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Sentado diante do computador
computo internamente
a quantidade de amor
que vou espalhar com essas teclas
escrevendo poesias como diz a flor
escrita nos templos dos delirantes astecas...
Dentro da máquina
sem veias e vasos e sangue diluído,
vago como se fosse a trágica
máquina humana com cinco sentidos...
Escrevo
como se arrancasse os pelos
da cabeça da poesia,
nada deleto,
com os dedos
miro as letras
que desconfiam que sangro
por amar quem por dentro me fia...
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