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Coitado do peixe! Em uma poça d’água que se formara junto ao meio fio do asfalto, um peixe tentava inutilmente nadar. Ao passar pelo local, de bicicleta, de relance, o vi numa luta desesperada pela sobrevivência. Não era pequeno, e a quantidade de água acumulada no local não era suficiente para que ele pudesse respirar, afinal, o acumulo de água se dera devido a uma rápida chuva vespertina. Debatia-se em um esforço desmedido a procura de um lugar mais profundo. Como ele foi parar ali eu não sei! Continuei minha viagem. Um pouco mais a frente, não sei por que, resolvi dar meia volta e observá-lo mais calmamente. feito o trajeto inverso procuro-o, desde o começo do filete de água junto ao meio fio até o local em que eu o observara. Cadê o peixe? Sumira. Para onde ele fora em tão curto espaço de tempo? Novamente realiz o a busca de um canto ao outro, e nada. Teria eu sofrido uma alucinação? Não, eu vi um peixe. Pensei, então: talvez alguém tenha passado e o retirado do local. Hipótese descartada, pois a rua estava deserta e, até então, ninguém passara por ali. Restaram-me somente duas explicações para o sumiço o peixe: Ele adentrara no asfalto e fora em busca de água no interior da terra! Esse seria um tipo de peixe raríssimo, talvez o único de sua espécie, afinal não é todo peixe que tem a capacidade de perfurar o solo, ou então seu habitat era debaixo da terra, e ele resolveu dar uma subidinha à superfície para tomar um banho de sol. Ficou frustrado porque chovia e então resolveu voltar ao seu lugar de origem. Até hoje continuo intrigado com este acontecimento.
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