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O contágio econômico do desemprego
Flora Fernweh

O crescente desemprego é um dos fatores resultantes dos impactos político-econômicos da crise mundial. Sendo essa, intensificada em decorrência do novo Coronavírus e do despreparo, no contexto global, em relação a uma pandemia que marcará o século XXI. Os índices de desemprego são acompanhados por problemáticas como a inflação e a dinâmica de comércio exterior que o país estabelece mundo afora, com seus parceiros econômicos. Apesar das motivações financeiras, os efeitos do desemprego conjuntural, reverberam no setor de bem-estar público, abrangendo a esfera social do desafio que se escancara.

2020 não trouxe a primeira, nem a última pandemia enfrentada pela humanidade. A busca pela contenção do vírus não se restringe somente ao campo da saúde, trata-se de um fenômeno com notáveis impactos econômicos. Partindo da perspectiva histórica, pandemias sempre abalaram o mundo nas mais possíveis esferas, entre elas, está a econômica. Durante a pandemia de gripe espanhola, por exemplo, estima-se que a retração mundial do PIB, alcançou o percentual de 8%, o que ilustra um cenário propício para a avaliação da alarmante situação do desemprego, como um elemento interdependente da ordem econômica, e inversamente proporcional à queda nos números que evidenciam a geração de riquezas da nação. Isto é, conforme o PIB diminui bruscamente, taxas de desemprego se elevam, juntamente com a preocupação da massa trabalhadora e de seus empregadores.

De acordo com estatísticas apontadas pelo IBGE, o número de desempregados em decorrência da pandemia, teve alta de 26% até o final do mês de junho, o que contabiliza mais de 12 milhões de brasileiros sem emprego. É nítido que as vertentes de serviços que mais sofreram com os prejuízos advindos de imposições por parte de autoridades de saúde, como a OMS, são aquelas que lidam diretamente com o público e com a interação entre as pessoas. A delicadeza do momento em que se vive, exigiu o aperfeiçoamento na busca por diferenciais, através da potencialização da capacidade criativa, o que se consolida como uma habilidade já imprescindível no mercado de trabalho e como um filtro que visa selecionar os profissionais mais capacitados, tendo em vista as transformações digitais e técnico-científicas da nova era.

O programa de seguro-desemprego sancionado pelo Congresso Nacional em 1990, estabelece critérios para a concessão dos direitos dos trabalhadores, configurando-se como uma lei análoga de reiteração dos princípios anteriormente trazidos pela CLT. Todavia, o Direito se adequa ao seu tempo, e como claro exemplo dessa afirmação, apresenta-se o projeto de lei que visa o pagamento de até seis parcelas do seguro-desemprego para os trabalhadores demitidos em estado de calamidade pública, visto que atualmente, o seguro-desemprego paga entre 3 e 5 parcelas mensais. Somado a essa questão, encontra-se o debate que gira em torno do apoio financeiro à população por meio do auxílio emergencial, suscitando uma maior efervescência do ambiente político em relação à forma como tem se portado.

Diante de uma crise que o Brasil não atravessa sozinho, e de suas respectivas complicações em diversos setores do Governo e da sociedade, é fundamental a revisitação por parte do Congresso, de leis cuja aplicação mostrou-se eficaz em determinado momento passado, mas permanecem em vigor, denotando um caráter inflexível perante as novas circunstâncias. Além disso, mostra-se imprescindível a atuação do Ministério da saúde em parceria com órgão responsáveis pela elaboração de políticas públicas, assim como seu empenho na busca por soluções, na conjuntura em que o país se encontra. Por fim, faz-se necessária a expressão dos direitos trabalhistas e o reconhecimento de que a legislação que diz respeito ao desemprego, é indispensável. Deste modo, os setores envolvidos se encaminham rumo aos resultados concretos, estimulados pelo empenho que propõe minimizar os devastadores impactos negativos, sobretudo, no prisma da relação direta entre economia e ser humano.


Biografia:
Sobre minha pessoa, pouco sei, mas posso dizer que sou aquela que na vida anda só, que faz da escrita sua amante, que desvenda as veredas mais profundas do deserto que nela existe, que transborda suas paixões do modo mais feroz, que nunca está em lugar algum, mas que jamais deixará de ser um mistério a ser desvendado pelas ventanias. 
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