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lua nua
13
paulo azambuja

Martine toma um banho em água em temperatura ambiente, saindo do banheiro enrolada numa toalha vermelha, penteia seus cabelos, abre o envelope e lê. - Quem trouxe isto?
- Foi um soldado, ele esta no quarto.
- Chame-o.
- Sim. Minutos depois o rapaz entra no quarto de Martine, ele olha para ele de forma enigmática.
- Quando o sr T. virá?
- Ele não disse, senhora.
- E a criança?
- A indía cuida dela, esta bem.
- Sei, o que você sabe das duas?
- Pelo que sei estarão por aqui a qualquer momento.
- Mas quando?
- Não sei senhora. Martine dá um tapa no rosto do rapaz que não reage, depois beija-o jogando este na cama aos abraços ela profere algumas frases sem sentido e adormece abraçada ao rapaz.
Leonor e Bruna entram no quarto, trocando de roupas comentam sobre o que Tânia lhes dissera.
- Será que ela é confiável?
- Você ainda tem esperança na confiabilidade dela, jamais temos de confiar.
- Bruna você é muito firme em seu julgamento.
- A vida é assim, Leonor eu aprendi.
- Eu também, mas ainda quero acreditar na humanidade.
- Aquela lá jamais fará parte da humanidade.
A porta é batida, Bruna de short e sutiã abre-a, jailson entra só depois percebe a vestimenta desta, Leonor já na cama coberta fica de certa desconcertada.
- Me desculpe, por favor.
- Vai fale Jailson, já viu tantas vezes. Bruna diz apoiando-se no ombro do homem.
- Descobriram algo?
- Sim.
- Que bom, vi quando sai do banheiro que falavam e então decidi dar um tempo lá fora.
- Bem que eu percebi que demorou. Diz Leonor saindo da cama de camiseta e short, Jailson não consegue evitar os olhos na mulher de corpo belo e olhos tão marcantes.
- Já passaram o que descobriram para seu esposo?
- Sim.
- Então acho melhor deixa-las descansar. Jailson sai do quarto meio sem graça, após o fechar da porta Bruna olha para a amiga.
- Eu acho que nosso chefe gosta de você.
- Pare com isso Bruna, só tenho olhos para meu esposo, meu amor.
- Eu sei mas vai, tú não é boba colega também percebeu, não?
- Sim mas não vou alimentar o que nunca irá acontecer.
- Esta certa.
19/08/2016
Elas retornam para cama, apagando a luz, adormecem.
Martine acorda olha para o celular são 4 e 30 da manhã, levanta da cama, o rapaz já saira há horas, ela vai para o banheiro lava o rosto e retorna ao quarto saindo para a cozinha se serve de água vai a janela e olha, lá fora os soldados escalados de vigia estão a conversar, todos armados, ela retorna ao quarto, anota algumas coisas em um bloco de notas.
- Perdeu o sono senhora?
- O que foi desta vez?
- Preciso de auxilio.
Martine em vestes de dormir sai na companhia do rapaz indo em direção ao cativeiro de Teodoro e Maciel.
- Meus homens estão ficando preocupados com vocês meninos, não querem comer, por quê?
- Você não presta. Maciel diz já apresentando extrema fraqueza.
- Acho melhor comerem, amanhã irão tomar um bom banho e colocar roupas limpas, teremos vsitas meninos. Teodoro olha para ela de forma a mostrar seu nojo pela sua pessoa.
- Fique feliz afinal logo terá sua nora e quem sabe até seu filho aqui conosco, fazendo parte de nosso convívio familiar.
19/08/2016


Amanhece, Felipe prepara o café, Daniel entra no ônibus escolar indo para a escola, Leonel toma um banho no chuveiro instalado ao fundo da oficina, Jael vem enrolado na toalha, espera a saída do irmão entrando na ducha.
- Ei tudo isso é pressa de ver Bruna?
- Claro, só pode ser, hoje vou tirar o atraso.
- Calma ai hein.
Eles riem, Benedito passa por perto dando bom dia para eles, Felipe vem para a oficina trazendo a garrafa de café.
- Hoje eles estão mais alegres.
- É, eles vão atrás da garotinha.
- Então será hoje?
- Sim. Passados minutos, os irmãos já vestidos em forma casual recebem os cumprimentos e os desejos que tudo dê certo nesta viagem e que tragam a menina salva de qualquer risco.
- Fiquem tranquilos tudo vai dar certo.
- Com certeza. Jael sai dali logo retornando em uma camionete semi nova, Benedito fez a compra desta em pouco dias com o dinheiro que Leonel lhe dera, na negociação foi dada a antiga que eles tinham.
- Agora estão montados.
- Sim Felipe, agora temos um bom auto, estamos chiques.
Risos e Felipe lhes dá um embrulho, um lanche para comerem na viagem, Leonel se despede deixando os 2 homens a correr lágrimas nos olhos, Jael abraça aos dois e mais emoção.
- Ainda bem que Daniel fora para a escola.
- Sim, mas eu me despedi dele ontem á noite.
- Eu sei, ele me contou hoje pela manhã.
- Tenham certeza, nós vamos voltar, logo.
- Com muita fé, sei que vão, deus lhes proteja. Mais abraços e os irmãos entram no auto saindo na rodovia sentido RJ.
19/08/2016

Martine acompanha bem de perto a instalação de 4 câmeras externas incluindo 1 na estrada principal, após o serviço ela faz o pagamento para os funcionários responsáveis pelo trabalho.
- E agora senhora?
- Agora é só esperar, eles deverão chegar a qualquer momento. Ela sai dali indo para o depósito onde para na cozinha onde um dos rapazes com ajuda de mais 2 preparam a refeição, já onde estão os 2 reféns, ela vê ambos tomando banho sob os olhares de soldados bem munidos de armas.
- Eles deram trabalho?
- Não, senhora.
- Estão se alimentando?
- Comeram um pouco.
- Bom assim, acompanhem bem de perto, logo terão companhia.
- Sim. Martine sai dali seguida do secretário que recebeu esta função devido a sempre estar atualizado sobre tudo que ocorre ali.
Leonor termina de arrumar suas coisas, Bruna já havia feito as malas bem antes.
- posso entrar?
- Claro. Diz Leonor para jailson que olha para ela, Bruna sai do quarto sob o olhar de protesto de Leonor.
- Bem, eu queria te dizer que foi muito bom te-la aqui, você é muito boa gente.
- O sr. Também. Jailson abre um sorriso meio acanhado e Leonor o abraça agradecendo por tudo, Bruna retorna.
- Oi, eu também quero abraço.
23/08/2016

Eles se abraçam, Jailson se recompõe, colocando a mão no bolso, retira uma certa quantia dando para Bruna.
- Isto aqui é pelo trabalho de vocês.
- Obrigado.
- Eu é que tenho de agradecer muito a vocês.
- Mas valeu mesmo de verdade. Jailson sai do quarto de certo modo a esconder o rosto que os olhos enchem d’ água.
- Boa sorte.
Já na frente da boate, elas entram no táxi.
Na oficina, Leonel e Jael já com tudo pronto saem dali deixando Felipe e Benedito com os olhos em lágrimas, km’s após estrada, Jael come um salgadinho ouvindo rock que toca no rádio do auto.
Leonel não esconde a vontade de ver Leonor e te-la nos braços.
Em um ponto combinado na BR do RJ o táxi para, elas descem, bruna acerta com o motorista que sai dali deixando-as a beira da estrada em pouco tempo uma camionete vem ao encontro delas, parando, abraços, beijos e muitas lágrimas de amor.
- Meu amor.
- Meu amor. Já dentro do auto eles retomam o caminho, Paraguai os aguarda.
Na boate, Jailson não consegue se concentrar no trabalho no escritório, nisto bate a porta, ele ordena que entre, nisso uma funcionária entra junto de um rapaz cheio de espinhas no rosto.
- Este aqui é o rapaz que viu o anúncio no jornal.
- O anúncio?
- Sim onde o sr colocou sobre um responsável por contabilidade.
- Ah sim, me desculpe eu estava longe. A mulher sai deixando-os.
- Seu nome?
- Carlos Roberto.
- Oi Carlos.
- Oi.
- Então trouxe o currículo?
- Sim. Carlos entrega para Jailson que analisa após alguns minutos diz:
- Quando pode começar?
- Hoje mesmo.
- Então fique á vontade. Carlos já começa a se interar da situação do estabelecimento e sugere algumas mudanças para Jailson, agilizando o fluxo de caixa e também um melhor controle de entrada e saída no bar.
- Você entende mesmo.
- Jailson eu fiz técnico e além disso já trabalhei com alguns comerciantes.
- Pronto o serviço é seu.
- Obrigado. Eles se cumprimentam, Carlos não segura o brilho nos olhos de alegria de ter arrumado um serviço.
Na camionete, todos estão felizes, mas ficam cada vez mais atentos, daqui mais algumas horas eles estarão em terras paraguaias.
Na oficina, Daniel entra na casa e não vê Jael e Leonel, já no comércio, seu avô termina o serviço em um caminhão, Benedito chega com o guincho trazendo mais trabalho.
- Eles já foram vô?
- Sim.
O garoto sai dali, fora ele senta num banco feito de pneu de caminhão, águas brotam de seus olhos, Felipe vem para perto do neto, abraça o garoto que chora.
- Fique tranquilo, eles vão voltar.
- Será meu vô?
- Sim. Bene traz na mão uma sacola e entrega para eles.
- O que é isto?
- Trouxe marmitas da D Helena.
- E Bene sempre pensando adiante.
- O xi, assim é a gente.
23/08/2016



Biografia:
gosto de escrever
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