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O PÁSSARO PRETO
Saulo Piva Romero

ERA UMA VEZ UM PÁSSARO PRETO QUE VOAVA LIVREMENTE PELO CÉU ENSOLARADO DE UMA MANHÃ DE VERÃO.

ELE ESTAVA FELIZ E CANTAVA ALEGREMENTE ENQUANTO BATIA AS SUAS PEQUENINAS ASAS.

MAS QUANDO ELE ESTAVA RETORNANDO AO SEU NINHO NO TOPO DE UMA VELHA GOIABEIRA, ELE AVISTOU UM HOMEM COM UM LONGA BARBA BRANCA E VESTINDO UMA ROUPA TODA RASGADA.

ESSE HOMEM MORAVA NUMA CABANA NO MEIO DA FLORESTA JUNTO COM SEU FILHO.

ELES NÃO TINHAM NEM O QUE COMER, POIS, CONVIVIAM COM A POBREZA DIARIAMENTE.

ENTÃO, O PÁSSARO PRETO COMOVIDO COM A SITUAÇÃO DELICADA PELO QUAL O HOMEM E SEU FILHO ESTAVA PASSANDO, DECIDIU QUE IRIA MORAR COM ELES PARA COM O SEU ALTO ASTRAL E OTIMISMO FAZER COM QUE O FARDO PESADO QUE PAI E FILHO CARREGAVA NOS SEUS OMBROS FICASSE MAIS LEVE.

O NOBRE PÁSSARO PRETO POUSOU MANSAMENTE NO OMBRO DO VELHO BARBUDO E COMEÇOU LOGO A CANTAR, FAZENDO COM QUE O VELHO MALTRAPILHO ABRISSE UM LARGO SORRISO.

ASSIM O VELHO E O NOBRE PASSÁRO PRETO LOGO CRIDOISARAM UM ETERNO LAÇO DE AMIZADE.

O VELHO CONSTRUIU UMA BELÍSSIMA GAIOLA PARA O PÁSSARO PRETO, POIS, ELE PENSAVA QUE SE DEIXASSE ELE EM LIBERDADE, A PEQUENA AVE PODERIA A QUALQUER MOMENTO   ABANDONÁ-LO PARA SEMPRE.

A NOBRE AVE ACEITOU HUMILDEMENTE O SEU CATIVEIRO, POIS, ELE SABIA QUE TINHA UMA MISSÃO A CUMPRIR PARA FAZER COM QUE A VIDA DAQUELES DOIS MALTRAPILHOS SE TORNASSE MAIS SUAVE.

CERTO DIA, O VELHO PEDIRAM QUE O FILHO DESSE ALGUMAS SEMENTES DE GIRASSOL PARA O PÁSSARO PRETO SACIAR A SUA FOME.

ENTÃO, O FILHO OBEDECEU AO PAI E FOI DAR A COMIDA AO PÁSSARO QUE FICAVA O DIA INTEIRO PRESO NA SUA GAIOLA DE MADEIRA.

ASSIM, O MENINO QUE ERA MUITO TRAVESSO, FICANDO FRENTE A FRENTE COM A PEQUENA AVE, ABRIU A PORTA DA GAIOLA AO INVÉS DE LHE ENTREGAR AS SEMENTES DE GIRASSOL.

O PÁSSARO PRETO QUE ANSIAVA PELA LIBERDADE NOVAMENTE DEPOIS DE MUITOS ANOS DE CATIVEIRO E NÃO PENSANDO DUAS VEZES, FUGIU BATENDO AS SUAS ASAS E LEVANDO O MENINO TRAVESSO QUE GRITAVA DESESPERADAMENTE PENDURADO NO BICO DA PEQUENINA AVE.

ELES SOBREVOARAM TODA A ENTENSA FLORESTA REALIZANDO UMA LONGA E CANSATIVA VIAGEM ATÉ SAÍREM COMPLETAMENTE DOS SEUS LIMITES.

O VELHO AO VER A PORTA DA GAIOLA ABERTA, LOGO SE DEU CONTA DA FUGA DO NOBRE PÁSSARO PRETO E DO DESAPARECIMENTO DE SEU FILHO.

ENTÃO ELE SE EMBRENHOU NA MATA PARA PROCURAR PISTAS QUE O LEVASSEM A ENCONTRAR O PÁSSARO FUJÃO E O SEU FILHO TRAVESSO.

DEPOIS DE MUITOS DIAS VIAJANDO, O PÁSSARO PRETO DEIXOU O MENINO NUM PALÁCIO BANHADO A OURO E COMO SE FOSSE UM REI, MANDOU QUE PREPARASSE UM BANQUETE PARA QUE O MENINO COMESSE A VONTADE.

ASSIM O COPEIRO REAL PREPAROU UM DELICIOSO BANQUETE PARA O MENINO QUE COMEU ATÉ SE ESTUFAR, POIS, JAMAIS TINHA VISTO TANTA COMIDA NA SUA VIDA.

DEPOIS DO ALMOÇO, O PÁSSARO PRETO TEVE QUE SE AUSENTAR DO PALÁCIO POR ALGUNS DIAS, MAS, ANTES DE PARTIR, DEU AO MENINO SETE CHAVES QUE ABRIAM OS SETE MELHORES APOSENTOS, MAS QUE ELE SÓ ABRISSE O QUE DAVA DE FRENTE PARA A SALA.

ASSIM O REI PÁSSARO PRETO BATEU ASAS E VOOU DE VOLTA AO SEU NINHO NO TOPO DA VELHA GOIABEIRA.

ENTÃO, O MENINO TRAVESSO TOMADO PELO CURIOSIDADE E DESOBEDECENDO A ORDEM QUE O PÁSSARO PRETO HAVIA LHE DADO, DECIDIU ABRIR TODOS OS APOSENTOS.

ELE COMEÇOU ABRINDO O APOSENTO DE NÚMERO SETE E LÁ ENCONTROU MUITOS DRAGÔES QUE LOGO CUSPIRAM FOGO QUE CHAMUSCOU O SEU O CABELO.

MAS, O MENIMO NÃO SE DEU POR VENCIDO E ABRIU O APOSENTO DE NÚMERO 6 E DE LÁ SAÍRAM MUITOS FANTASMAS QUE FIZERAM ELE TREMER  QUE NEM UMA VARA VERDE, POIS, ELE NUNCA HAVIA VISTO FANTASMAS NA VIDA, MAS SEPERANDO O MEDO QUE ESTAVA SENTINDO BATEU A PORTA COM FORÇA E FOI BISBILHOTAR O APOSENTO DE NÚMERO CINCO E LÁ FOI RECEBIDO POR UMA ALCATÉIA DE LOBOS FAMINTOS QUE RAPIDAMENTE SE APROXIMARAM DELE PARA DEVORÁ-LO, MAS, ELE RAPIDAMENTE DIBLOU OS LOBOS FAMINTOS COM EXTREMA AGILIDADE FECHANDO A PORTA NOVAMENTE.

E LÁ FOI O MENINO TRAVESSO ABRIR O APOSENTO DE NÚMERO QUATRO E LÁ ELE ENCONTROU MUITOS BURROS QUE FALAVAM AO MESMO TEMPO CAUSANDO UMA TREMENDA DOR NOS OUVIDOS SENSÍVEIS DO TRAVESSO CURIOSO. ASSIM NÃO ENTENDENDO NENHUMA PALAVRA DO DIÁLOGO ENTRE OS BURROS FALANTES, MUITO IRRITADO, ELE FECHOU A PORTA FAZENDO ESTREMECER TODAS AS PAREDES DO LUXUOSO PALÁCIO.

AINDA NÃO SATISFEITO COM TODAS AS DESAGRADÁVEIS SURPRESAS ENCONTRADAS ATÉ AQUELE MOMENTO, ELE FOI ABRINDO O APOSENTO DE NÚMERO TRÊS E LOGO VIU UM RIO EM QUE AS ÁGUAS ERAM PRATEADAS E ASSIM QUE COLOCOU A MÃO DENTRO DO RIO, OS SEUS DEDOS FICARAM PRATEADOS. ENTÃO TEMENDO LEVAR UM BRONCA DO SÁBIO PÁSSARO PRETO POR TÊ-LO DESOBEDECIDO, ELE ENFAIXOU OS SEUS DEDOS.

EM SEGUIDO, O MENINO LEVADO DA BRECA FOI ABRINDO O APOSENTO DE NÚMERO DOIS E NOVAMENTE ENCONTROU UM RIO, SÓ QUE ESSE TINHA ÁGUAS DOURADAS E LÁ FOI ELE COLANDO A OUTRA MÃO QUE LOGO FICOU DOURADA.

ASSIM ELE TAMBÉM ENFAIXOU A OUTRA MÃO E FOI CORENDO PARA A PORTA DO APOSENTO DE NÚMERO UM, O MAIS IMPORTANTE DO LUXOSO PALÁCIO E AO ABRÍ-LO GIRANDO A CHAVE CUIDADOSAMENTE, LÁ ESTAVAM O SEU VELHO PAI, O PÁSSARO PRETO QUE SEGURAVA PENDURADO NO BICO UM BAÚ ENFERRUJADO PELO TEMPO.

O PAI ALIVIADO EM REENCONTRAR O FILHO, PUXOU-LHE AS ORELHAS POR TER DEIXADO O PÁSSARO PRETO ESCAPAR.

A PEQUENA AVE SE APROXIMOU DO MENINO E DISSE:

- VOCÊ DESOBEDECEU A MINHA ORDEM E FOI BISBILHOTAR OS OUTROS SEIS APOSENTO PENSANDO ENCONTRAR RIQUEZAS E LUXOS COMO AQUELE BANQUETE FARTO QUE EU LHE OFERECI E NÃO ABRIU EM PRIMEIRO LUGAR O APOSENTO MAIS IMPORTANTE DESSE PALÁCIO, ONDE ESTAVA O TEMPO TODO O SEU MAIOR TESOURO QUE É O SEU PAI.

O MENINO ARREPENDIDO DO QUE HAVIA FEITO, LOGO ABRAÇOU O PAI E PEDIU QUE O PÁSSARO PRETO PERDOASSE A SUA DESOBEDIÊNCIA.

O NOBRE PÁSSARO PRETO PERDOOU O MENINO E VOLTOU HUMILDEMENTE PARA A SUA GAIOLA DE MADEIRA E EM SEGUIDA ENTREGOU O BAÚ QUE CARREGAVA NO BICO AO PAI DO MENINO.

LÁ ESTAVA GUARDADA UMA GRANDE QUANTIDADE DE MOEDAS DE OURO E JÓIAS VALIOSAS.

ESSA FORTURA FARIA QUE QUE O PAI E O FILHO NUNCA MAIS PASSASSE NECESSIDADE E FOME PELO RESTO DAS SUAS VIDAS.

ASSIM O NOBRE PÁSSARO PRETO CUMPRIU A SUA NOBRE MISSÃO DE AJUDAR AO PRÓXIMO E FELIZ CANTAROLOU ALEGREMENTE UMA BELÍSSIMA CANÇÃO DURANTE O RESTO DAQUELE DIA ABENÇOADO POR DEUS.   


Biografia:
Saulo Piva Romero, professor de Língua Portuguesa e Poeta, 49 anos. Nasceu em São Paulo no dia 9 de março de 1972. Começou a escrever poesias aos 18 anos. É formado em Letras pelas Faculdades Associadas do Ipiranga com Licenciatura Plena em Língua Portuguesa, Inglesa e Literatura.Em 2000 publicou seu primeiro livro Vida, amor e esperança.
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