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Para Tom Jobim
Aldo Moraes

Resumo:
Em novembro de 1994, tinha dado uma entrevista para o jornal Folha de Londrina, ao jornalista Lúcio Horta e que foi publicada em 17/11, ao lado de uma reportagem que falava do disco Brasileiro, que Tom Jobim lançara há poucos dias.

Devorei a reportagem sobre o lançamento e dias depois, já estava com o vinil no toca discos, me deliciando com as versões novas de Trem Azul e Insensatez. E chorei, chorei mesmo ao ouvir Trem de Ferro, O pato preto e os choros para Radamés Gnatalli e Pelé.

Um mês depois, estou assistindo tv e vem a trágica noticia : Tom Jobim, o tom da nossa música que eu ainda menino, descobrira como um pai musical, falecia em Nova York, aos 67 anos.

A melhor definição para a morte de Jobim, que ainda hoje me toca profundamente, foi para mim, o artigo de Arnaldo Jabor, que termina concluindo que fora como a derrubada de uma floresta.

No mesmo dia, fiz este poema que saiu como um choro contido e triste ...

Um choro de quem enxergava em Jobim a extensão de mestres como Villa Lobos e Pixinguinha. Para mim, ver e ouvir Tom Jobim era a sensação plena de que podia encontrar Villa ou Pixinguinha em alguma esquina, por aí...

Pude ver Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, uma vez ao vivo, no MIS/SP, ainda no começo da década de 90, quando morei na capital paulista, para estudar com Koellreutter.

Resplandece a água
Água limpa
Sol bonito
Corcovado encantado no alto
Calmo,o calmo mar e o som
Tranqüilo vento que toca a água
Resplandece
Água limpa
Água toda de resplandescer
Encantado,voa o Passarim.

Quer voar e,voa o Passarim
E por que está no mar, o mar é tranqüilo
Está no mar e a água é limpa
Está no mar e o sol resplandece
E por que está no mar,vê o céu
Avista o jardim
Está feliz
Esta´feliz o Passarim

No clarão das águas
No jardim das rosas
De sonho e medo
Matitaperê brasileiro
Homo-sapiens da cidade linda
Sopra à natureza,o tom do seu amor
O som do seu.

O rio
Água limpa de marços, feveireiros
Marcha-estradeira
Terra brasilis
Antônio Carlos Brasileiro
Antônio de Almeida Jobim
Tom
Rio de Janeiro
Passarim(nho).


Biografia:
Aldo Moraes nasceu em Londrina/PR. Músico e poeta, publicou em coletâneas nacionais, inclusive a Nau Literária(da Ed.Komedi) e venceu concursos de poesias em vários Estados Brasileiros. Publicou 7 livros pelo Clube de Autores. Como compositor erudito, é premiado na Suiça, Aústria e Brasil e tem peças no repertório da The New York Perfoming Arts. Coordena o Instituto Cultural Arte Brasil e o projeto musical Batuque na caixa. Foi Secretário Municipal de Cultura de Londrina.
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