Login
E-mail
Senha
|Esqueceu a senha?|

  Editora


www.komedi.com.br
tel.:(19)3234.4864
 
  Texto selecionado
Sexta-feira
Andrea de Barros

Da chuva que passou ficou o tempo.
Seco, só e nu, nenhum lamento.
No asfalto a borracha canta os freios.
Cheiro de queimado, solo, negro.
Dentro, a poesia ficou muda,
Tonta de cinzentos ares mofos.
Vozes que se calam, fogem gritos
Dia de silêncio, tédio em luto.

E se fossem vivas só palavras?
Doces, melodias em sussurros.
Toques, fossem sempre, gentilmente
Quentes, 32 graus, pele nua.

Lá ia eu dizer já que te amo.
Ia em ti amar de mil maneiras.
Pena que o que eu sei já não me engana.
Morre na poeira ao fim do dia.


Biografia:
Nasci em 1970, sou mestranda em Literatura e redatora publicitária em horário comercial. O Texto tem sido o fio condutor da minha vida, desde que me lembro estar consciente dela. Escrevo para viver, para pagar as contas, para transcender a vida mal escrita que torna e retorna, sempre, ao Texto.
Número de vezes que este texto foi lido: 65973


Outros títulos do mesmo autor

Poesias Sexta-feira Andrea de Barros
Poesias Matéria Andrea de Barros
Poesias Presença nº 5 Andrea de Barros


Publicações de número 1 até 3 de um total de 3.


escrita@komedi.com.br © 2026
 
  Textos mais lidos
Sangria desatada - Flora Fernweh 75984 Visitas
HISTÓRIA DE CINCO ROSAS - MARCO AURÉLIO BICALHO DE ABREU CHAGAS 71280 Visitas
DOIS CORAÇÕES - orivaldo grandizoli 70981 Visitas
Carta Tardia - Fernando Rodrigues dos Santos 70632 Visitas
O SABICHÃO - Robério Pereira Barreto 70453 Visitas
Essa não é mais uma carta - Fernando Rodrigues dos Santos 69706 Visitas
RPG. - Kady Barker 69508 Visitas
A mulher grávida - Flora Fernweh 69404 Visitas
Perolado de Carmim - José Ernesto Kappel 69342 Visitas
Computador formatado, ano novo! - Vander Roberto 69310 Visitas

Páginas: Próxima Última