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HÁ VIDA EM TODAS AS ESTAÇÕES
Isabel C.S. Vargas



                                        
          “O sonho é o olho da vida.”
                         Mia Couto
                         


A sociedade mudou. O tipo de família também. Em meados do século passado a quantidade de mulheres no mercado de trabalho era inferior à de hoje.
As transformações foram imensas no que se refere à área da comunicação.
O avanço e a instantaneidade são inegáveis e irreversíveis.
As mulheres ousaram sonhar. Para conquistar sonhos tiveram de trabalhar, com o trabalho ganharam segurança, confiança em si mesmas, maturidade para ver que tipo de relacionamento lhes serviria. Não mais a submissão, mas a cumplicidade, divisão de tarefas, responsabilidade pelas conquistas e fracassos que também passaram a ser partilhados.
As mulheres daquela época não tinham a perspectiva de longevidade que ora têm, pelas melhores condições de vida, prevenção de enfermidades, maior acesso ao conhecimento proporcionado pela globalização.
O estereótipo das mulheres maduras da década de 50 era diferente, assim como a postura e as idéias. Sem qualquer conteúdo pejorativo nestas palavras, eram velhas, porque não havia perspectiva de longevidade. A média de vida era em torno dos 50 anos não de 74 anos como agora, em nosso estado. Viver até os 90 ou 100 anos, não era cogitado, salvo raríssimas exceções.
Por toda uma conjuntura já mencionada, a mulher na maturidade, hoje, tem pensamento, imagem, e perspectivas diferentes.
A difusão de informação aproximou umas das outras, permitindo que se reconheçam nas angústias, nos problema, frustrações, bem como nas aspirações, nos desejos, nos sonhos. As conquistas uma vez divulgadas conscientizaram e estimularam as demais as induzindo a traçarem objetivos e se permitirem ir em busca de um novo modo de viver, de conquistarem espaços e exercerem novos papéis. Os horizontes tornaram-se próximos, não mais inatingíveis.
     Com o papel desempenhado na sociedade, além do reconhecimento, teve de conviver com a sobrecarga de trabalho, que ao aposentar-se cessou. Esta época coincide com a saída dos filhos de casa. Esta mulher depara-se com novos desafios.
Mais um recomeço. Novo desafio. Reaprender a viver. Buscar novos sonhos, conviver em outros segmentos que proliferam em razão do aumento de pessoas na idade madura e na terceira idade. Não é preciso colocar chinelos e esperar a morte chegar. Há novos caminhos a serem percorridos, até porque existe a consciência de que só não envelhece quem morre cedo, e salvo casos específicos, o tipo de velhice que cada um terá , será resultado da maneira como a preparou.
Como já disseram é preciso estar atento... não temos tempo de temer a morte.Há vida na idade madura. Há grupos para conviver, aprender, trocar experiências. Há atividades múltiplas. Estudo, lazer, desfrutar de uma outra etapa que também é gratificante. São os netos que chegam. Novas aprendizagens e novos ensinamentos basta saber reconhecer cada oportunidade que se apresenta.
A interação entre as gerações mescla saberes, é saudável, produtiva.
A apatia que podia ser a companheira desta fase dá lugar à ação. A mulher tornou-se agente da própria vida, investidora de sua felicidade pessoal.
A visão mudou. Um novo ciclo começou.
                                        

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