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  Texto selecionado
Por meio dos ferimentos das flores
Sergio Ricardo Costa




Que desabrocham
No corpo, tuas histórias,
Aguardam
                      Outra visita,
Cientes do que te ausentas,
Do canto que te separas
Das teses com que tu tratas (se é que tratas)
Ainda,
Não darás conta
Das árvores,
Remexendo
Nos ramos de tua alma.

A estrada sem viajantes,
Contínua e dolorosa,
Colide completamente
Com uma determinada
Entrada que desconheces
Bem menos que os pensamentos,
Consigas quem a agrade
Ao pânico e ao desassossego
Provável de quem te alcanças…

Mas tu te escondes das flores
Somente em flor enredado

No vento da madrugada,

Nos braços de tua amada
(Contínua e dolorosa)
Distante qual profecia,
Distante a delicadeza
                  Das flores

(Mesmo mofadas),

Visitas quem te passeia
E morres por coincidência,
Se morrem por insistências,
Mais morres por uma sina,
Ainda que não concordes
Com mundos ou um destino
Por ti — o que nem mais fazes,
Mais sortes que antecedências,
Mais dores que ferimentos
Das flores que te acompanham,
Vedando-te completamente,
Qual anjos te envolvendo,
Cansados, ligeiramente...


Biografia:
-
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