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O VELÓRIO
Derlânio Alves de Sousa

O VELÓRIO

E lá vai o meu povo andando
Subindo e descendo devagar
Nas ruas da pequena Arneiroz
Está indo à matriz subindo o patamar
Rezando, chorando, erguendo-se ao altar.

E lá vai o meu povo de novo
Subindo e andando devagar
_ Pai Nosso... Ave Maria... Um mistério
De um sincero pesar
Finalmente no cemitério
Mas um irmão nosso
Com Deus foi descansar.

É costume do meu povo
Prestar solidariedade cristã
Quando um irmão parte desta para outra
Compartilha-se tristeza e dor
Atitudes assim tão irmã
Concretiza-se um dos mais puro gesto de amor.

Há visitas durante e depois do velório
Há quem chora a ida sem volta
São muitos por dentro e por fora
Comentando acerca da morte
Tendo esta por certo e por sorte.


Não é triste a vida de quem vai
Certamente foi atender um chamado do Pai
Mas não nos conformamos com isso,
Mas sabemos que somos todos mortais
E no reino de Deus, somos todos iguais.

“Pai nosso que estais no céu
Santificado seja o vosso nome
Venha a nós o vosso reino
Seja feita a vossa vontade
Assim na terra como no céu
O pão nosso de cada dia nos daí hoje
Perdoai as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos
A quem nos tem ofendido
E não nos deixei cair em tentação

Mas livrai-nos do mal
Amém!!!”

E somos assim
Rezando e chorando
A Deus do bom fim
A paz esteja com vós
Ó Deus Pai, Todo – Pedroso,
Salve o povo de Arneiroz!!!

                                 Derlânio Alves


Biografia:
Derlânio Alves de Sousa, nascido em 04/01/1976 no município de Aiuaba CE, filho de agricultores, Eneas Alves e D. Santa, é professor de Língua Portuguesa, tem pós-graduação em Língua Portuguesa e Literatura brasileira.
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