Poeta até que sou.

O problema é ter nascido em São Paulo, mais conhecida como Sampa, e não na imaginária e utópica cidade de Rodésia.

Ai, Coitado de mim!




ABELHAS E VESPAS


AS ABELHAS SÃO GREGÁRIAS E VIVEM EM SOCIEDADE.

TRABALHAM PELA COMUNIDADE E PRODUZEM MEL DE ALTÍSSIMA QUALIDADE.

AOS OLHOS DAS VESPAS INVEJOSAS, AS ABELHAS SÃO PRECONCEITUOSAS, EMBORA NÃO ADMITAM, ARROGANTES, EGOÍSTAS, FALSAS E ELITISTAS.

JULGAM-SE AS RAINHAS DE TODAS AS ESPÉCIES.

AS VESPAS SÃO TIDAS COMO INVEJOSAS E MALVADAS, QUE AINDA PRODUZEM UM MEL AMARGO, ESCURO E DE PÉSSIMA QUALIDADE.

SEUS FERRÕES PROVOCAM UMA DOR INSUPORTÁVEL.    

MAS ABELHAS E VESPAS TÊM UM GRANDE PAPEL NA POLINIZAÇÃO.

CONFORME O SITE DO WIKIPÉDIA , “HÁ MAIS DE 25.000 ESPÉCIES DE ABELHAS CONHECIDAS EM SETE FAMÍLIAS RECONHECIDAS.

AS ABELHAS, ABELHÕES E ABELHAS SEM FERRÃO, VIVEM SOCIALMENTE EM COLÔNIAS.”

AS VESPAS E MARIMBONDOS, NÃO OBSTANTE O SEU PAPEL DENTRO DO MEIO AMBIENTE, CARREGAM AS PECHAS DE DESTRUIDORES E A ABJETA FAMA DE INSETOS RUINS, SENDO POR ISSO ABOMINADOS POR TODO SER VIVENTE QUE RECEBE AS SUAS FERROADAS.

AS VESPAS SÃO, CONFORME PESQUISAS REALIZADAS, “OS INSETOS MAIS ODIADOS E DESPREZADOS DO MUNDO”.

AS VESPAS E MARIMBONDOS SÃO CONSIDERADOS UM INCÔMODO AMBIENTAL.

“ACONTECE QUE MARIMBONDOS TAMBÉM SÃO RESPONSÁVEIS PELO TRANSPORTE DE GRÃO DE PÓLEN DAS FLORES.”

O MESMO PODER-SE-IA DIZER DA POESIA E DE SEU MEIO AMBIENTE.
TEMOS POETAS DE TODAS AS CLASSES E DE TODOS OS TIPOS.

O MAIS IMPORTANTE É SABER A DOSE DE MEL QUE VOCÊ DESEJA CONSUMIR.

EU, PARTICULARMENTE, POR UMA HERANÇA ATÁVICA E GENÉTICA, TENHO PREFERIDO CONSUMIR E PRODUZIR O AMARGO E ESCURO MEL QUE VEM DA BILE DAQUELES QUE SE ESTRANHAM E SE REVOLTAM COM AS INJUSTIÇAS DESSE MUNDO.


TRATA-SE DE PURA FICÇÃO LITERÁRIA.

QUALQUER IDENTIFICAÇÃO É PURA ESQUIZOFRENIA LITERÁRIA.

NESSE CASO, O MEU AMIGO IATRÓS RECOMENDA TRÊS DIAS DE INTERNAÇÃO PARA TRATAMENTO INTENSIVO DE PARANOIA COM OS DOUTORES FREUD E LACAN.



# Fonte: Wikipédia




TODOS OS DIREITOS PARA WILSON LUQUES COSTA

Ficção brasileira
Literatura brasileira
Poesia brasileira
SÉCULO XXI



Agradeço ao colega e professor Kauê pelos incentivos constantes.


Biografia:
Wilson Luques Costa nasceu em São Paulo, SP, Brasil. Jornalista, professor, poeta e escritor. Eleito pela Academia Internacional de Literatura Brasileira - NY um dos Top Five nos Destaques Literários Awards Focus Brasil NY na Categoria Ensino e Pesquisa com o ensaio O Paradoxo do Zero.
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