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ROBERTA 9 NOVEL HOT
DE PAULO FOG
paulo azambuja

Resumo:
BOM

Mercedes deixa o rapaz ali adormecido e segue com Nestor para o corredor.
   - O dr disse que o Tiago pode ter ficado com uma mancha no cérebro.
   - Como?
   - Sim, logo irão busca-lo para fazer uns exames.
   - Ivan surge ali, Mercedes ao ve-lo começa a agredir ao homem ali.
   - Por sua culpa Ivan, sua, o rapaz pode morrer, morrer, entende, você e seu orgulho, essa vontade desenfreada em vingar-se de Roberto, olha só o que deu.
   - O quê?
   Nestor tira a mulher de Ivan, controla a situação, Ivan ouve tudo que é dito ali e sai sem dizer qualquer palavra.
   - E agora Nestor?
   - Calma, vocês voltam para o salão.
   - Não Nestor, isso ja foi mais que decidido, para lá a gente não retorna.
   - Mercedes.
   - Pare Nestor, que tipo de homem você está se tornando, olhe isso, você negociando sob a saúde de seu....
   - Por favor desculpe.
   Nestor senta ali na cadeira, ela ao lado dele.
   - Vamos aguardar os exames?
   - Sim, vamos.

   20180206..................................   
   
   
   
   
   

   
                     31



     Mercedes e Nestor ali na sala do dr.
   - Bem, como já havia lhes dito, só que agora com exames em mãos, ele teve uma pequena lesão.
   - Lesão?
   - Sim, o cérebro dele, ele vai ter estes ataques seguido de desmaios sempre, com certa frequencia, alta e baixa, para o resto da vida.
   Nestor abaixa a cabeça, Mercedes ouve a tudo e segura com uma força descomunal sua bolsa.
   - Mercedes.
   - O que foi?
   - O dr, ele falou que o Tiago vai necessitar de cuidados.
   - Cuidados?
   - Sim. O dr retorna a orienta-los e quase 1 hora depois eles saem da sala.
   - Mãe.
   - Filha.
   - E ai, o que o dr falou?
   Nisso o dr passa por eles, Nestor o cumprimenta de cabeça.
   - Vai gente, fale logo, falem de uma vez.
   - As coisas não estão tão boas.
   - É grave?
   Mercedes balança a cabeça que sim.
   - Nós vamos cuidar dele né?
   - Claro filha, nunca penso em deixa-lo.
   - Obrigado mãe.
   Nestor olha para elas.
   - E eu, poderei visitar meu....
   - Sempre Nestor e nos ajudará também e muito tá?
   - Sim.
   - Oi.
   - Obrigado Mercedes.
   Helana vai até o velho, o abraça.
   - Olhe, a gente sempre brigou mais eu sou e sempre serei grata Nestor, nós queremos o senhor sempre por perto e pode ficar tranquilo, eu sempre vou cuidar do Ti.
   Os olhos de Nestor ficam cheios, Tiago sai no corredor.
   - Oi pessoal, já estou liberado, podemos ir.
   - Ti fique ai, volte para a cama.
   Mercedes e Helana entram no quarto com o rapaz, Nestor sai para o pátio externo, Ivan vem a ele.
   - Ainda não foi Ivan, o que quer?
   - Pegue.
   Ivan lhe dá um envelope grande, Nestor pega e o abre, dentro os contratos e algum dinheiro.
   - Por que disso?
   - Fique com estes documentos, já não temos qualquer sociedade.
   - Sim eu ficarei.
   - O dinheiro é pelo que causei ao seu sobrinho.
   - Não, não isso eu não quero e nem ele o quer, sou capaz de trata-lo.
   - Não é isso.
   - Por favor Ivan, não quero mais ficar preso e nem tampouco lhe dever.
   - Nestor.
   - Hoje eu tive uma prova que a vida pode ser remanejada.
   - O problema do Tiago é grave?
   - Sim.
   - Nestor, eu não sabia.
   - Vá Ivan, não fique com remorsos, saiba, o grande culpado disso tudo foi e é eu.
   - Você?
   - Sim, eu não deveria te-lo deixado, omitido coisas dele e principalmente não ter trazido para o nosso convívio pessoas como você, com certeza se eu tivesse o certo ele estaria saudável.
   - Nestor.
   - Olhe Ivan, já não quero mais falar, respeite este velho, por favor, respeite.
   Nestor aponta o corredor para Ivan que sai sem falar mais.
   Mercedes entra ali, Nestor sentado num banco de concreto frio, acende um cigarro, ela chega por trás.
   - Um trago?
   - O quê, vai fumar?
   - Sim, o dia exige.
   - Com certeza.
   Ele passa o cigarro para Mercedes que dá 3 tragos e lhe devolve.
   - Por que Mercedes, por que a vida esta tão intransigente comigo?
   - Não é com você, é com todos nós.
   - Preciso descobrir um meio de sair dessa fase.
   - Como disse, uma fase é uma fase, logo acaba.
   - Tomara.
   Nestor ainda diz algumas coisas e logo desaba num choro, Mercedes joga o cigarro dele numa caixa de areia, sentada ao lado do homem ela esfrega as costas dele.
   - Calma meu amigo, meu grande amigo.
   - Eu não quero perde-lo.
   - Nem vai, tenha fé, tudo esta se resolvendo, não está?
   Ela o abraça e ele se solta num choro de lamentos.
   - Mercedes.
   Ela se vira, ali na porta parado tendo Helana á par, esta Roberto.
   - Roberto.

   Roberto cumprimenta a todos ali, Nestor olha para o homem ali.
   - Olá Nestor.
   - Oi Roberto.
   - E seu sobrinho?
   - Vai ficar bem.
   Mercedes levanta do banco e fica a olhar Roberto.
   - Me desculpe ter vindo assim é que...
   Tiago surge ali e pega a mão de Helana, puxando-a para o quarto, olha para Roberto.
   - Oi dr.
   Roberto treme em raiva pois lhe vem as lembranças do ocorrido a sua neta, Mercedes e Nestor ali em uma espécie de transe devido não saber a reação do homem.
   - Oi Tiago.
   - O sr me conhece?
   - Sim.
   Tiago se sente mau e Mercedes o ampara junto de Nestor, leva-o para o quarto.
   Ali o rapaz é medicado e logo a enfermeira diz para eles que Tiago esta liberado.
   - Não tem problema irmos?
   - Não senhora, o que houve foi só uma leve reação a outros medicamentos.
   - Ele vai ficar bem?
   - Sim senhora.
   Eles saem, Tiago sorri com o quê Helana lhe diz.
   Mercedes pega o celular ppara ligar para um carro de aplicativo.
   - Não precisa, eu faço questão de leva-los.
   Nestor franzi o cenho, Mercedes fica sem ação, diante aquilo, a moça aceita e Tiago vibra por entrar num carro executivo.
   - Olha prima, que carrão esse.
   Helana abraça Ti, Mercedes e Nestor ficam a se olhar, Roberto indica a porta, ele entra, a mulher senta ao lado de Roberto.
   Nestor decide ir para o beco junto de Ti e delas.
   - Só vou ficar por hoje.
   - Tudo bem.
   Roberto estranha o local onde elas decidiram morar, Nestor segue com Ti para dentro agradece a carona.
   - Tudo bem. Helana também agradece e segue com eles, Mercedes fica ali com Roberto.
   - Obrigado.
   - Oras Mercedes, o minimo que posso fazer.
   - Não, você tem feito bastante.
   - Como assim?
   - Nestor me falou do cheque.
   - Ele te disse?
   - Mais ou menos, eu estranhei ele ter dito que suas dívidas foram quitadas, daí o apertei e ele disse.
   - Você gosta muito dele?
   - Sim, mesmo com nossas brigas, caras feias, ele é e sempre será um bom amigo.
   - Amigo? Mercedes fica surpresa com o dito e se arrepende de te-lo feito, porém assume.
   - Sim, eu e Nestor não temos nada, entende, nunca tivemos, ele sempre me respeitou.
   - Sério?
   - Quando fui colocada para fora da mansão, fiquei por ai, dei alguns dias em bares, arrumei de lavadeira porém quando percebiam a barriga me dispensavam, foi na frente de um bar da rodoviária que Nestor me encontrou, eu tinha ja há 2 dias sem nada de comer e teto.
   - Meu Deus.
   - Ele procurou saber meu nome, onde morava e logo iniciamos um papo, me disse que tinha um salão de jogos e precisava de alguém que soubesse cozinhar, preparar porções para os fregueses do lugar.
   - E você foi?
   - Sim, fiquei receosa, afinal não o conhecia, ali de uma hora para outra ele me fez o convite, pensei muito e bem rápido, olhei para a minha barriga que ruia de fome e decidi, seja o que Deus preparar.
   - Mercedes.
   - Mais foi bom, naquele dia eu não trabalhei, cuidei das roupas dele, arrumei a casinha, o salão e fui dormir, no outro dia, saimos para comprar os alimentos para a noite e ele me fez uma surpresa, me levou até uma lojinha de uns turcos, onde comprou a primeira roupinha da bebê.
   - Nestor fez isso?
   - Roberto, nem todos os homens, são maus, eu até tentei paga-lo, se é que me entende, mais ele sempre soube que não havia sentimentos, por isso decidimos ficarmos somente no profissional, trabalho.
   - Eu nunca imaginaria.
   - Pòis é, o mundo tem suas surpresas, boas e más, graças a Deus, ele me preservou de muitas maldades.
   - Mais como?
   - Roberto, Nestor teve suas aventuras, saiu com várias, sabe, deu muito trbalho para curar suas ressacas no outro dia.
   - Imagino.
   - Taí, um homem como ele, hoje, dificilmente achamos.
   - E a menina?
   - Desde que nasceu, ele sempre me ajudou a cuida-la, porém, Helana desde bebê nunca o aceitou, sabe, coisa de sangue.
   - E ele?
   - Continuou sempre sendo gentil e carinhoso com ela, nunca levantou a mão para a minha filha, olha que ela deu motivos hein, porém ele saia e retornava tarde, nós já estávamos dormindo, ele abria a porta de seu quarto e não ouvia-se ruído algum.
   - Um cavalheiro?
   - Sempre.
   Eles sentam em um tronco caído feito de banco, barulho de grilos, Roberto joga a mão aos ombros da mulher.
   - Mercedes.
   - Sim.
   - Você me perdoa?
   Ela olha para ele, seus olhos marejam e ali surge o beijo que une o passado ao presente, ao longe Nestor vê aquilo, leva a mão ao peito, Helana se aproxima.
   - Será que agora a estória sera outra?
   - Com certeza.
   - Não fica com ciúmes?
   - Garota, saiba, ele é seu pai, pode ser que ainda guarde mágoas, mais saiba, ele te ama, eu sei que te ama, se aconteceu o que aconteceu foi a obra do destino.
   - Nestor.
   - O quê menina?
   - Você é um herói para mim.
   - Obrigado garota.
   - Não Nestor eu é que lhe devo desculpas.
   - Esqueça, sabe, sempre gostei de você assim desse jeitão.
   - Jeitão?
   - Marrenta, você sempre defendeu meu sobrinho.
   - Ti, bem, o Ti é um fofo, não tem como não gostar dele.
   - Obrigado.
   - Por que Nestor?
   - Por ser assim, seja sempre assim, verdadeira.
   Ela limpa as lágrimas nos olhos.
   Roberta prende o sutião sentada na cama de Murilo, o rapaz coloca sua box amarela e sai logo retorna com 2 refri.
   - Nossa Roberta você estava um show.
   - Obrigado, agora me leve embora.
   - Já?
   - Sim, ainda preciso terminar alguns trabalhos para a escola.
   - Tudo bem.
   No caminho ali na rabeira da moto, sente seu celular tocar várias vezes, pede para que Murilo pare a moto, ele estaciona a mesma num posto.
   - Oi vô, sim tudo bem e você, claro eu estou em casa, sim, tá, beijão vô. Ela desliga sob o olhar discreto do rapaz.


   20180606..........................

   
   
   

   


   




                                         32




    - Roberta.
    - O quê?
    - Quando pretende falar da gente para o seu avô?
    - Por que disso Murilo?
    - Olha, uma coisa eu já aprendi de ti, você sempre cobre uma pergunta com outra.
    - Desculpe.
    - Olhe, eu sei que não sou rico, afinal percebe-se que você é de família que circula na sociedade...
    - Murilo.
    - Roberta, eu te amo, sabe mesmo que você termine comigo, eu não quero deixar de lhe dizer isso.
    - Mas...
    - Por favor, não quero te causar mau algum, mais não sirvo para amores clandestinos, proibidos entende.
    - Eu ainda não sei bem se quero dar este passo.
    - Tá, te entendo, suba, vou te levar.
    - Não, o motorista já está a caminho, meu vô ja o mandou me buscar.
    - Ro.
    - Vai Murilo, depois eu te ligo.
    - Tá certo.
    Murilo tenta beija-la na boca, ela vira o rosto e ele a beija na face, coloca o capacete segura o dela e sai dali, minutos depois Hermes para ali e Roberta entra no veiculo.
    - Patroinha, desse jeito vou acabar perdendo o emprego.
    - Não Hermes, me leve para a empresa.
    - A empresa?
    - Sim.
    Roberto termina uma reunião com os novos clientes, a nova secretária ainda se habituando com a rotina do lugar, sistemas digitais e o proceder de seu chefe.
    - Dr.
    - Sim.
    - Tem uma moça em sua sala, a sua espera.
    - Quem é ela?
    - Ela já foi entrando e...
    Roberto deixa a mulher ali e segue para a sua sala, ali na poltrona esta Roberta.
    - Roberta.
    - Vô preciso falar com o sr.
    - Meu Deus por que não disse a secretária que é a minha neta?
    - Desculpe eu estou nervosa.
    - O que houve?
    - Vô eu estou com um rapaz.
    - E?
    - Ele não é de família rica, mais são pessoas trabalhadoras.
    - Bem, você ja é dona de sua vida, afinal já está de maior, não posso mais controla-la tanto.
    - Vô.
    - Mais eu preciso que você faça outras coisas além disso e de seus estudos.
    - Como assim vô?
    - Você tem deixado de vir para o aprendizado daqui da empresa, eu já lhe disse Roberta você tem que ficar hábil para assumir tudo isso aqui.
    - Mais vô, o Maciel?
    - Já falamos sobre isso, preciso de você Roberta, assuma seu lugar sua posição.
    - Vô.
    - Para reinicio, já te matriculei, vai tirar sua habilitação.
    - Vô, eu vou poder dirigir?
    - Minha neta, já era para ter aprendido mais eu como sempre me esquecendo.
    - Vô seu lindão. Roberta abraça e beija o rosto de seu vô, que fica todo cheio com aquilo.


Biografia:
gosto de escrever
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