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Eu sinto.
Eu vejo.
Eu domestico em mim mesmo as amarguras passadas e as mágoas futuras.
Curso as feridas,lambendo como gato e me refaço.
Sofro as dores como se cada uma fosse minha razão libertadora,
De ser apenas eu,
De sentir e deixar fluir o amor na sua plenitude.
Porém perdi minha essência,e tento encontrá -la nos lugares propícios,num sonho qualquer ou numa canção que toca no rádio.
Nao está lá.
Nunca esteve.
Vive em mim.
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