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Felicidade
John Angell James


Título original: HAPPINESS—its NATURE and SOURCES Described, and MISTAKES Concerning it Corrected.

Por John Angell James (1785-1859)

Traduzido, Adaptado eEditado por Silvio Dutra

“Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Levanta, Senhor, sobre nós a luz do teu rosto. Puseste no meu coração mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho.” (Salmo 4: 6-7)

Leitor, este pequeno trecho chega até você com uma alta pretensão (e mais elevada não pode haver), que é a de apontar para você a verdadeira felicidade, onde ela deve ser encontrada e como ela deve ser obtida. A esse assunto você não pode e não deve ser indiferente. Como um entre os milhões incontáveis cuja morada está em um vale das lágrimas, e como uma parte da "criação inteira, que geme e está com dores de parto até agora", você está interessado em um tratado que lhe é endereçado no caráter de um consolador, para executar o ofício caritativo de iluminar os seus olhos chorosos.
Ou se, talvez, não tenha sido objeto de uma tristeza real ou opressiva, mas apenas daqueles desejos inquietos e insaciáveis, por algum bem adequado, que todos os homens sentem, você ainda pode reservar com aproveitamento alguns minutos, lendo estas páginas simples, cujo desejo é o de pô-lo em posse do que tão ardentemente cobiça, e que talvez tenha até agora, tão infrutiferamente procurado.
Pode ser que você tenha começado um esforço desesperado para se reconciliar com a insatisfação e a tristeza. Você tentou uma experiência após outra para extrair a felicidade por vários processos e talvez tenha sido malsucedido em todos eles. O elixir não pôde ser obtido. O espírito etéreo não podia ser capturado; e no desânimo abandonou o esforço e a esperança, dizendo da felicidade, como Brutus, pouco antes de se esfaquear, disse sobre a virtude; que ele a procurara onde quer que fosse, e finalmente descobriu que era apenas um nome. Revogue tal conclusão, pelo menos até que você tenha examinado este tratado. Pode haver uma fonte ainda inexplorada; um método não experimentado; e aquilo que pode conter o objeto de sua pesquisa.
O autor desta obra não é um teórico especulativo; ele dá o resultado da observação estendida, encarna o testemunho de milhares com quem conversou. E, ainda mais, ele oferece o resultado de sua própria experiência. Ele tentou o assunto, e "provou, e manipulou, e sentiu," o que ele apresenta a você. Ele bebe na fonte das águas vivas, e agora oferece sua mão amigável para guiá-lo para o fluxo de cristal, do qual, se você beber, você não terá sede por outra pessoa, mas contente e grato dirá: "é suficiente!"
“Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Levanta, Senhor, sobre nós a luz do teu rosto. Puseste no meu coração mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho.” (Salmo 4: 6-7).
O homem é formado com uma capacidade de felicidade, e com um desejo inato, urgente e irreprimível pela mesma. Este desejo de felicidade é uma propensão universal, e pertence a ele como homem, independentemente de distinções externas e adventícias. Seu generoso Criador colocou-o em uma situação onde pode ser obtido; e não implantou nele um apetite pelo qual ele não tivesse feito qualquer provisão adequada. Se alguém, portanto, é realmente miserável; é por sua própria culpa; e ele somente tem a culpa. No entanto, quão poucos comparativamente são felizes, mesmo naquele nível inferior que pode ser obtido por nós neste mundo presente! Quão pequeno é o número cujo aspecto e conversa nos levam a inferir que estão satisfeitos, ou mesmo moderadamente satisfeitos! Há outros com uma pressa em seu passo; uma ansiedade, para não dizer uma tristeza, em seu olhar; um tom de queixa na sua língua; uma inquietação em seus hábitos; uma mudança perpétua em seus prazeres, que indicam claramente; que eles não são felizes, e não sabem o que a felicidade significa, ou como ela deve ser procurada.
Posso atribuir e explicar imediatamente a razão, por que isso é assim; ou, antes, vou citar a linguagem do próprio Deus, que, ao se dirigir aos judeus, revelou o segredo. "Meu povo", disse ele, "fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas." Sim, lá está. O homem foi criado para o gozo de Deus! Sua alma queria, e ainda quer, um objeto infinito para amar, servir e deleitar-se; e nada menos pode satisfazê-lo. Deus ofereceu, e ainda se oferece para o gozo do homem; mas em vez de servir ao seu Criador, o homem serve a si mesmo e, em vez de buscar a sua felicidade no favor de Deus, procura-a em outras fontes. Assim ele deixa a fonte sempre cheia e fluindo; e cava uma cisterna que quebra sob a sua mão; vive como vítima descontente de sua insensatez e pecado ao afastar-se de Deus para a criatura; e morre com o triste lamento de Salomão: "Vaidade de vaidade, tudo é vaidade e aflição de espírito".
(Nota do tradutor: Neste ponto é possível que alguns estejam pensando em não prosseguir com a leitura, uma vez que parece que o autor foi direto demais, simplista demais, em atribuir a causa da felicidade humana a Deus, como inferindo que o que se está propondo seja o ato de abraçar alguma forma de religião dentre as muitas existentes para que possa ser feliz afinal. Todavia, seria aconselhável avançar um pouco mais e ver em que o autor fundamenta os seus argumentos, e por que afirma que é somente em Deus que se pode encontrar a verdadeira e permanente felicidade.)
Será admitido por todos, que Adão foi perfeitamente feliz no Paraíso antes de sua queda. Não havia lágrimas nos olhos; nenhum cuidado enrugou sua testa; nenhum medo perturbou sua paz; nenhum gemido escapou de seu peito. Estava em repouso. Ele se levantava de manhã sem temor; passava o dia sem um sentimento de necessidade; e deitava-se à noite sem um suspiro. O sol perpétuo dourava seu semblante, e uma serenidade tranquila reinava em sua alma. O que o fazia feliz? Não era companhia, pois um único sócio de sua felicidade compartilhava com ele o mundo novo criado; não os prazeres da mesa, pois ele só comia dos frutos que cresciam ao seu redor e bebia das fontes que regavam o jardim; não eram divertimentos públicos, pois não tinham existência; nem música, pois, à exceção do coro emplumado do bosque, havia apenas uma voz além da sua, e nenhum instrumento na terra; nem as artes, pois não haviam sido inventadas; nem ciência, pois não tinha começado suas descobertas; nem literatura, pois não tinha começado seus estudos. No entanto, apesar da ausência de todas essas fontes de satisfação de que o homem caído depende para a pouca felicidade que tem, o homem perfeito e não caído era feliz. E o que o fazia assim? O gozo de Deus! Ele olhou para o céu com olhos filiais e disse: "Ó Deus, tu és o meu Deus, o teu favor é a vida, e a tua benignidade é melhor do que a própria vida!" (Nota do tradutor: era a comunhão perfeita do seu espírito com o espírito de Deus que o fazia sentir-se pleno de felicidade, e esta é ainda a única causa da real felicidade válida para qualquer pessoa. Deus é luz e Adão andava na luz, pois não havia nele, até então, qualquer pecado. Agora, como o pecado habita mesmo nos crentes piedosos, eles sempre terão uma felicidade marcada por muitas tristezas, pois a que é plena e da qual Adão desfrutou, eles terão somente no porvir, quando forem completamente perfeitos, e sem pecado, conforme é a promessa que têm em Jesus Cristo.)
Pense também nos "espíritos de homens justos aperfeiçoados" no céu. Eles não estão felizes? O que os torna assim? Nenhuma das diversões da terra estão lá; não existem festas alegres, nem cenas festivas, nenhuma das delícias que agora agradam aos devotos do prazer. Não, é respondido, pois é impossível que eles se adequem a esse estado. No entanto, esses seres santos são felizes. Qual é a fonte de sua felicidade? O favor de Deus! Certamente que deve ser a felicidade que foi desfrutada pelo homem quando estava sem pecado no Paraíso; e será apreciada pelo homem restaurado no céu.
Mas, talvez seja pensado e dito, que o que se adequava ao homem sem pecado no Éden, e o espírito sem pecado no céu, não convém ao homem pecador na terra. Por que não? Por nenhuma outra razão, isso pode ser imaginado, mas porque ele é pecaminoso. Não pode ser porque o favor de Deus não é adequado à sua natureza como uma criatura racional; ou porque ele não tenha faculdades para tal tipo de prazer. O que pode ser mais adaptado à natureza de uma mente finita do que o desfrute do favor da mente infinita? Se, portanto, a alma do homem não pode desfrutar de Deus, isso deve ser, não de qualquer causa natural que é desculpável, mas de alguma causa pecaminosa; e quão pecaminoso deve ser? Que degradação da natureza é não ter gosto, nem disposição para o gozo de Deus; afastar-se do nosso Deus para a felicidade; não ter nenhuma inclinação para procurá-la nele! Preferir muitas coisas, qualquer coisa, menos o favor de Deus, como fonte de felicidade! Quão surpreendente é isto!
Mas olhemos agora para a passagem do Salmo que está na introdução deste tratado. Ela nos apresenta duas classes de pessoas claramente distintas, que descreverei por designações muito usadas e geralmente entendidas. "As pessoas do mundo" e "o povo de Deus". Cada classe é marcada por suas visões peculiares sobre o assunto da felicidade.
No "muitos estão dizendo: quem pode nos mostrar algum bem?" Reconhecemos imediatamente as pessoas do mundo. Observe o que eles querem, e estão perguntando a respeito do bem. Com isto devemos entender, algo que satisfaça, algo que é adaptado para dar contentamento e prazer. Não há nada de errado em tal desejo. É a investigação instintiva e natural de uma criatura dependente e racional. Cabe a Deus somente ser a fonte de Sua própria bem-aventurança, e conter todas as fontes de felicidade em Si mesmo. Deus, e Ele somente, é autossuficiente. Todos os seres criados são dependentes, não apenas da existência, mas da bem-aventurança. O homem, especialmente como uma criatura caída, deve olhar para fora de si mesmo. Ele deve viajar, por assim dizer, de casa para o bem. Este desejo e indagação pelo "bem" não é nem virtuoso nem mau, não tem caráter moral, mas é simplesmente um instinto. É certo ou errado de acordo com a escolha que fazemos para satisfazer o desejo. É uma necessidade positiva, absoluta e incontrolável de nossa natureza desejar ser feliz; pois é impossível desejar o contrário. Em comum, portanto, com o povo de Deus, o povo do mundo deseja o bem.
Mas observe também a indefinição da investigação; qualquer bem. Agora o que deveria ter sido a pergunta? O que deveria agora ser a investigação de toda criatura racional? Eu respondo que deveria ter sido isto: "Quem nos mostrará o bem? Diga-nos qual é o bem principal? Instrua-nos qual é o bem que as nossas almas necessitam, que Deus providenciou para nós, e que, quando possuído, nos satisfará?" Não é evidente que tal seja a natureza e o objeto de nossas investigações? Deveríamos estar satisfeitos com qualquer coisa, adequada ou inadequada, satisfatória ou insatisfatória? É digno de um ser pensante, em referência a um assunto tão importante como sua própria felicidade, partir com um guia tão vago como aquela palavra "qualquer", em busca da bem-aventurança? Não devemos instituir uma investigação mais rígida e ansiosa sobre a constituição, condição, desejos, desgraças e capacidades de nossas almas; e também nas provisões que Deus fez para nosso contentamento e gozo? Se não houvesse meios de averiguar essas questões; ou se todas as coisas estivessem igualmente adaptadas para nos satisfazer, então seria racional seguir nossas próprias fantasias; mas quando há o perigo de que as sombras possam ser perseguidas em vez de substâncias e veneno pode ser tomado em vez de comida; devemos ser mais inteligentes, discriminativos, definidos e resolvidos em nossa escolha.
(Nota do tradutor: Imagine este mundo como sendo apenas um palco de aperfeiçoamento ou ruína de espíritos.
Desde Adão o espírito humano é aqui colocado por Deus, certamente não com o propósito de ser arruinado, senão de ser aperfeiçoado.
Sendo Ele o Pai dos espíritos, é impossível ter tal aperfeiçoamento aparte dele, pois é somente na comunhão com ele que se pode fazer o uso adequado de todas as faculdades naturais ou espirituais, nas diversas circunstâncias que somos chamados a vivenciar.
Um outro ponto importante a ser considerado é que se não formos despertados pelo próprio Espírito de Deus, jamais poderemos topar com o propósito real e final de nossas vidas.
Sem esta revelação do Espírito somos cegos e mortos para o referido propósito.
Uma indagação pode vir à nossa mente quanto ao motivo de sendo Deus espírito, e tendo objetivado que também fôssemos espirituais, por que nos dotou de um corpo natural e nos colocou em mundo natural?
Vejamos o que é dito pelo apóstolo Paulo:
"Sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé." (Filipenses 3: 8, 9).
Muito pode ser depreendido destas palavras, mas elas apontam sobretudo para o fato de que uma vez tendo sido descoberta a excelência da vida espiritual que há em Jesus Cristo, tudo o mais que nos rodeia neste mundo, seja em bens materiais, honras, intelectualidade, saúde física etc, deixa de ocupar o centro de nossas aspirações e interesses, pois passamos a ter o nosso entendimento iluminado para a grande verdade de que tudo o que é visível e passageiro se destina apenas a provar a nossa fé, e a indicar o quanto nosso coração tem sido de fato conquistado pelo Senhor, em vista do valor que atribuímos às coisas do mundo ou à Sua pessoa divina, e tudo o que recebemos em nossa própria transformação espiritual em decorrência de nosso relacionamento com ele.
Numa avaliação apressada poderíamos pensar que o mundo material se destina a aperfeiçoar o nosso ser espiritual pela forma como usamos as coisas e nos comportamos diante das circunstâncias, mas é muito mais do que isso, pois podemos aprender a ser gentis e não avarentos, por não retermos os bens materiais, mas usá-los também para atender às necessidades de outros. Mas, sabemos que é possível fazer isto e não ter contudo qualquer comunhão com Cristo, e desta forma, nenhum aperfeiçoamento espiritual seria decorrente do referido comportamento.
A gentileza, apesar de ser um dos componentes do amor, deve estar baseada em motivos divinos para que seja de fato espiritual, pois somente assim, visará à Sua glória exclusivamente, e não a qualquer outro interesse egoísta daquele que é supostamente gentil.
A este respeito, quantos não se enganam como o próprio apóstolo Paulo antes da sua conversão, pensando que Deus lhes deve uma grande recompensa em razão das obras da lei que eles praticam. Paulo chegou até o extremo disso, a ponto de perseguir os cristãos por pensar que eram seguidores de um falso profeta chamado Jesus.
Todavia, estava cego para a verdade de que pela mera prática das obras da Lei nenhuma recompensa de vida nos aguarda, senão o salário da morte, pois a Lei condena a todos os que não guardam os seus mandamentos perfeitamente, ou seja, a todos os homens, pois não há quem ame perfeitamente a Deus e ao próximo durante todos os dias e minutos de suas vidas. Uma só transgressão o torna culpado e digno a uma condenação eterna no inferno de fogo.
Há somente uma forma de termos uma recompensa futura que nos seja favorável, e esta é decorrente exclusivamente da nossa união com Jesus Cristo, que é da parte de Deus para nós a nossa justiça, redenção, sabedoria e santificação. Sem ele, nada somos ou temos, que seja de valor eterno e aprovado.
Ele é a árvore da vida que estava no centro do Jardim do Éden, de cujo fruto Adão deveria comer com um coração obediente, para que vivesse eternamente em comunhão com Deus.
Todo aquele que se alimenta do fruto desta Árvore bendita – Jesus - pela fé nele, tem a vida eterna, e terá o seu entendimento iluminado para conhecer e fazer a vontade de Deus.
Concluímos portanto, que por mais que se tenha de tudo o que pertence ao mundo, quando falta esta única coisa que é necessária, pode-se dizer do seu detentor que é pobre, miserável, cego e nu, pois lhe falta o que é essencial, que é o conhecimento e posse da fonte da vida eterna.
O Espírito Santo, que é esta fonte que flui no coração do crente – é ele quem tudo opera quanto a esta vida espiritual que deve ser vista em nós. Sem a verdadeira fé em Jesus Cristo não pode haver a habitação, a unção, a regeneração, a renovação e a santificação que são operadas pelo Espírito.
De modo que devemos não apenas viver pelo Espírito, mas andar no Espírito continuamente, pois é Ele que aperfeiçoa o nosso espírito, pela instrumentalidade da Palavra de Deus.
Mas, fiel é o que prometeu completar a boa obra da santificação que começou em nós na conversão. Ainda que seja por meio de correções dolorosas presentes ou até mesmo pelo extremo da morte física. Ele jamais deixará de realizar o Seu trabalho, pois é paciente e longânimo, de modo que sendo tardio em se irar, pode suportar muitas falhas e fraquezas em seus servos, sem no entanto, jamais aprová-las.
O crente pode viver apaticamente, de forma negligente, e isto sempre entristecerá e apagará a ação do Espírito Santo, em manifestações de Seu fruto em sua vida. Importa pois, ser diligente e se esforçar em vigilância, oração, meditação na Palavra, em santificação no cuidado com suas palavras, pensamentos e ações. Mas, se vier a falhar, Deus cumprirá o Seu propósito eterno, ainda que o crente fique privado de muitas consolações divinas e do galardão futuro. O pecado será por fim vencido e a graça triunfará completamente e o Senhor receberá toda a honra, glória e louvor.
Tenhamos pois, a mesma paciência que há em Deus, em relação àqueles que são fracos no corpo de Cristo presentemente, sabendo que ainda que demore até mesmo anos, Deus os conduzirá a uma melhor condição, se continuarmos nos estimulando ao amor e às boas obras, segundo a prática de tudo o que nos é ordenado na Sua Palavra.)
Mas não é este o caminho da multidão? Terão alguma noção precisa da verdadeira felicidade, quer quanto à sua natureza, às suas fontes, quer ao modo de obtê-la? A grande questão "O que é bom?" É para eles instável. Todo o assunto está para eles envolvido em escuridão impenetrável. E, portanto, eles estão correndo para cima e para baixo no mundo, e no meio da confusão de muitas vozes ouvimos apenas um som distinto e prevalecente, e que é "qualquer bem". O que eles querem além da noção vaga de felicidade, eles não podem te dizer. Supõe-se que é riqueza; outro, posição; outro, fama; outro, prazer; outro, amizade; outro, conhecimento; outro amor; e outros, perpetuamente mudando sua opinião, concluem que é tudo isso em conjunto. Nada tem mais dividido e perturbado as mentes dos homens do que a natureza da suprema felicidade. Varro, um erudito pagão, contava mais de duzentas opiniões sobre este assunto que existiam em seu tempo; uma ilustração impressionante da expressão; e muitos comentam; muitos dizem: "Quem pode nos mostrar algum bem?" E não menos convincente se prova a necessidade de um oráculo infalível para decidir a questão; de uma revelação celestial para resolver o mistério. O oráculo foi proferido; a revelação foi dada, e ainda "os muitos" com a resposta em sua posse, ainda estão perguntando por "qualquer" bem.
Você não pode deixar de ficar impressionado com a sensualidade da pergunta "Quem nos mostrará algum bem?" Utilizo o termo "sensualidade", não em seu sentido grosseiro, como importando a indulgência dos apetites inferiores de nossa natureza animal, mas em um significado um tanto mais refinado, como significando o exercício da mente em objetos do sentido, distintos dos objetos de fé. Para tais objetos a investigação é dirigida; é um desejo por algo ser visto ou ouvido, ou manuseado, experimentado ou sentido; algo que pode ser conhecido e apreendido além de qualquer revelação especial de Deus; e que é adaptado aos nossos sentidos, apetites e propensões como seres físicos, e como colocados neste presente estado terrenal.
Não é isso também mais precisamente descritivo da disposição, ideias, gostos e perseguições da grande maioria da humanidade? Eles não têm uma noção de felicidade, senão o que está associado com algo visto e temporal. Eles vivem em um mundo de sentido, não apenas quanto à sua posição natural, e sua habitação corporal, mas igualmente para todos os exercícios de suas mentes. Eles não têm nenhuma concepção de qualquer felicidade, que não venha de objetos de uma natureza terrena; eles se importam somente com as coisas terrenas. Suas alegrias e suas tristezas; suas esperanças e seus medos; suas aspirações e aversões; são todos despertados e sustentados pelo que pode ser mostrado; como objetos de sentido.
Agora deixe-me perguntar: isso é racional? Somente na suposição, certamente, de que este mundo visível é o todo que constitui o ser; a soma total da existência do universo. Mas é assim? Você sabe que não é. Você sabe que há "coisas invisíveis e eternas", quer as olhe ou não. O mundo visível, em comparação com o invisível, é apenas como a folha em que o inseto passa sua existência de curta duração e que é toda a região que vê ou conhece; em comparação com o grande globo que habitamos; ou como a única gota de água, em que uma comunidade de organismos microscópicos encontra o único mundo que eles conhecem; em comparação com o oceano sem limites. Que simplicidade de linguagem, e que sublimidade de sujeito existe na expressão: "O que é invisível e eterno!" Mas como, pode-se perguntar, sabemos algo sobre esse mundo invisível? Pela revelação das Escrituras. E torná-lo conhecido é o grande desígnio do volume inspirado. A Escritura revela um Deus invisível, um Salvador invisível, um Céu invisível, um inferno invisível, uma eternidade invisível, anjos e espíritos invisíveis; e todos estes são apreendidos não pelo sentido, mas pela "fé que é a substância das coisas esperadas, e a evidência de coisas não vistas."
Considere que estamos tão seguros da existência de um mundo invisível e de seus objetos, como podemos ser visíveis. A excelência invisível é infinitamente maior do que a que é visível, pois os objetos em si são infinitos. Estamos, na realidade, muito mais preocupados com o que é invisível do que com o que é visível. Sim, as coisas invisíveis de outro mundo são capazes, a partir de suas próprias naturezas, de serem mais conhecidas por nós, e podemos estar mais familiarizadas com elas em alguns aspectos do que podemos estar com aquelas que apelam aos nossos sentidos. Pense no grande e bendito Deus, nosso Criador, Preservador e Benfeitor; habitando sua própria eternidade, enchendo a imensidão, possuindo em plenitude infinita todas as fontes do ser, da vida, da sabedoria, do poder, da bondade, da santidade e de tudo o que seja perfeição e glória que possamos conceber. Contemple o Senhor Jesus Cristo, a imagem do Deus invisível; o brilho da glória de seu Pai, e a imagem expressa de sua pessoa; o Salvador dos homens; o Cabeça da Igreja; o Governante do universo. Eis a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. Olhe para o Céu, a região da imortalidade, o mundo da luz sem nuvens, a santa habitação do Deus eterno, onde Cristo está sentado à direita do Pai; com a inumerável companhia de anjos e os espíritos de homens justos aperfeiçoados, herdando uma plenitude de alegria em sua presença. São essas as realidades; e não temos nenhuma preocupação com elas? O que, existe um Deus que, embora invisível, está tão perto de nós, que ele pode estar familiarizado conosco onde quer que vá, e assim que estamos dispostos a estar com ele o encontramos conosco?
"Assim que fechamos os olhos sobre as coisas vistas e temporais, e nos ausentamos em nós mesmos, com um projeto para conversar com ele, ele está imediatamente presente conosco, e é muito fácil conversar com ele. Assim que pensamos que estamos com Deus, e Ele conosco, em um abrir e fechar de olhos nós o encontramos. Nós olhamos para Ele e somos iluminados, com um relance de olhar a alma pode ser cheia de felicidade, e reabastecida com uma luz divina, celestial e vital." (Nota do tradutor: enquanto nos mantivermos endurecidos à recepção de Jesus, a nos arrependermos de nossos pecados, a crer na Sua Palavra nas Escrituras, e por conseguinte, se ficamos sem a habitação e a unção do Espírito Santo, é impossível vislumbrar o mundo espiritual na forma como o autor o descreve, pois tudo isto é somente possível de ser revelado a nós pela operação do Espírito Santo.)
É todo esse fato, e não veremos e admitiremos a insensatez e o pecado de virar as costas para tal mundo; de vagar longe de tais fontes de prazer, com a indagação, "Quem nos mostrará algum bem?" Isso tudo não é nada, porque não pode ser visto senão pelo olho da fé? O que constitui a glória destes objetos, quero dizer, sua invisibilidade, será o fundamento e a razão para desprezá-los? Será que eles serão abandonados e esquecidos porque não são visíveis aos olhos, ou audíveis ao ouvido, ou palpáveis ao toque? Oh, é isso que os que, de acordo com sua dupla natureza de corpo e espírito, estão colocados nos confins de ambos os mundos, o país fronteiriço dos estados visíveis e invisíveis, que essas criaturas, tão terrível e maravilhosamente criadas e tão terrível e maravilhosamente colocadas, devem procurar a sua felicidade apenas no visível e material, no mortal e corruptível, em vez de no invisível e imaterial, no imortal e incorruptível? Que todas as suas excursões e pesquisas pela bem-aventurança, não sejam feitas no mundo invisível e eterno, por meio da fé, mas no mundo que é visto e temporal, pelo auxílio dos sentidos? Criadas com mentes racionais e imortais; feitas para serem criaturas da razão, e não do sentido, e da fé ainda mais do que da razão; devemos abjurar a nossa alta distinção, deixar de lado nossa prerrogativa, e por uma degradação voluntária, e descida voluntária, descer e colocar-nos ao nível do ateu, que diz: "Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos?"
É necessário indicar o resultado de um curso como este? Salomão o proclama; "Vaidade de vaidades, tudo é vaidade, todas as coisas estão cheias de trabalho, o homem não pode pronunciá-lo, o olho não está satisfeito com ver, nem o ouvido cheio de ouvir". Oh, com que ênfase amarga de enunciados aqueles que viveram e morreram estranhos às bênçãos da verdadeira religião, e o amor de Deus; que procuravam todos os seus prazeres do mundo visível; que se contentavam com o que lhes podia ser mostrado; que cavaram suas cisternas quebradas que não podiam conter água; com que ênfase amarga de expressão, digo, se eles pudessem ouvir sua voz além do abismo intransponível, e se certificarem da verdade do veredicto; tudo é vaidade! Embora advertido por vozes solenes de fora, e sussurros suaves e inteligíveis de dentro; embora admoestados por acontecimentos impressionantes na história dos outros, e pela dolorosa experiência em si mesmos, eles ridicularizaram a vida procurando a gratificação do sentido, em vez das alegrias da fé. Cada período de existência, e cada mudança de situação, encontrou-os incitando a investigação, "Quem nos mostrará algum bem?" Nenhuma decepção curou sua loucura, nenhuma experiência corrigiu seu erro. O visível, e só isso, chamou sua atenção; eles decidiram ter felicidade disso ou não ter alguma; e eles morreram com a convicção sombria, se não com a confissão sincera, que eles tinham vivido sem fé; estranhos à felicidade.
Não que eu pretenda afirmar que ninguém se considera feliz, e tem na realidade uma parcela considerável de gozo, exclusivamente das coisas visíveis. Muitos sem dúvida têm. Há certamente algum prazer na gratificação dos apetites; no gozo da saúde, amigos, propriedade, fama. Até os objetos pecaminosos têm seus prazeres. Não poderia haver poder na tentação se o pecado não produzisse prazer. Mas o que é projetado em tudo que eu disse é que o homem, como uma criatura racional, moral e imortal; como um pecador sujeito às picadas de uma consciência de reprovação, e sob o desagrado do Deus que ofendeu; como sujeito a todas as vicissitudes de uma existência chorosa, e sempre exposto ao medo e ao golpe da morte, precisa de algo mais para sua felicidade do que aquilo que possa ser encontrado nos objetos do sentido. Eles têm necessidades que não podem satisfazer; desejos que não podem satisfazer; aflições que não podem aliviar; e ansiedades que não podem dissipar. Para cada um que mesmo sendo toleravelmente bem-sucedido em ganhar a felicidade dos objetos visíveis, há muitos que falham completamente. Seus planos são frustrados; suas esperanças perecem; seus castelos construídos no ar desaparecem enquanto viajam na vida; e cada um termina um curso de mundanismo, adicionando outro aos milhões dos exemplos que provaram ser vaidade.
Em alguns casos, a abundância e o gozo sem obstruções produzem saciedade. Cansados dos velhos prazeres, eles procuram novos, e suplicam a frequente indagação: "Quem nos mostrará alguma coisa boa?" A novidade talvez venha ao alívio de suas mentes descontentes, inquietas e insatisfeitas; mas a própria novidade em breve envelhece, e ainda algo novo é desejado. Permanece um vazio dolorido no seu interior, um apetite ansioso, com fome de felicidade, insatisfeito, sem alimentação. Procuram se alegrar em infinitas festas de prazer, em todos os lugares de diversão; na dança e no jogo; no teatro, e no concerto; em meio às cenas da natureza e às mudanças de viagens no estrangeiro; mas a felicidade, como uma sombra que sempre voa diante deles, e sempre ultrapassando sua compreensão, tentando-os com sua forma, sem lhes render sua substância, excita suas esperanças apenas para decepcioná-los.
Tal é a consequência de buscar a felicidade somente a partir dos objetos do sentido. Este raciocínio será retomado em uma parte subsequente do tratado.
Passo agora à outra classe de pessoas que nos são apresentadas no texto que estamos considerando e a quem chamei de o povo de Deus, porque são assim reconhecidas nas Sagradas Escrituras. Quero me referir àqueles que vivem pela fé; que são nascidos de novo do Espírito; e amam a Deus supremamente, habitualmente e praticamente. Eles também têm um desejo pelo bem, ou felicidade; e ainda mais, eles sabem o que é, onde ela deve ser encontrada, e como ela deve ser obtida, e eles também a possuem e desfrutam, pelo menos em seu começo. Você ouviu a oração da outra classe, agora ouça a deles. "Senhor, ergue a luz do teu rosto sobre nós!" Tal é o seu desejo, e tal a sublimidade de seu objeto. Na suposição de que sua petição foi ouvida e concedida, e na verdade, na consciência de que possuem a bênção que eles buscaram, eles declaram que experimentam uma alegria muito superior à alegria com que os homens do mundo se regozijam nas fontes de sua riqueza; uma alegria, brilhante e pura, e serena como a região de onde desce: "Tu colocaste mais alegria em meu coração do que quando seu grão e vinho novo abundam!"
É necessário dizer que à luz do semblante de Deus se entende o seu favor? A luz do semblante, o brilho do rosto, é um sorriso, e um sorriso é o símbolo do deleite. É, portanto, como se o salmista tivesse dito: "Que a multidão, em sua preocupação ignorante em busca da felicidade, busque sua felicidade de fontes terrenas e de objetos de sentido; quanto a mim, ó Deus, eu vejo e obrigado por ter por tua graça me permitido ver que a verdadeira bem-aventurança só pode ser encontrada no gozo de tua graça. Contigo está a fonte da vida, e só na tua luz posso ver a luz. A felicidade da minha existência!"
Observe, então, que o povo de Deus considera seu favor como sendo o próprio elemento de bem-aventurança para uma criatura racional e imortal. Isto é! Pois, como já mostrei, foi a felicidade de Adão no Paraíso, e é a felicidade dos anjos e santos no céu.
É uma pergunta que vale a pena perguntar, e deve ser perguntada; uma vez que o homem como pecador está sob o desgosto de Deus, como ele pode se tornar um objeto da Divina consideração; e de que modo aqueles que eram por natureza filhos de sua ira podem se tornar filhos e filhas de seu amor? O Novo Testamento explica o mistério. "Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida." (Romanos 5: 6-10).
Plano maravilhoso! Glorioso plano de misericórdia infinita! Este é o amor, sua manifestação mais brilhante, seu louvor mais rico! Deus é amor, e aqui Ele mostra ao universo tudo o que Seu amor pode fazer. Não é de admirar que o Apóstolo tenha orado pelos crentes de Éfeso, para que eles "pudessem compreender o que é a largura, o comprimento, a profundidade e a altura, e conhecer o amor de Cristo." O povo de Deus (e assim se tornaram tais), creram no amor que Deus tem para com eles. Eles deram credibilidade ao Evangelho que declara a verdade maravilhosa, e têm, por meio da fé somente, sido reconciliados com Deus. A inimizade da mente carnal neles, foi morta pela fé na cruz de Cristo; e agora eles amam a Deus, porque Deus primeiro os amou. Um novo mundo lhes foi aberto em suas visões de um Deus de amor, e em suas apreensões do amor de Deus. Aquele novo mundo em que eles entram pela fé e quando objetos de contemplação, fontes de interesse e fontes de consolação se apresentam à mente deles, eles retomam o exultante esforço do apóstolo, enquanto eles provam algo de seu deleite: "Deus proíbe que eu me glorie salvo na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo." Esta é agora a sua felicidade, o favor de Deus; e esta é a maneira pela qual eles a ganharam, pela fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
Nisto você vê algo DEFINITIVO. O filho de Deus é decidido em sua escolha; fixado em seu objetivo; resolvido em seu propósito; e estabelecido em seus planos. As névoas da ignorância rolaram e apresentaram-lhe o objeto do desejo de seu coração; uma fonte de felicidade, próxima, certa e satisfatória. O suspense está no fim. A incerteza acabou. "Aqui está!" Ele exclama; "É isso mesmo, a única coisa que preciso; toda a minha alma pode desejar; provida por Deus; de forma satisfatória, infinita, eterna; o amor de Deus em Cristo!"
E como é algo definitivo, então é algo ADEQUADO; exatamente o que o homem precisa; algo para a mente, para o coração, para toda a alma; a restauração para ele, do que ele possuía e desfrutava quando ele veio fresco e puro da mão de seu Criador no Paraíso; e para a qual ele foi de fato criado, mas que perdeu pela queda; o que o levou de volta à árvore da vida no meio do jardim, para se banquetear novamente com seus preciosos frutos. O que é tão apropriado para o espírito do homem como o amor de Deus; de fato, onde há algo que lhe convém, senão isso? Quais são todos os prazeres do tempo e do sentido, todos os objetos deste mundo visível; para o coração do homem; mas como a queda de seixos em um abismo profundo, que, em vez de enchê-lo, apenas dizem-lhe o quão profundo é, despertando os sombrios ecos do vazio e da desolação?
Não, nada mais que a reconciliação a Deus e o retorno do espírito filial através da fé em Jesus Cristo para desfrutar o sorriso e ter a certeza do amor do Pai dos espíritos, pode ser sempre considerado uma felicidade adequada para qualquer dos descendentes de Adão. Isso o cristão tem. Ele sente os braços do amor eterno ao seu redor, e é sustentado pelo envolvimento destes; ele olha para cima para encontrar a luz do semblante de Deus irradiando sobre ele, e ouve no mesmo momento as palavras graciosas que caem dos lábios de benignidade infinita: "Eu te amei com um amor eterno, por isso com afeto eu te atraí."
Este é realmente o "bem principal"! A felicidade suprema, boa no pleno significado, e na mais profunda ênfase da palavra. Que ser podemos encontrar maior do que Deus, para nos fazer felizes; e o que podemos encontrar em Deus que é maior do que o Seu amor? O sorriso de Deus é a luz do dia, sim, a glória do céu no meio-dia, em que os espíritos remidos se aquecem, e os anjos espalham suas asas e voam com êxtases desconhecidos para nós. O mais alto e o mais baixo intelecto se encontram aqui como em seu centro comum. Tanto a razão como a revelação proclamam que o bem supremo de todo ser racional e moral deve ser o gozo de Deus.
(Nota do tradutor: muito desta felicidade que provém da pessoa de Deus consiste no gozo de vermos crescer gradualmente em nós a graça de Cristo, tornando-nos semelhantes ao seu precioso caráter, e quão prazeroso é isto. Adquirir aquela paciência que habita na essência da divindade e pela qual aprendemos a ser como Deus, também tardios em nos irarmos, a ser pacientes com as fraquezas daqueles que amamos e nos quais desejamos ver Cristo ser também formado. Ter o fruto do Espírito Santo sendo implantado em nós de forma gradual e progressiva, de maneira que se veja em nós o amor, a paz, a bondade, a benignidade, a alegria, a mansidão, o domínio próprio, a fé, a misericórdia, a justiça, assim como eles habitam em Cristo. Além de tudo isso, o consolo divino na tribulação, a força na fraqueza, a sabedoria e a direção na escuridão, e tudo o mais que nos torna vitoriosos sobre o mundo, sobre o pecado e o Inimigo de nossas almas. Quanta felicidade há em vermos o pecado sendo enfraquecido cada vez mais em nós, em todas as suas formas de manifestação de impureza, cobiça, ira etc, e a graça se tornando cada vez mais forte.)
Quão consoante é tudo isso com o que a razão nos ensina sobre a natureza do bem principal; o que demonstra que, qualquer que seja; deve incluir as seguintes características: deve ser algo que todos os homens podem possuir; deve ser um e o mesmo para toda a humanidade; deve ser algo que, embora em si próprio para tornar o possuidor feliz, não é impedido em seu funcionamento por outra coisa que o impeça de desfrutá-lo; deve ser uma coisa que não é dependente de qualquer outra, mas todas as outras coisas devem ser abraçadas por causa dele; deve ser imutável, e não variar com as estações e circunstâncias em mudança pelas quais os homens sejam chamados a passar; e deve ser suficiente para proporcionar uma felicidade adequada às capacidades da natureza humana, e de igual duração; não deve ser perfeito enquanto durar, mas eterno.
Ninguém, seguramente, sustentará que qualquer coisa pode ser o supremo bem do homem, no qual estes critérios não possam ser encontrados; ou negar que seja em que todos se unem. De acordo com esses caracteres, podemos inferir que nem o prazer, nem a riqueza, nem a saúde, nem mesmo a própria virtude, constituem o bem principal. Essa alta distinção pertence ao favor de Deus, obtido por meio da fé em Cristo. A isso se aplicam todos os critérios, todos os homens a quem vem o Evangelho são convidados a possuí-la; é um e o mesmo para todos, para o selvagem e para o sábio, para os ricos e para os pobres, para os jovens e para os velhos; é independente das circunstâncias externas e pode ser desfrutado na doença, na saúde, na pobreza, como na riqueza, na solidão como na sociedade, na prisão como no palácio, na morte como na vida. Nada além de ser necessário para desfrutá-lo existe por si mesmo, subordinando todas as outras fontes de prazer à sua própria supremacia, e comunicando-lhes de sua própria plenitude infinita, uma capacidade ilimitada para nos fazer felizes. Sendo infinito, é mais do que adequado à nossa natureza, e sendo eterno, é igual à nossa duração.
(Nota do tradutor: A felicidade que decorre do evangelho não está desprovida de tribulações, e muito da alegria do crente consiste em se gloriar nestas tribulações, pois é por meio delas que a sua fé é refinada e ele mesmo transformado em seu caráter de modo a poder participar mais efetivamente da santidade de Deus, e por conseguinte, da comunhão com Ele. Assim, vemos que a natureza da felicidade que procede de Deus não pode excluir aquilo que o mundano considera como sendo a própria infelicidade, a saber, a tribulação. Não podemos esquecer que sendo pecador, o crente está em processo de restauração, e não há outro meio pelo qual possa ser restaurado à imagem de Cristo, senão por meio da provação da fé.)
Como exatamente o bem providenciado para o homem pela revelação das Escrituras, concorda então com o que a razão demonstra ser necessário para ele! Que qualquer homem dê à alma humana, com todas as suas faculdades de intelecto, vontade, coração, consciência, memória e conhecimento limitado, sua mais profunda atenção e estudo mais profundo; que ele entenda a profundidade de sua capacidade, e meça a altura de suas aspirações; que ele atenda aos seus anseios pelo que é infinito, eterno e imutável; que leia o registro de seus desapontamentos, bem como o diário de suas experiências e suas descobertas; acima de tudo, que faça tudo isso em relação àquela alma que é parte de sua própria natureza, e com a qual se pode supor que ele esteja mais intimamente familiarizado do que com qualquer outra alma; e diga, se não seria um insulto e um escárnio oferecer a um ser como este, convidá-lo a qualquer outra fonte de felicidade, do que o favor de Deus? Deixe-o, quando estudou a si mesmo, e quando descobriu que tem realmente uma capacidade para desfrutar o infinito, eterno e imutável; e de fato pode ser satisfeito com nada menos; estudemos a natureza de Deus, como ele é revelado, não apenas nas cenas da natureza, que são suas manifestações menos gloriosas, mas nas páginas do Novo Testamento, onde todo o seu Nome aparece completo; que ele pense na infinita coleção de excelências morais que compõem o caráter desse Grande Ser que chamamos de Deus; lembra-te de que é o projeto de todo o plano da misericórdia redentora abrir um caminho honrado ao próprio Deus, trazer de volta o homem apóstata ao favor de Deus e que cada página do registro inspirado está inscrita com um convite à nua, faminta e degradada alma pródiga do homem, para retornar aos braços, à casa e ao coração de seu Divino Pai; e então diga, se não for verdadeiramente um ditado de boa razão, como é uma lição de verdadeira religião, que a felicidade do homem deve consistir no favor de Deus, obtido por meio da fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
Vocês viram, então, as duas classes, e suas respectivas fontes de prazer; agora façamos uma COMPARAÇÃO entre elas.
Olhe para o mundano. Será que ele teve sucesso em sua busca pela felicidade? Ele está satisfeito? Que ele possua tudo o que procura, tudo o que deseja, tudo o que a terra pode fornecer; que se acrescente riqueza à riqueza e fama a ambas; deixe uma série constante de divertimentos da moda, cenas festivas e festas elegantes, seguirem em sucessão infinita, até que seu copo esteja cheio e transbordante; e o que tudo isso significa? Salomão deve novamente dar provas e responder à pergunta.
"1 Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.
2 Do riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve estar.
3 Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne, sem deixar de me guiar pela sabedoria, e como me apoderar da estultícia, até ver o que era bom que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante o número dos dias de sua vida.
4 Fiz para mim obras magníficas: edifiquei casas, plantei vinhas;
5 fiz hortas e jardins, e plantei neles árvores frutíferas de todas as espécies.
6 Fiz tanques de águas, para deles regar o bosque em que reverdeciam as árvores.
7 Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e de rebanhos, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.
8 Ajuntei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, concubinas em grande número.
9 Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.
10 E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu trabalho.
11 Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol." (Eclesiastes 2: 1-11).
Não há multidões desde o tempo de Salomão que fizeram a mesma confissão melancólica? Não é uma admissão geral de que o prazer dos objetos mundanos surge mais da esperança e da antecipação do que da possessão? São como bolhas bonitas, que, enquanto flutuam, refletem as cores do arco-íris; mas dissolvem-se e desaparecem quando agarradas! Diga-me, devoto do bem terreno, você percebeu o que você esperava? Não são as cenas de festa e diversão recorrida, por muitos com corações doloridos? O rosto sorridente não costuma esconder um espírito perturbado, e não é o riso que se recorre a fim de suprimir o suspiro?
A história do Coronel Gardiner, que era uma vez alegre, depois piedosa, e sempre corajosa, é uma ilustração que comprova isso. "Sua boa constituição", diz seu biógrafo, "deu-lhe grande oportunidade de se entregar a excessos pecaminosos, e lhe permitiu prosseguir em seus prazeres de toda espécie de maneira tão alerta e entusiasta, que a multidão o invejava e o chamava por um tipo terrível de elogio: o feliz libertino.
Mas não! Tal associação não pode ser formada. Vício e felicidade não podem ser unidos. Pode haver gratificação, diversão, prazer, alegria, no pecado; mas não felicidade. É uma profanação chamar o prazer sensual pelo nome sagrado da felicidade; e é uma impossibilidade de obter satisfação real e bem-aventurança; do vício. Assim, encontramos o coronel Gardiner, pois seu biógrafo continua o relato da seguinte forma: "Ainda assim, apesar de sua aparência alegre, as verificações da consciência e alguns princípios remanescentes de uma boa educação, interromperiam suas horas mais licenciosas. Disse-me que quando alguns de seus companheiros o felicitavam uma vez por sua ilustre felicidade, um cão que passava naquela hora para entrar na sala, não podia deixar de gemer interiormente e dizer a si mesmo: "Oh, eu era aquele cachorro!'"
Tal era a sua felicidade, e tal é a felicidade de multidões que não têm senão objetos de tempo e de sentido para satisfazê-los. Enquanto parece haver raios de sol no rosto, há uma densa nuvem negra que ofusca seu espírito. Enquanto uma flor alegre pode parecer florescer em cima da testa - lá há um espinho para perfurá-lo. Eles são alegremente miseráveis, suntuosamente infelizes, esplendidamente miseráveis. E mesmo onde o coração não é assim miserável, é inquieto e insatisfeito. Se não tem a dor de um estômago doente, tem o desejo de um vazio. Está sujeito a uma fome mórbida de felicidade, que nada satisfaz. (Nota do tradutor: E como isto se agrava à medida que a velhice se instala.)
O seguinte contraste marcante entre os prazeres sensuais e intelectuais é tomado, principalmente, de um erudito tratado sobre "A Luz da Natureza", de Culverwell, um dos escritores mais brilhantes do século XVII: "O mais nobre em qualquer ser é o que é mais puro. O prazer do corpo é mais suave, fraco e frágil. O prazer sensível tem mais de escória, o intelectual mais de quintessência. Se o prazer fosse medido pelos sentidos corporais, os brutos que são mais requintados em sentido do que os homens são em geral, em virtude disso, teriam uma porção de felicidade maior do que os homens podem alcançar. Não pode haver maior prazer do que o da compreensão abraçando uma mais clara verdade e a vontade que cumpre o seu bem mais justo.” Foi uma bela observação de um escritor grego antigo: "Não pode haver prazer a não ser mergulhado em bondade, ele deve sair borbulhando de uma fonte da razão e deve fluir para fora em expressões e manifestações virtuosas."
"Delicias corporais, como alguns meteoros temporários, dão uma coruscação brilhante e súbita, e imediatamente desaparecem, enquanto que a alegria intelectual brilha como as estrelas com um brilho fixo e incandescente." O prazer sensual é limitado e contraído ao momento presente, pois o sentido não tem prazer, senão no gozo de um objeto presente, mas o prazer intelectual não é de modo algum contido por quaisquer condições temporárias, mas pode sugar a doçura do tempo passado, presente e futuro, sendo a mente não só capaz de beber prazer e apresentar fontes, mas pode provar os riachos de alegria que fugiram há muito tempo, e pode saciar sua sede com as delícias, que ainda estão por vir. A memória não reproduz e repete os prazeres anteriores? E o que é a esperança senão o prazer em botão?
"O prazer sensual é mesclado e impuro... Digam-me, vocês que se coroam com rosas, vocês não se coroam ao mesmo tempo de espinhos, já que eles são sempre companheiros de rosas? Mas o prazer intelectual é claro e cristalino Os homens se envergonham de alguns prazeres corporais, mas quem se envergonha de prazeres intelectuais? Os homens se cansam de prazer sensual, e enfraquecem e desmaiam em tais delícias fracas e frágeis, ou melhor, é a lei de nossa natureza, que nosso corpo suportará melhor a dor extrema do que o prazer excessivo, mas quem já esteve cansado de aprendizado intelectual, que esteve cansado de um deleite interior, ou que alguma vez se alimentou de uma alegria racional? Outros prazeres diminuem por intermitência; os intelectuais aumentam e avançam por operações frequentes e constantes.
"Os prazeres corporais não preenchem e satisfazem a alma, enquanto que os racionais a enchem até a borda, e compensarão abundantemente a falta de prazeres corporais; e transformarão um deserto num paraíso. O prazer sensual só serve para alguns paladares, um doente não pode apreciá-lo, um velho não pode abraçá-lo. Mas o prazer intelectual, como o maná, se adapta a todos os gostos e é um bastão para os velhos se apoiarem, um consolo para os enfermos, e adequado para um gênio ou um palhaço. Os prazeres sensuais são cansativos e agitados, acompanhados de turbulência e ansiedade. Os prazeres intelectuais tranquilamente elevam e enchem a alma, e lhe dão descanso.
"Os homens que são levados com a alegria intelectual atropelam outros objetos inferiores. Vemos isso nos prazeres angélicos, aqueles cortesãos do céu não se aproximam de quaisquer gratificações carnais ... O céu pintado ou fingido de Maomé, com seus prazeres sensuais, formaria um inferno real para um anjo ou um santo glorificado. O prazer sensual é o deleite dos homens, mas o intelectual deleita a alegria dos anjos, dos espíritos aperfeiçoados, sim do próprio Deus! Ele é o Deus bendito e, como possui todas as perfeições, também a perfeição de todos os verdadeiros prazeres reais, e de uma maneira mais espiritual e transcendente, tem uma satisfação infinita em sua própria essência, atributos e operações. Seus decretos gloriosos e planos estão todos ricamente grávidos de alegria e doçura. Os milagres são o prazer de sua Onipotência. As variedades são o deleite de sua sabedoria. A criação foi um ato do seu prazer, e devia lhe agradar ver tanto de sua própria obra, tantas fotos de seu próprio projeto. A redenção foi uma expressão daquele deleite singular e prazer que ele tomou nos filhos dos homens. Para concluir, o prazer sensual é de curta duração e logo termina. "O tempo é curto!"; é a sua história e sua sentença. Mas o prazer intelectual atinge a perpetuidade, e perdura pela eternidade.
Portanto, convençam o mundo de que a própria medula do prazer não habita no corpo; mas num centro profundo e racional da mente. Que sua razão triunfante atropele o sentido, e que nenhum prazer corporal o encante, mas que seja ajustado e corretamente subordinado à razão. Não inveje “o alho e a cebola do Egito de prazeres desenfreados sensuais”, enquanto você pode alimentar e banquetear-se mais com deleites espirituais e angelicais. (Nota do tradutor: considere-se também que há muito risco de abuso dos prazeres decorrentes dos sentidos, tornando-se assim pecaminosos e contrários à obtenção da verdadeira felicidade que é dependente da comunhão em santidade com Deus.)
"Contudo, eu poderia mostrar-vos uma maneira mais excelente, pois os prazeres da mera razão natural são apenas cascas em comparação com aquelas delícias do evangelho; esses prazeres misteriosos que estão escondidos em Cristo." Em delícias mentais, você só olha a luz de vela, mas nos prazeres do evangelho, você tem o sol do prazer em toda a sua glória!"
Mesmo se fosse concedido que a posse de riquezas, as gratificações do gosto e a indulgência do apetite, pudessem dar felicidade em épocas de saúde e prosperidade; elas inevitavelmente falharão no dia da doença e da adversidade. Se eles fossem satisfatórios por uma temporada; todos eles são frágeis e incertos! Todos os prazeres desta vida são como as flores recolhidas, que não são mais cedo arrancadas do que começam a perder a sua beleza e sua fragrância enquanto olhamos para elas e as cheiramos; e que, por mais alegres e belas que elas apareçam enquanto estavam crescendo, começam a murchar assim que estão em nossas mãos!
O que é isso, que você está olhando e dependendo para a felicidade? A SAÚDE é seu ídolo, e a fonte de sua felicidade? Quão rápido poderemos ser feridos pela doença; e condenados a passar algumas noites e meses na câmara da doença. As riquezas suavizarão o travesseiro da doença? Será que o dinheiro ou as propriedades, encantam as horas sem dormir e animam os longos dias tristes de dor incessante? A lembrança das festas que frequentaram, os prazeres que desfrutaram, mas que não podem mais desfrutar, animam a escuridão da câmara solitária? Oh, o que, naquela longa e sombria época de provação pode vir sobre vocês, e o que os prazeres e posses da terra farão por vocês?
O que é isso, que você está olhando e dependendo para a felicidade? É a RIQUEZA seu ídolo, e a fonte de sua felicidade? Como justamente é chamado na Escritura, "riquezas incertas!" E "riquezas enganosas!" "As riquezas", disse o homem sábio, "farão asas para si e voarão para longe como uma águia para o céu." E não é a mais estranha loucura apostar sua felicidade naquilo que, como um pássaro, pode a qualquer momento voar onde não podemos segui-lo? Que mudanças vimos nas circunstâncias dos homens; o que cai rapidamente da riqueza para a pobreza! Quantos sabemos que, por aquelas vicissitudes que estão sempre acontecendo neste país comercial e nesta idade especuladora, desceram das alturas ensolaradas da prosperidade; para morar o resto de seus dias no sombrio vale da pobreza abaixo! Este pode ser o seu caso. Seu tesouro, como o mercúrio volátil, pode escorregar através de seus dedos quando você acha que o segurará firmemente. O que você vai fazer para o seu conforto, então? Seus amigos, como pássaros do verão, migrarão quando seu inverno vier sobre você! Você não poderá mais ter festas; e quem convida o filho do infortúnio para a deles? Aqueles que uma vez compartilharam suas hospitalidades, o esquecerão na época de sua humilhação, pois sua presença não irá mais beneficiar seu círculo. O que, então, você fará, quando o mundo franzir a testa; e você não tiver mais ninguém para sorrir para você? (Nota do tradutor: Além de tudo isso deve ser considerado que nosso Senhor e o conjunto das Escrituras nos advertem solenemente quanto ao perigo de juntar riquezas neste mundo pelo simples desejo de ser rico, pois isto se coloca geralmente como um grande peso que nos impede de viver para Deus e segundo os seus mandamentos. As riquezas que não são espirituais carregam consigo esta característica de nos levar a nos opormos a Deus. Quão raros são aqueles que conseguem conciliar uma vida de riqueza segundo o mundo com uma vida devotada ao Senhor e ao evangelho! Não é surpreendente pois, que Jesus afirme que é muito difícil para um rico entrar no reino dos céus. É impossível servir a dois senhores antagônicos. Deus e Mamom. Deus aponta para o que é espiritual como prioritário sobre tudo o mais – seu reino e a sua justiça, e Mamom para o que é deste mundo e que via de regra não se sujeita à vontade de Deus. Concluímos portanto, que por mais alegre que alguém tenha sido por ter acumulado riquezas mundanas, pode-se dizer que certamente tal pessoa não alcançou a felicidade verdadeira que procede de Deus, porque a amizade do mundo é inimizade contra Deus, e num estado de inimizade não pode existir felicidade.)
O que é isso, que você está visando e dependendo para a felicidade? PRAZER é o seu ídolo, e a fonte de sua felicidade? Quão rapidamente você pode ser capaz de doença ou mudança de circunstâncias para isso, e ter o copo doce e intoxicante quebrado em seus lábios! Como em breve pode ser o seu lugar se tornar vago no resort da alegria e da moda! E então com que sentimentos melancólicos você vai contrastar as diversões da sala de baile, do concerto ou da festa; com a morada da pobreza ou doença!
O que é isso, que você está visando e dependendo para a felicidade? São os AMIGOS seu ídolo, e a fonte de sua felicidade? Infelizmente! Em que momento o "espoliador" pode entrar no seu paraíso terrestre, e converter essa cena alegre em um deserto, pela morte dos objetos mais próximos de seu afeto! O que! Depender de sua felicidade suprema sobre a frágil continuação de um coração pulsante! A morte entra, não só nas cenas de discórdia e de contenda, mas também nas do amor mais puro e da mais doce harmonia; e, desconsiderando as súplicas do amor conjugal ou parental, retira o objeto no qual, além de todo o universo, você procurou sua felicidade!
Onde, então, você vai encontrar satisfação? O finito falhou; e o Deus infinito não foi procurado! O humano e terreno foi tirado; e o divino e celestial não foi adquirido? A felicidade, então, deve ser encontrada em meio a tais incertezas? Não estamos construindo sobre uma areia movediça, ou lançando nossa tenda sobre as margens de um rio perpetuamente passível de ter inundações?
E se nenhuma mudança acontecer, que misturas de cuidado e vexação corrompem a natureza, e diminuem a quantidade de prazer terreno! Que trabalho é necessário para a AQUISIÇÃO dos prazeres terrenos! Como é que a força está exausta e o espírito cansado na perseguição; até que o perseguidor se sinta cansado e fraco, confessando com um gemido que o objeto mal pode pagar por todo esse gasto de trabalho e tempo! Depois, há a decepção das esperanças elevadas e expectativas exageradas; pois, a fruição não está sempre aquém da expectativa? Todo objeto de esperança terrena parece melhor quando visto a uma grande distância, ou por trás; seu rosto raramente é igual à expectativa quando ele para, se vira e cede à nossa posse.
Então, há o cuidado e vexação sobre RETENÇÃO, e o medo de perder nossos confortos. O cuidado é a sombra da possessão; e quanto maior a substância, mais ampla é a sombra que ela reflete. O medo, em um mundo como este, onde há tantas coisas para perturbar e angustiar, é o associado natural de nossos prazeres, e quanto mais forte nosso afeto, mais profunda é nossa ansiedade; e maior é o medo de perdê-los.
Então, o que é uma ligeira mistura do que é doloroso, repugnante e irritante; vai manchar e estragar a maior abundância e profissão do que é agradável e delicioso! Quão cheia e doce uma xícara será com uma gota de amargor de absinto? Considere quantas coisas devem entrar na composição do prazer terreno; a ausência de uma das quais vai estragar o todo. Calcule o número de ingredientes, companhia, saúde, facilidade de mente, tempo e autoaprovação, necessários para um único dia de prazer! Um homem pode ter riquezas, mas não saúde; ele pode ter ambos, e não ter amigos agradáveis; ele pode ter todos os três, e não uma consciência sensível; e ele pode ter mesmo isso, além do resto; e ainda ter medo do amanhã! Um evento irritante, é suficiente para cancelar todo o nosso deleite. Tal é a estupidez da natureza humana, que se não temos tudo o que queremos; encontramos pouco prazer no que temos. E como somos mais propensos a nos ocupar dos nossos problemas do que dos nossos confortos; quão vão é esperar a felicidade de um mundo onde nossos problemas são tão numerosos, e nosso conforto tão precário! (Nota do tradutor: Como fica à vista de tudo isto que tem sido falado até aqui a malfazeja doutrina da prosperidade material que contaminou a grande maioria das igrejas cristãs nos últimos tempos? Como conciliar a pregação da busca da vitória cristã na mera conquista de bens terrenos, quando o evangelho nos ordena exatamente o oposto disto: que não acumulemos tesouros na terra, mas no céu, e que busquemos as coisas que são do alto e não as que são daqui embaixo? São coisas antagônicas que muitos tentam em vão conciliar por motivos interesseiros e carnais. Quem ama o mundo faz-se inimigo de Deus. Um coração cujos afetos são conquistados meramente pelo que é visível, não pode conhecer o que seja o afeto pelo que seja espiritual, celestial e divino. A fé não se apoia no que é visível, senão no que é invisível, pois sua essência em sendo espiritual, é invisível. É triste e lamentável ver um contingente imenso de crentes enredado por este laço terrível do mundanismo, pensando ser possível conciliar o que é natural com o que é verdadeiramente espiritual.)
Quão logo os prazeres da terra se tornam insípidos, aborrecidos e tediosos; para aquele que os tem em abundância! O prazer se esgota, e o riso termina em uma lágrima. Aquele que é capaz de compreender as delícias do mundo; logo toca o fundo, e acha que é lama! Tempo, repetição e costume, desgastam o prazer; e reflexão produz saciedade, se não desgosto. Dá-se com aqueles que se entregam ao bem mundano, o que sucede com aqueles que fazem os perfumes; eles não gostam deles, como os outros que os compram.
O que farão estes prazeres terrenos no dia da MORTE? Passo por muitas das cenas da vida, ou apenas aludo a elas da maneira geral que já fiz, como a hora da doença e o tempo de uma consciência inquieta; e chamo você para antecipar a última e maior mudança que você terá ao passar pela hora da morte! Oh! Pense nessa cena solene, quando se encontrar além da possibilidade de confundir seu destino e sentir que está nas próprias fronteiras do túmulo, onde verá o mundo a cada momento recuar e a eternidade em rápido avanço! Oh! Sentir a esperança cada dia mais fraca, e a realidade terrível da morte tornando-se cada dia mais certa e mais perto! Ler sua sentença nos olhares solenes de cada rosto, e senti-lo nas sensações indizíveis de seu próprio corpo e mente exaustos!
O que pode sustentá-lo, então, e confortá-lo; se este mundo tem sido seu único objetivo? O que vai brilhar em sua câmara escura e ainda mais escura mente? O que vai acalmar sua perturbação e animar seu espírito? Seus companheiros alegres não apreciam o leito da morte; não é uma cena boa para eles, e eles vão abandoná-lo, ou apenas provar uma espécie de consciência externa lembrando-lhe de seus pecados, como sua própria consciência o fará. As riquezas o confortarão então? Quando não tiver nada a ver com elas, senão transferi-las para outros, e nada ficará delas para ti mesmo, senão a culpa de obtê-las, à custa da negligência da sua alma, e à perda da salvação? Os prazeres sensuais partirão. Honra, posição e fama não impedem uma única dor do corpo, ou silenciam uma sílaba das acusações da consciência, ou dão uma alegre esperança de imortalidade.
Todas as coisas olharão impiedosamente para você, e, como fantasmas de possessões anteriores, deslizarão silenciosa e hostilmente diante de você, não derramando nenhum raio de luz sobre a escuridão que se espalha ao seu redor; nem pronunciarão um sussurro de consolo em resposta a seus pedidos de ajuda.
Como seus pecados se elevarão à sua lembrança naquela cena terrível! A consciência parecerá então estar ocupada em coletá-los completamente; multidões de pecados que você tinha esquecido, a consciência lembrará agora na hora da morte; e os amarrará como uma carga intolerável sobre o seu espírito, com o qual irá para a eternidade. Temível é a morte do mundano! Oh, do que ele parte; e para o que ele vai! Que despedida! Deixar tudo o que amava e admirava; e ir para o seu destino eterno! Não ter adquirido nada, e salvo nada; senão o que ele não pode mais manter! Depois de cruzar as águas escuras da morte, ele será colocado em terra em uma vasta e negra eternidade, nua e destituída, sem nada para aliviá-lo, apoiá-lo ou confortá-lo! Tal é o fim daqueles que passam a vida dizendo "Quem nos mostrará algum bem?"
E quem deve descrever a cena que se segue? É feito por alguém cujo lápis solene foi guiado por uma mão infalível.
"19 Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente.
20 Ao seu portão fora deitado um mendigo, chamado Lázaro, todo coberto de úlceras;
21 o qual desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras.
22 Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado.
23 No hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio.
24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama." (Lucas 16: 19-24)
Esta é uma imagem terrível! Sobre o que? Um infiel? Não! Um homem imoral e despudorado? Não! Um tirano sangrento? Não! Um opressor sem remorsos dos pobres? Não! Esta é uma imagem de um mundano. De um homem que disse: "Quem nos mostrará algum bem?" De um homem cujo pecado era que ele buscava sua felicidade inteiramente de fontes terrenas. Não era intenção de nosso Senhor descrever um homem de riqueza mal adquirida, mas aquele cuja felicidade derivava totalmente de sua riqueza; alguém que não se importava senão com o que viu, e provou, manipulou e sentiu, que tinha o que procurou, e depois, tendo passado seu tempo em uma vida de gratificação terrena em vez de uma vida de fé, foi passar sua eternidade em um estado de banimento daquele Deus cujo favor nunca foi, em sua estimativa, essencial para sua felicidade.
Tal término de seu curso sensual é exatamente o que o mundano poderia e deveria esperar; porque se ele desprezou o favor de Deus, e nem sequer procurou por ele; se ele se fez, ou se esforçou para fazer-se, feliz sem ele; se ele valorizou tudo mais que Deus, e colocou sua riqueza, ou posição, ou fama, ou prazer, acima do amor de Deus; se não se importava com a salvação, e pensava que o céu tinha tão pouca importância, que não valeria a pena a sua perseguição; tem alguma razão para queixar-se de ser negado o que ele nunca pediu, e aquilo para o qual ele não era adequado? Ao banir tal homem do céu Deus fez, senão dar-lhe a sua escolha; mas deixando-o a si mesmo. Termina o curso terreno e começa o eterno, daquele que busca a felicidade nas vaidades terrenas.
Agora, observe o povo de Deus no gozo de suas fontes de felicidade. Consideramos a sua natureza e vimos que ela é a mesma em espécie que a de Adão no Paraíso e dos habitantes do céu, embora, naturalmente, muito menor em grau do que o deles; é o favor de Deus. Eles realmente têm a sua felicidade. Não pense que seu lugar de morada é um deserto estéril, onde não se vê nenhuma flor, e nada de verde cresce; ou um vale sombrio, tão escuro, tão profundo, que exclui cada raio de sol; ou uma região de suspiros e lágrimas, onde nenhum sorriso de prazer existe, nenhuma nota de alegria soa do lábio. Poupe sua piedade! Eles não precisam, mas guardem para vocês mesmos. Eles descobriram as fontes do verdadeiro deleite e, com alegria, exclamam: "Eu o achei, eu o achei, ó Deus, o teu favor é a vida, e a tua benignidade é melhor do que a vida".
A verdadeira religião é bem-aventurança. O homem verdadeiramente piedoso é o verdadeiramente abençoado e feliz. O cristianismo contém o segredo da felicidade. Foi prefigurado pelos profetas como bênção a todas as nações. Ele foi introduzido no mundo pela voz de um anjo como boas notícias de grande alegria para todas as pessoas, e iluminou nossa triste terra na forma do Salvador infantil, como o mensageiro da paz. Seu desenvolvimento pelo ministério de Cristo e os escritos de seus apóstolos; enquanto todos os filósofos da Grécia e de Roma investigavam ignorantemente no que a felicidade consistia e onde se encontrava; revelou sua verdadeira natureza e sua única fonte.
A Bíblia está sempre desafiando a atenção para a bem-aventurança dos filhos de Deus. E os crentes em resposta às suas repetidas injunções a eles: "Alegrai-vos no Senhor" e "regozijai-vos sempre", respondem: "Alegramo-nos em Deus por Jesus Cristo, por quem recebemos a salvação!" Sim, o cristianismo tem um poder tão grande e uma tendência tão óbvia para abençoar que o próprio enquadramento e temperamento de uma mente verdadeiramente cristã é uma alegria habitual prevalecendo sobre todas as ocasiões temporárias de tristeza que possam ocorrer. Nem é uma mera teoria, que não pode ser reduzida à prática; observamos e experimentamos que os verdadeiros cristãos viram no Evangelho causas de alegria que os elevaram acima das suas provações, e lhes permitiram dizer: "Ainda que pesarosos, estamos sempre alegres, e gloriamo-nos em tribulações, também com alegria inefável e cheia de glória." Não só os cristãos têm sido consolados em suas aflições, mas também em seus leitos de morte, como veremos agora, e os mártires cantaram em suas masmorras e em chamas, pelo poder da fé em Cristo. (Nota do tradutor: Este é o ponto. Aqui reside a verdadeira e real felicidade. Ela está pontuada por tristezas, mas estas não tornam o crente infeliz. Há alegria em meio a aflições. Nisto consiste a verdadeira felicidade, pois não há quem possa se eximir de tristezas e aflições. Por mais que os poderosos, os ricos, os que são alegres segundo o mundo se esforçassem, eles não poderiam encontrar esta felicidade calma e triunfante cheia de glória em meio às suas perturbações, contrariedades e aflições. É somente pela graça de Deus que se pode obter tal felicidade. Mas o melhor e maior de tudo é que o crente amadurecido na fé e que tem discernido esta verdade, sabe que não é no propósito de ser feliz que acha a felicidade, mas em fazer Deus feliz através de seu comportamento obediente à Sua vontade.)
Em uma página anterior eu representei a felicidade do povo de Deus como resultante do favor Divino, e eu vou agora apresentar em detalhes, os vários BENEFÍCIOS que são os frutos deste favor.
1. Como um dos frutos deste amor, todos os pecados de um cristão são perdoados, e ele mesmo é recebido no número dos justificados. "Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo". Bendito estado, o de ser libertado da condenação da lei e da ira de Deus, para estar justificado diante dele, e olhando através de Cristo, para ver um sorriso em seu rosto, e ouvir a sua voz proclamando: "Vá em paz, a sua fé lhe salvou, e seus pecados estão todos perdoados!" Quão inefavelmente agradável é se aproximar do Deus Infinito e Santo, com a consciência de que agora nenhum aguilhão está na sua mão, nenhum terror lhe cobre a face, mas que seu amor paternal irradia-se em cada olhar! Quem dirá, ou quem pode duvidar, da felicidade de viver sob o sol sem nuvens do amor perdoador de Deus?
2. Conectado a isso, ou em uma visão idêntica a ele, é a bem-aventurança de ser considerado e amado como um filho de Deus. "Eis qual é o amor que o Pai nos concedeu, que fôssemos chamados filhos de Deus!" Um filho de Deus! Que ideia! Quanto de dignidade e felicidade deve atribuir a tal relacionamento! Estar ligado ao infinito e eterno Pai do universo, pela escolha de sua própria misericórdia, como seu filho; e como seu filho ser considerado, possuído, tratado e amado! Misteriosa condescendência! Graça maravilhosa! Honra incomparável! No entanto, esta é a felicidade de todo verdadeiro cristão; e para completar a distinção, ele é abençoado com o espírito de adoção. Assim diz o apóstolo: "Não recebemos o espírito de escravidão para temer, mas recebemos o espírito de adoção, pelo qual clamamos Abba, Pai!" E nesse espírito infantil temos a evidência de nossa relação filial, pois é acrescentado: "O próprio Espírito testemunha com nosso espírito que somos filhos de Deus". Considerar Deus como nosso Pai amoroso, olhar para ele, vir até ele, sentir-se como ele! Não é essa a felicidade?
3. Outro fruto do amor de Deus para conosco é o exercício de nosso amor a ele. "Nós o amamos, porque ele nos amou primeiro." O cristão que acredita no amor que Deus tem para com ele, não pode deixar de amá-lo em troca. O exercício do amor sobre qualquer objeto que o julgamento julgue digno dele é um estado de espírito prazeroso, e o prazer deve necessariamente aumentar com a dignidade do objeto e a intensidade do afeto. Pense então, da felicidade de amar a Deus em sua infinidade! Pense no estado desse coração que sai em suprema consideração a um ser de infinita perfeição, daquela alma que contempla suas glórias inigualáveis e se eleva em uma chama de afeição pura e forte a ele.
"Quero", disse a bela e realizada filha do célebre Cuvier, "um objeto infinito do amor". E assim todos nós; e como o coração nunca pode ser satisfeito sem ser amado por um ser infinito, tampouco pode ser satisfeito sem amar um ser infinito. Esta é a felicidade de um cristão, ter um objeto acima de qualquer coisa terrena, que não tenha defeito, nem culpa; que é ilimitado e eterno; em que, como em uma altura sem medida ou uma profundidade insondável, pode voar ou descansar sem ser confinado ou restringido.
4. O amor de Deus fez provisão para a nossa santificação. Sim, isso é "a vontade de Deus", e também o seu amor "a nossa santificação". Seu amor não poderia nos deixar em nossos pecados. Nossos pecados são nossos inimigos, eles nos roubam a nossa paz e nos enchem de miséria. A bondade de Deus concedeu não somente o ser, mas a pureza sobre Adão em sua criação. Sua santidade era sua felicidade. A imagem de Deus não era menos essencial do que seu favor, para a felicidade de Adão. O Paraíso não teria sido um Paraíso sem santidade, e não era assim quando a santidade foi perdida pela queda. É o pecado que trouxe a miséria ao mundo, e enquanto o pecado reina no coração humano deve ser o assento da miséria. Esta é a causa da inquietação e miséria da raça humana; eles culpam suas circunstâncias, e rastreiam até elas as causas de seu mal-estar; mas essas causas existem em si mesmas. Tome um corpo quebrado e coloque-o sobre uma cama macia, e ele fica tão inquieto como sobre uma cama de madeira ou pedra, pois a causa da dor está nele próprio. Assim é com a alma. Ainda que um homem esteja em saúde, é inquieto e descontente; e, em meio à maior abundância, está quase tão insatisfeito quanto o pobre homem em sua cama. E por que? Porque seu coração está sob o poder do pecado!
Até que a alma seja renovada e santificada, as paixões subjugadas, os apetites controlados, as corrupções da natureza caída mortificadas, o temperamento regulado e os pecados assediadores abandonados; não pode haver paz para a mente. Ora, o amor de Deus providenciou isso no plano da redenção. A fé em Cristo opera pelo amor, purifica o coração e vence o mundo. Ela opera uma mudança inteira de mente, coração e conduta. Despoja as obras da carne e produz os frutos do Espírito. Não torna o homem perfeito, mas o torna santo. Ela corta as ações pecaminosas, expulsa os gostos pecaminosos e elimina sentimentos pecaminosos. Ela quebra os grilhões do pecado, e dá a liberdade de verdadeira santidade; e isso é felicidade!
5. A Palavra de Deus assegura ao crente que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu propósito". Que garantia! Quão tranquilizante, em meio a todas as provações, calamidades, perdas e ansiedades da vida; saber que o amor infinito está empregando a onisciência e a onipotência para tornar o bem e o mal misturados, dos quais a nossa história se compõe para produzir benefício para nós. Tenha certeza de que cada lágrima deve terminar em um sorriso; cada gemido em uma canção; cada perda em um ganho; e que todas as nossas dores são, em última análise, para aumentar os nossos prazeres! Isto é colher uvas de espinheiros, e figos de cardos. E esta é a felicidade daqueles que vivem pela fé, em vez do sentido.
6. O cristão que busca a sua felicidade em Deus, encontra prazer nos vários exercícios de devoção. O que para os outros é um mero dever, relutantemente executado, felizmente terminado ou posto de lado; é para ele um privilégio. O que para os outros é uma penitência, rigorosa e indesejável, levada ainda para o clamor ou para evitar as picadas de uma consciência inquieta; é para ele a indulgência de seu gosto, o impulso de afeto, o gozo de uma bênção. A oração é a oferenda de um coração que se sente honrado e feliz em falar a Deus; o espírito de adoção em um filho clamando “Aba Pai”, e amando para aliviar seus cuidados, para aliviar sua tristeza, para expressar sua afeição e suas necessidades derramando sua alma ao Deus de amor. Oh, que felicidade há na oração para aquele que a apresenta com fé, fervor e espírito de adoção. Suas palavras que fluem de seus lábios, vêm sobre as preocupações tormentosas e tristezas do espírito perturbado, como a voz de Jesus aos ventos e ondas do mar de Tiberíades, dizendo: "Paz, fique quieto!" Levanta a alma a meio caminho entre a terra conquistada e o céu aberto; levanta-a acima dos fragmentos das cisternas quebradas e do seu conteúdo derramado, e a coloca na fonte das águas vivas, abrindo o coração para receber a plenitude de Deus e trazendo a plenitude de Deus para o coração aberto.
Quão precioso para o cristão são os pensamentos de Deus expressos nas palavras de Deus nas Escrituras; e quão agradável é a leitura delas! Ao ler este Livro Divino, ele exclama:
"7 A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos simples.
8 Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos.
9 O temor do Senhor é limpo, e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e inteiramente justos.
10 Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o que goteja dos favos.
11 Também por eles o teu servo é advertido; e em os guardar há grande recompensa." (Salmo 19.7-11).
Tudo o que está relacionado com a Bíblia é caro ao seu coração, e suas partes contêm tantas fontes de puro prazer, sejam suas verdades sublimes, seus convites graciosos, suas promessas preciosas, suas perspectivas ilimitadas, seus preceitos santos ou suas profecias. Uma única passagem, por vezes, mora em sua mente por horas, e alegra sua alma como com maná do céu. A descoberta de um novo significado em alguma promessa, preceito ou previsão, não visto antes, é como a alegria do botânico ou geólogo em descobrir um novo espécime em sua ciência favorita. Alguma palavra abençoada está sempre chegando com poder fresco e doce para sua mente ansiosa ou perturbada, provando sua adaptação a todas as cenas variadas e mutáveis da vida.
E então, há o repouso sagrado e solene do descanso sabático, daquele dia sagrado que o mundano dedica às delícias sensuais! Quão calmo, quão sereno, quão suave o hino de louvor, a comunhão dos santos, o desdobramento e aplicação da Palavra, a lembrança do Crucificado e a antecipação do Salvador glorificado no santuário de Deus! Não há felicidade nisso?
Todos esses exercícios não são apenas deveres, mas privilégios para os verdadeiros cristãos, para todos os que, como filhos de Deus, têm uma liberdade abençoada em seus caminhos. Eles não são atraídos para as coisas celestiais pelos terrores da lei, ou arrastados para elas pelas cadeias da morte e do inferno. Seus deveres não são extorquidos deles pela pressão de um espírito de escravidão; nem são os movimentos convulsivos de uma alma morta e carnal; mas as atividades espontâneas, inteligentes e prazerosas de uma alma viva, em que uma vitalidade santa foi infundida pelo espírito de vida em Cristo Jesus. A lei está em seus corações; sim, o próprio legislador divino habita ali; a beleza do comando os atrai; a retidão da autoridade os convence; o amor de Cristo os constrange; a delicadeza do serviço os envolve; as grandes recompensas no céu os energiza; o Espírito Santo inspira obediência neles; a santidade torna-se tão natural e agradável quanto para os olhos verem, para o ouvido ouvir, e para o paladar provar!
"Caminham, correm, voam sobre os caminhos puros para a felicidade eterna, não mais estão fechados nos estreitos do pecado, nem suas faculdades confinadas nas estreitas dimensões da terra; mas caminham para o exterior na liberdade de um povo emancipado pelo Espírito em meio à amplitude das realidades divinas, celestiais e eternas: os seus corações não descansam em coisas finitas, mas vão para o infinito, cujos pensamentos estão sobre o primeiro bem, sobre o fim último, e sua liberdade está unida à sua grandeza. Seu movimento é para o verdadeiro centro, e esta é uma postura correta, nobre, real de alma para com Deus, em quem toda a nossa felicidade se encontra."
7. Então contemple o povo de Deus na esperança crente e esperançosa de vida eterna. "Alegrai-vos na esperança da glória de Deus". Que objeto, que esperança e que alegria! Glória infinita e eterna, despertando uma esperança segura e dando origem a uma felicidade exuberante. Para eles o céu não é uma mera palavra, um termo para algum lugar que eles não conhecem, e de alguma felicidade que eles não conhecem. Eles sabem o seu significado como importando a chegada da alma na presença de Deus, onde há plenitude de alegria, e no seu lugar à sua mão direita, onde há prazeres para sempre; onde verá Cristo como Ele é, e será como Ele; onde será perfeitamente santo! E, à luz do perfeito conhecimento, o brilho do amor perfeito, a pureza da virtude perfeita e a comunhão com os santos e anjos; serão felizes sem imperfeição, interrupção ou fim! Tal é o céu que o crente espera e que brilha no seu caminho terreno saltando da página da Escritura, como um firmamento incandescente acima da sua cabeça, e que o segue com seus raios em todos os lugares, iluminando as mais sombrias e douradas cenas mais terríveis através das quais ele possa ter que passar.
Bem-aventurado homem! Se ele mora em um paraíso terrestre ou em um deserto; quer goze de saúde, quer sofra a languidez da doença; carrega consigo uma esperança cheia de imortalidade. Se tudo estiver escuro abaixo, o brilho vem de cima. Se a Terra é um vasto deserto, onde não se pode ver nenhum lugar verdejante em todo o futuro, no entanto, à distância se vê "as montanhas deliciosas", as colinas eternas, sobre as quais as almas dos abençoados devem descansar e respirar o ar da imortalidade! E ele está se movendo em direção a eles; cada passo o aproxima; e ele logo estará lá! A esperança, com ele, não é uma mera expectativa vaga, frouxa e flutuante; mas uma antecipação firme, bem fundamentada e resolvida. Ele pode dizer: "Pois sabemos que se a casa terrestre deste tabernáculo fosse dissolvida, teríamos um edifício de Deus, uma casa não feita por mãos, eterna nos céus."
Ele tem muito, talvez, na terra, e se ele morrer, ele deve perder tudo; mas ainda morrer é ganho; pois se ele vai deixar muito; ele vai ganhar infinitamente mais! Por outro lado, se ele tem pouco, exceto tristeza, o momento de sua morte é o término de sua dor, e o começo de sua eterna e ininterrupta felicidade! Não é essa a felicidade?
Tal é, então, a natureza, e tais são as fontes da felicidade de um cristão; e pode ser mencionado como uma de suas mais fortes recomendações, que é independente das circunstâncias externas, não requer riqueza, nem fama; nem saúde nem companhia, para seu gozo. Quando, pelas vicissitudes da vida, o filho de Deus é privado de sua propriedade e é chamado a descer das elevadas alturas da prosperidade para o escuro e humilde vale da pobreza, sua fé e todos os seus frutos e privilégios abençoados descem com Ele, para irradiar a escuridão, e lançar um aspecto alegre sobre a cena de desolação. "Nem tudo está perdido", ele exclama, enquanto ele olha para o céu e para a eternidade; "eu ainda sou rico em bênçãos espirituais e esperanças imortais. Estou cercado por destroços e fragmentos de cisternas quebradas, mas há a fonte ainda cheia e fluindo ... A minha mais nobre fortuna está intocada, pois é Deus ... Pareço regozijar-me mais do que nunca em Cristo, agora que não tenho nada em que me regozijar, e os objetos da Divina e imortal glória aparecem mais brilhantes, como estrelas do céu à noite, pela escuridão que me rodeia, e do meio da qual eu os vejo.”
Mas, além da perda de propriedade, os cristãos, como outros, estão expostos aos ataques de doenças. "Noites cansativas, e meses de vaidade, são nomeados para eles." Mas sua religião os segue para a enfermaria, e é sua enfermeira, seu companheiro e seu consolador, dando paciência no dia, e cânticos à noite. Quão suaves são as suas consolações, quão agradáveis são as suas reflexões, quão brilhantes são as suas antecipações! Ela fala aos sofredores das fontes de suas tristezas, e diz-lhes que todos procedem de seu Pai nos céus; recorda-lhes a Sua sabedoria infalível, Seu amor infinito, Sua fidelidade infalível, Sua presença graciosa na cena de aflição, Seu desígnio misericordioso em todo castigo de Sua mão e o resultado feliz em que Ele fará com que tudo termine. Eles podem ter confinamento, porque Deus está com eles. Suas horas não são pesadas e irritantes pela lembrança das cenas alegres de que são cortados, e as diversões a que não têm mais acesso. Seu entretenimento veio com eles; eles trouxeram consigo o cálice do seu prazer, e podem bebê-lo em meio à languidez da doença, como um consolo refrescante, ou como um elixir estimulante.
Nem é o vale escuro da sombra da morte, uma terra de esterilidade e seca, uma cena de melancolia, um lugar impermeável a cada raio de verdadeira felicidade. O cristão pode ver os feixes das luzes de seu conforto terreno saírem um após o outro sem o medo de ser deixado em noite tenebrosa. De um modo geral, ele é mais que submisso, composto e tranquilo em meio a essa cena solene. Nenhum sotaque é mais comum, nos lábios de um crente morrendo, do que "Feliz, feliz!" Sim, feliz mesmo assim. Sua fé em Cristo, e esperança do céu, parecem então expor todo seu poder. Eles veem o último inimigo avançar, passo a passo, perdendo algo de seus terrores em cada passo de sua aproximação, até que, enquanto ele está diante deles, erguendo seu dardo, e se preparando para atacar, eles olham para ele com um sorriso e exclamam: “Ó morte, onde está a tua dor? Ó sepultura, onde está a tua vitória? Embora eu caia eu me levantarei e serei mais que vencedor, por aquele que me amou. Graças a Deus, que nos dá a vitória, por nosso Senhor Jesus Cristo!"
Deus parece de uma maneira muito notável abençoar e confortar seus filhos moribundos. Muitos que caminharam em peregrinação em meio a um certo grau de dúvidas e temores sobre sua segurança, perderam tudo e passaram pela passagem sombria cantando com arrebatamento a canção de segurança: "Eu sei em quem tenho crido e estou convencido que ele pode guardar o que lhe tenho confiado até aquele dia." Tal foi a plenitude da graça derramada em suas almas, e tal a luz da glória que irradiou sobre eles do céu, que mães afeiçoadas têm sido dispostas a deixar seus filhos, e maridos afetuosos suas esposas, para partir e estar com Cristo.
Mas, não quero dizer ou insinuar que mesmo o povo de Deus é perfeitamente feliz neste mundo. Pois isso é impossível! Sujeitos a todos os males da vida em comum com os outros e às imperfeições de uma natureza, senão parcialmente santificada, eles podem ter adquirido apenas o conhecimento do que é felicidade, com o simples começo de seu gozo. Mas mesmo este é um privilégio abençoado. É uma vantagem indizível ter nossos erros retificados, e possuir a verdade em um ponto tão importante. É uma questão de agradecimento ser tirado da busca de sombras e ser introduzido no caminho que leva à substância e à realidade. Se eles têm apenas as sementes de felicidade semeadas neles, isso é uma misericórdia. A este respeito, eles são favorecidos; porque a luz é semeada para os justos, e a alegria para os retos de coração. E apesar de que muitas vezes aparecem, senão os torrões da terra; arados, angustiados e quebrados pela aflição; contudo, haverá neles a bênção da semente que certamente brotará para a imortalidade e a vida eterna; como todas as belezas de uma flor que repousam em uma pequena semente.
Mas, os filhos de Deus têm mais do que a semente da felicidade celestial sobre a terra; eles têm seus primeiros frutos. Nas alegrias da fé e da santidade, consolações e graças do Espírito Santo, eles têm a garantia da felicidade celestial. Eles sabem o tipo de felicidade que os espera, embora eles também estejam em uma perda de saber a medida completa dela, como uma criança de um ano ou dois de idade pode saber o tipo de vida que deverá viver na terra, e a medida plena de existência física, intelectual, moral e social que deve desfrutar na maturidade. Isso é o céu; o perfeito conhecimento de Deus, o perfeito gozo de seu favor, o perfeito amor de suas infinitas excelências, perfeita obediência a seus mandamentos, perfeita conformidade com sua imagem; tudo isso por uma alma refinada em seus gostos, ampliada em sua capacidade e imortal em sua duração! E não há nada de tudo isso que o filho de Deus não comece a receber na terra. Que outras fontes de prazer serão abertas aos abençoados no céu, não é para nós agora conhecermos, ou mesmo conjecturar, sem dúvida há algumas que é impossível para nós compreendermos; mas a fonte do deleite será Deus, e sua essência o gozo de seu amor. Ele é a primeira verdade; o bem principal; para além do qual nada mais alto ainda é para ser conhecido, nada mais rico para ser apreciado!
E agora, leitor, posso perguntar a qual dessas duas classes você pertence? Você está entre os "muitos" que dizem: "Quem nos mostrará algum bem?" Ou entre os poucos que oram: "Senhor, levanta a luz do teu rosto sobre nós?" Você está procurando a felicidade nas coisas terrenas; ou nas celestiais? Para um ou outro você deve pertencer. Não há terra neutra, nem ponto intermediário, entre coisas vistas e temporais, e coisas invisíveis e eternas. O que é que você cobiça, conta com, almeja, para a felicidade? É o favor de Deus; ou do mundo? De que maneira o seu coração se transforma e para o que ele aponta? Você deve saber; você sabe!
Talvez alguns estejam tentando unir ambos, e estão buscando tirar felicidade do mundo e da religião também. É uma tentativa vã, um esforço impraticável. Lembre-se, a questão é se podemos dar nossos corações a Deus e ao mundo. Estou falando agora da suprema felicidade; e, como não pode haver dois objetos supremos, a questão é; o que é supremo: Deus ou o mundo? Aquele que ama qualquer coisa, ou cobiça qualquer coisa, mais do que o amor de Deus para com ele, não pode ser um cristão. E é perfeitamente claro que, embora a todo cristão real não haja nada que possa ser amado e desfrutado mais do que Deus; então há muitas coisas que não podem ser amadas e seguidas de modo algum. Elas são de uma natureza tão oposta, que se tornam insípidas e até nauseabundas para a alma que se deleita em Deus. Aquele que é levado a buscar a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna, que crê e se alegra em Cristo, que ama comungar com o Pai Celestial, que tem o hábito de gozar do favor do Altíssimo, que está à procura da esperança abençoada e gloriosa aparição de nosso Senhor Jesus Cristo, que está conversando diariamente com assuntos revelados na Bíblia e os torna objeto de meditação e oração; não pode realmente ser suposto ter qualquer gosto pelas folias da moda e diversões alegres da vida!
Apreciar o amor de Deus pela manhã, e o teatro, o baile ou a festa à noite; ou, na mesma noite, ir de uma meditação piedosa e deleitosa sobre a Escritura, para desfrutar de um jogo de cartas, uma dança ou uma festa da moda; são gostos tão diferentes que não podem coexistir na mesma mente! Assim tampouco um amor supremo à riqueza, ou um prazer supremo em casa, ou amigos, ou ciência, ou literatura; se ajusta com um supremo amor a Deus. Se há alguma coisa que preferimos ao favor de Deus, não importa o que seja, não podemos ser seus filhos! Todas as tentativas, portanto, de conciliar o amor de Deus e o amor do mundo são inúteis e fúteis! "Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas é do mundo." Assim diz a Palavra de Deus. E o próprio Cristo declarou que não podemos servir a Deus e a Mamom. Você deve, portanto, fazer sua escolha.
Talvez você esteja pronto para dizer que você não vê que os cristãos são mais felizes do que outros; e que muitos deles parecem muito menos felizes que eles. Há alguma verdade na observação, mas admite uma resposta satisfatória. Muitos que se chamam cristãos não são assim na realidade. Provavelmente não são hipócritas, mas simples formalistas autoenganados. Eles nunca realmente acreditaram em Cristo, nem experimentaram aquela grande mudança espiritual, que é chamada de ser "nascido de novo", e sem a qual não há amor verdadeiro a Deus, nem prazer em Seu favor. Sua profissão religiosa separou-os da sociedade mundana e das diversões mundanas, sem introduzi-los nas felicidades da própria religião. Eles são como a esposa de Ló, aparentemente fugindo de Sodoma, mas ainda deixando seu coração lá.
Outros podem ser verdadeiros cristãos, mas ainda são apenas parcialmente instruídos na extensão e riqueza de seus privilégios; é a infância de seu conhecimento, e eles não compreendem plenamente as bênçãos e privilégios de um crente no Evangelho; que resultam em alegria indizível. Ou, talvez, alguns que talvez saibam que são de um temperamento sombrio e nervoso, constitucionalmente propensos à melancolia, e que nada terreno ou celestial pode fazer tão alegre como alguns outros. E então, ainda, sua ideia de felicidade pode estar incorreta. Você pode confundi-la com riso, alegria, leviandade, frivolidade ou diversão; e supor, que por não ver estas coisas no povo de Deus, eles devem ser infelizes. Seu prazer, entretanto, é sério, profundo, interior. É paz, contentamento, satisfação. É a "quietude" do prazer; não a "agitação". É o repouso, a tranquilidade e serenidade de um coração que tem encontrado descanso de suas perseguições cansadas e frequentes decepções. É a santidade da felicidade, a felicidade da santidade; solene, mas não sombria; séria, mas não triste. E, por outro lado, alegre, mas não superficial; animada, mas não insignificante. Em suma, é o começo da bem-aventurança do céu, profunda, devota, santa; que o mundano pode entender tão pouco quanto da fonte de onde flui.
Além de minhas próprias observações, introduzo as de um escritor justamente celebrado:
"É verdade que os cristãos não são felizes segundo a maneira como o mundano mede a felicidade; não são felizes, se os verdadeiros sinais da felicidade são um espírito volátil, um brilho contínuo de alegria, uma dissipação do tempo e da mente entre as ninharias, um temor de reflexão e de solidão, uma busca ávida de divertimentos, em suma, uma irreflexão predominante, cujas principais tendências são para o estudo de questões de aparência e moda, o servil cuidado de imitar os hábitos e noções da moda.
Deve-se confessar que os cristãos têm pensamentos demasiado sérios, a sensação de um interesse demasiado pesado, uma consciência demasiado solícita, e propósitos demasiado elevados, para lhes permitir qualquer rivalidade com os devotos de tal felicidade frágil. Certamente eles têm uma dignidade em sua vocação que nega-lhes o prazer de ser frívolo, mas você verá cristãos muitas vezes alegres, e às vezes animados. E sua animação é de um tom mais profundo do que o das suas criaturas esportivas, podem ter. É a ação e o fogo das paixões maiores, dirigidas a objetos maiores. Suas emoções são mais internas e cordiais; elas podem ser afetuosas e permanecer dentro do coração, com um brilho prolongado, profundo e vital. Você pensou que esses discípulos da verdadeira religião devem renunciar ao amor ao prazer? Olhe então para sua política em protegê-lo. A pior maneira de alcançar o prazer é viver expressamente para ele; os cristãos vivem principalmente pelo dever, e o prazer vem como uma certa consequência. Há também, na felicidade da verdadeira religião, o que pode ser chamado de princípio de acumulação; o prazer não desaparece no gozo, mas, enquanto passa como um sentimento, permanece um reflexo, e cresce em uma reserva de consciência deleitosa, que a mente mantém como uma possessão, deixada pelo que foi possuído. Ter tido tal prazer é prazer; e é assim ainda mais, mais do que é passado. Considerando que as delícias dos filhos da loucura quando passadas são completamente idas, deixando nada para se entrar em um senso calmo e habitual de ser feliz. Seu prazer é uma chama que consome inteiramente o material sobre o qual é iluminado." (Foster)
É possível que você também tenha sido levado a formar noções incorretas sobre a felicidade da religião verdadeira, pelas representações um tanto injustas e até mesmo imprecisas dadas por alguns escritores e pregadores. Em seu benevolente ardor pela salvação das almas e sua profunda convicção da necessidade da religião para este propósito, eles têm desenhado um quadro de verdadeira piedade em que eles têm suprimido todos os tons mais escuros; as características mais austeras da piedade pessoal; e deram uma representação iluminada quase toda com imagens deleitáveis. Eles mostraram o caminho da graça e o caminho da paz; mas não o morro da dificuldade, e o abismo do abatimento. Eles mostraram o céu brilhante e o florido caminho verdejante; mas não a tempestade e a estrada acidentada. Eles mostraram o grito e o louro da vitória; mas não o cabo da guerra. Eles mostraram a coroa brilhante; mas não a pesada cruz. O cristão é representado mais como no Paraíso; do que perseguindo um caminho esperançoso, embora frequentemente cansativo, para suas felizes coroas.
Mas, a verdadeira religião tem suas dores, bem como seus prazeres, só porque vem do céu para manter um conflito mortal na alma com princípios e disposições que são rebeldes contra o céu e destrutivos para a própria alma. Ela se acende no caminho do homem na capacidade de um espírito guardião, para assumir a seu cargo um ser pervertido, pecador, tentado, que deve ser humilhado e recuperado, e lhe ensinar muitas lições mortificantes, sendo disciplinado através de uma série de muitas correções, contido e incitado; e assim conduzido em diante, avançando na preparação para a felicidade de outro mundo. Esse agente, tendo esse sujeito responsável, tendo que treinar o filho rebelde da terra para as felicidades puras do céu, "deve ser o infligidor de muitas dores durante o progresso de sua cura benéfica". Isso é suficiente para explicar esse aspecto sério e ocasionalmente sombrio sob o qual a piedade se apresenta mesmo naqueles que são seus verdadeiros súditos. E o que tudo isto prova e ensina? Não que os caminhos da sabedoria não tenham prazer, e os seus caminhos não tenham paz; mas que o prazer não é tão puro, nem a paz tão sem moléstias, como alguns de seus amigos iníquos representariam.
Destes, e são muitos, que no meio da riqueza, da moda e do prazer, estão prontos às vezes a imaginar que de nada precisam, ou pouco, para completar a sua felicidade, eu pergunto; não há momentos em que você mesmo ouve o eco da palavra "vaidade!" Que vem de tantos quartos ao seu redor? Quando o seu espírito suspira por algo maior e melhor do que tudo o que possui? Não há sazonalidade de saciedade, languidez, desapontamento e tédio, quando se faz sentir que a alma do homem não pode ficar satisfeita com as coisas vistas e temporais? Nenhuma comunhão à meia-noite com seu próprio coração, quando a máscara pintada cai da face do mundo, e está diante de você um feio impostor? Seja admoestado, então, a voltar-se para a fonte de todo o bem. Procure o favor de Deus, através de Cristo. Beba o fluxo de cristal em que anjos e espíritos aperfeiçoados sorvem grandes goles de felicidade. Participe das felicidades da imortalidade. Olhe para o céu. Comece a eterna carreira de uma alma passando de alegria em alegria na presença e favor de Deus.
Mas há outros que, sentados em meio ao naufrágio de suas posses, com as muitas memórias de sua felicidade partida, as cenas de desilusões e os maus presságios do futuro, exclamam com um suspiro: "Estes me contam de prazeres passados, e aqueles de muitas vezes, e tão amargamente zombado pelas "sombras do gozo", que abandonei a perseguição, e sob a mão férrea da necessidade me empenho, como último recurso de desespero, em me esforçar para reconciliar-me com a miséria e extrair uma única gota de conforto, a única que posso esperar, pela consideração de que a felicidade é, em meu caso, uma impossibilidade."
Pare, antes de chegar a tal conclusão, e pese bem o que eu agora endereço a você. Você nunca ouviu falar de alguém que veio ao nosso mundo "para amarrar o coração partido e para consolar todos os que choram?" Aquele que, estando no meio dos filhos pecaminosos e tristes do homem, disse, em acentos de ternura: "Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Vinde a mim, todos os que estais cansados e carregados, e eu vos aliviarei." Quão suave é essa linguagem! Que música para o espírito perturbado! É a linguagem de Jesus Cristo, o Filho de Deus, falando como o Salvador do homem; e convidando todos os filhos e filhas da aflição, para a fonte da felicidade que é aberta no evangelho de sua salvação! Milhares atraídos pelo som e conduzidos apenas pelos anseios instintivos de gozo que todo coração sente, mas que neles haviam sido muitas vezes decepcionados; vieram ao Evangelho como uma experiência última e desamparada, quando todos os outros recursos falharam. E oh, que descoberta inesperada eles fizeram!
Aqueles que não tinham encontrado lugar de descanso no mundo e que haviam perambulado através dele em busca de algum objeto, mesmo insignificante, que pudesse interessá-los, e por um momento, pelo menos, remover a sensação de que a languidez desesperada que estavam mortos em seus corações; encontraram agora um objeto que seus mais amplos desejos não podem captar; nem mesmo a comunhão filial com Deus aqui, e o pleno gozo dele através da gloriosa eternidade no próprio limiar do qual estão agora! Aqueles que se sentiram demasiado fracos para resistir às tempestades e durezas da vida, aprenderam a apoiar-se com confiança na Onipotência; e os que não viam nada em suas circunstâncias atuais ou suas perspectivas futuras, senão uma interminável terra de desgraças, em que mesmo o túmulo tinha perdido seus terrores, em comparação com o caminho desolado que percorriam; de repente se viram cercados com as provisões do amor infinito e completo de Deus!
E o que causou a maravilhosa mudança? O que os salvou do desespero e os elevou à plena certeza da esperança? O que produziu uma transição tão grande e tão súbita, e que lhes deu beleza no lugar de cinzas, óleo de alegria para o pranto e roupa de louvor para o espírito angustiado? O que? Marque bem a resposta! Fé! Eles creram no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Existe o grande segredo da felicidade humana. Está tudo embrulhado naquele monossílabo comum, mas transcendente: Fé! Como nosso Senhor disse ao pai agonizante que lhe trouxe seu filho possuído de demônios para ser curado, "apenas creia!" Então eu digo ao homem que busca a felicidade: "Apenas creia!" Esse passo transporta a alma, das regiões de tristeza sem esperança, para a terra da paz e da alegria. Nada fica entre o coração triste e a bem-aventurança imediata, senão a incredulidade; que a fé veio em seu lugar; e a felicidade começa.
O Evangelho é o grande remédio universal; o consolador do homem pecador e triste. Mas o que é o Evangelho? As boas-novas anunciadas em passagens como as seguintes: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". "É uma palavra fiel, e digna de toda aceitação, que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores". Tal é o Evangelho; o anúncio de que Deus ama nossa raça culpada, deu seu Filho para sua salvação, e perdoará, santificará e eternamente salvará todos os que creem nestes fatos, e com um coração penitente descansam sobre Cristo para a salvação. A crença real nisso, que é fé, não pode deixar de dar paz à consciência e alegria ao coração. Pode um homem realmente acreditar que Deus o ama, que o Eterno é favoravelmente disposto para com ele, que todos os seus pecados são perdoados, e o céu assegurado a ele, e não ser grato e feliz?
Esta é a fé que somos chamados a ter, e a exercer. É verdade agora que Deus ama nossa raça, que Cristo morreu por nós, e a salvação com todas as suas infinitas e eternas bênçãos é oferecida; e, portanto, somos convidados sem demora a acreditar e entrar no favor de Deus, na bem-aventurança de seus filhos e na esperança da vida eterna. É em Cristo que devemos regozijar-nos, assim como crer, e, portanto, somos chamados a regozijar-nos imediatamente, porque ele é tudo, e sua salvação é tudo. Nenhuma espera longa ou obras piedosas podem lhe servir para a fé; ao contrário, a fé é a fonte e o princípio de todas as boas obras. Não podemos fazer nada de bom até que acreditemos.
É esta maravilhosa e bela simplicidade do método evangélico de salvação, que impede multidões de entendê-lo; eles estão procurando por alguma coisa grande que eles pensam que devem fazer para conciliar Deus, fazendo expiação pelos seus pecados passados; esquecendo-se de que a expiação foi feita pelo Senhor Jesus Cristo, e que a única coisa que lhes é exigida, para participar de seus efeitos, é crer nesse fato e levar ao seu seio a paz que está calculada para dar. É um erro supor que Deus não está disposto a salvar o pecador; é o pecador que não quer ser salvo por Deus. "Como eu vivo, diz o Senhor, não tenho prazer na morte dos ímpios." "Deus é amor", e está esperando e disposto a conferir todos os benefícios de Sua infinita benevolência àqueles que realmente creem em Sua misericórdia, e em um espírito de fé confiante descansar na Sua promessa.
A fé salvadora tem uma grande influência sobre todos os sentimentos, ações e caráter. Embora não haja mérito na fé; há poder maravilhoso nela! A fé é a entrada da felicidade e da santidade para a alma. Acreditar que o Deus eterno é reconciliado conosco, perdoa todos os nossos pecados, nos recebe à Sua graça especial, nos dá um título para a vida eterna, deve necessariamente ser uma fonte de deleite inefável e a causa de uma mudança inteira em todos nossos gostos, aspirações, e caráter!
Se houvesse uma criatura a favor de quem dependesse nossa vida, liberdade ou fortuna, a quem tínhamos feito nosso inimigo e em cuja ira tivéssemos incorrido, naturalmente o temeríamos como sendo oposto a nós. Mas se uma mensagem gentil foi enviada por ele, assegurando-nos de sua disposição favorável, que ele ainda era nosso amigo, e esperando, depois de reconhecermos nossa culpa, para deixar de lado o seu desagrado, e para nos conceder inestimáveis benefícios; a nossa crença na mensagem, se realmente acreditássemos, mudaria instantaneamente todo o estado de nossa mente e conduta para com ele! A inimizade daria lugar ao amor; o medo daria lugar ao desejo e à esperança; a tristeza daria lugar à alegria. Nós nos apressaríamos à sua presença, nos jogaríamos a seus pés, expressaríamos até onde as palavras o permitissem, nossa gratidão; e estaríamos muito ansiosos para agradá-lo. Assim é a mudança que a fé no Evangelho produz no coração e na conduta de um pecador para com Deus, assim que crê no amor que Deus tem por ele, tal como o amor está expresso no Evangelho. A verdadeira fé em Cristo é o fundamento da felicidade do crente, dos meios de sua santidade, da fonte de todas as suas ações e da verdadeira base de seu caráter.
Amado leitor, aqui está a felicidade. "Os homens serão abençoados nele", disse o salmista, ao falar do Messias. A fonte da felicidade humana foi descoberta quando Cristo nasceu! "Eis que vos trago boas notícias de grande alegria!" Disse o anjo; "Porque vos nasceu hoje um Salvador, que é Cristo, o Senhor!" Esta mensagem foi ditada por aquele que fez o coração, e sabe o que é ajustado para dar-lhe alegria. O Evangelho não nos apresenta simplesmente como pecaminosos, mas como miseráveis. Deus nos convida a vir e sermos felizes. Ele encontra o grito natural da miséria, e os desejos cansados e indefinidos do espírito insatisfeito. Os seus convites mais altos e gerais, tanto no Antigo como no Novo Testamento, são dirigidos principalmente, não aos sentimentos morais, mas aos sentimentos naturais; ao sentimento de miséria e ao desejo de felicidade. “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão! e o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e deleitai-vos com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um pacto perpétuo, dando-vos as firmes beneficências prometidas a Davi." (Isaías 55: 1-3).
Tente este caminho simples, bíblico e eficaz para a felicidade! É o mais curto; o melhor; o único caminho para a verdadeira felicidade! Inúmeros milhões tentaram outros métodos, e todos falharam, e morreram lamentando sua loucura em buscar sua felicidade na terra e nas coisas terrenas. Mas quem lamentou sua loucura ao buscar sua felicidade de Deus? Quem, na doença, na desgraça, na morte, se arrependeu de ter acreditado em Cristo e de ter cuidado com a piedade pessoal e experimental? Busque a felicidade que então estará em você quando tudo o mais falhar, e permanecerá com você no meio das cenas mutantes da vida; que o sustentará em meio às agonias do último conflito; que irá com você para o mundo invisível; e que na eternidade encherá e satisfará os poderes do seu espírito glorificado; e o encherá e o satisfará para sempre, sem interrupção! Para possuí-la, você deve abandonar os muitos que dizem: "Quem nos mostrará algum bem?" E estar entre os poucos que adotam e apresentam a oração do salmista: "Senhor, ergue a luz do teu rosto sobre nós!"


Este texto é administrado por: Silvio Dutra
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