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Aos imbecis, ofereço um copo de cerveja.
Aos miseráveis, cedo um gole de cachaça.
A mim, deserdado, bebo doce conhaque
E, aos políticos, forneço café sem açúcar.
Os idiotas sorvem da bebida, o alimento.
Os otários, embriagados, dormem com fome.
Eu, desamparado, tenho desnuda a consciência
E, quem é politiqueiro, caça do povo, as moedas...
Vive-se num sertão em plena cidade grande.
Nos bares das esquinas fantoches se divertem
E se esquecem de que a vida é mar de espinhos...
Trabalhar para beber... Comer para gritar
Diante de uma assembleia que vibra derrotas
E, assim, consumidores habitam berços esplêndidos!
DE Ivan de Oliveira Melo
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Biografia: Nascido em Recife, em 09/10/1953. Professor de língua portuguesa e literatura. Poeta desde adolescente. Livros publicados: SINFONIA DE AMOR; POESIA, AMOR E VIDA; REFLEXOS; SEARA DE RITMOS; SO...NETANDO.Temas mais comuns em seus versos: o amor, a natureza, o homem, o socia, o cosmos, o metafísico,
religiosidade... |